Garotas Plus-size são mais felizes: será que o mundo está descobrindo o que você já sabia?

Depois de ler três reportagens, publicadas em datas diferentes no blog 7x7 e no Globo On Line, eu comecei a acreditar que estou diante mesmo de uma tendência - e não de um surto de "politicamente correto", como twittou minha amiguinha Na Muniz.

A primeira reportagem falava da repercurssão da mulher da página 194. Eu explico.

Na edição de stembro de 2009, da revista americana Glamour, ilustrando uma reportagem sobre auto imagem, estava a foto (linda) da modelo plus-size Lizzi Miller.

Sorridente, vestindo uma calcinha ínfima e ostentando uma barriguinha normal, daquelas que eu, você e a torcida do Flamengo também temos, ela se tornou uma verdadeira sensação. Isso porque nós NUNCA vemos mulheres normais nas páginas de uma revista de moda.

Nada contra a bela Giselle e outras tops de suas estirpe. Mas, convenhamos. Quem COMPRA moda e SUSTENTA a indústria não são os ínfimos e inexpressivos 0,000-qualquer-nano-quantidade-por-cento de sílfides da população mundial e sim, NÓS, poderosas, absolutas e dignas representantes do sexo feminino. Nós, com nossas TPMs, nossas celulites, estrias, gordurinhas, gramas e outras redundâncias que nos fazem sermos nós mesmas.

Depois da Lizzie, topei com a reportagem - também no 7x7, já de uns meses atrás - que falava sobre o livro de outra top plus size, a Crystal Renn.

Crystal era uma garota do interior que foi descoberta por um olheiro. O cara sugeriu que se a moça emagrecesse 30kg (!!!) faria sucesso como modelo em NY.

Nem preciso dizer que a partir daí a Crystal comeu (ou melhor, não comeu) o pão-que-o-diabo-amassou-com-o rabo. Depois de ser esculachada pelo povo do mundamoda, a modelo deu a volta por cima, assumiu suas curvas e, voilá, ganhou até um Jean Paul Gaultier ex-clu-si-vo!

Bem, e depois dessas duas histórias muito bacanas, hoje me deparei com mais uma reportagem, falando sobre o novo romance da Danielle Steel, a rainha das lágrimas.

E, quem diria, Mrs Steel se rendeu à tendência - e a "fome" mundial (sorry, mas não resisti ao trocadilho) - de heroínas normais.

No livro intitulado "Big Girl", a protagonista tem problemas com o peso. E, segundo a entrevista que a Danielle deu para o jornal USA Today, a protagonista NÃO vai emagrcer-para-ser-feliz-para-sempre. Ah, essa eu quero ver!

BJS da Drica!!!

Comentários

Ná Muniz disse…
Drica, adorei seu texto! Muito, muito interessante! Legal a gente ver mudaça em um padrão (injusto) que estava começando a parecer eterno. E boas notícias, eu, usuária de tamanho 42 a 46 durante boa parte da minha vida, estou conseguindo encontrar calças do meu tamanho em lojas comuns, e não só nas lojas pra gordinhos.Pequenas viórias, mas muito sgnificativas pra quem chorava rios de lágrimas na adolescência porque não achava calça 42 pra vender!

Beijos linda!
Adorei o texto também. Parece que finalmente a mídia está tomando consciência de que a beleza real [magrinha, gordinha, alta, baixa, com celulite, barriguinha, etc] é o que realmente importa e não estereótipos criados para o povo se frustrar cada vez mais.
Tatiana disse…
Meninas eu com Plus Size desde que me entendo por gente to A D O R A N D O essa acordada do povo !!!
bjkas

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