domingo, 5 de fevereiro de 2012

Eclipse - Stephenie Meyer [#3]

Continuando minha saga de leitura, 51 Livros em 2012, vamos para a resenha de "Eclipse". [CONTÉM SPOILLERS] 
Terceiro volume da bem sucedida saga Twilight, "Eclipse" é um livro um travado.
Inicialmente achei que o dilema "Bella-vira-ou-não-vira-vampira" fosse finalmente ter uma solução. Mas... me enganei com força. O livro fica no arrastar interminável das quedas de braço mentais de Bella consigo mesma, indecisa (!) entre Edward e Jacob. Ou melhor, Bella está decidida a aceitar como fato inconteste que sua existência na Terra depende do ar que Edward (não) respira. Porém, não consegue esquecer Jacob. E neste cabo de guerra, que se desdobra em bate bocas, rosnados, sibilos (e até latidos) entre Edward e Jacob, beijos roubados, mal entendidos e noites insones, vai-se mais da metade do livro. 
Paralelo a isso, sabe-se que há um exército de recém-criados a solta. Eles estão atacando Seattle, espalhando o pânico e o terror. Sobre eles a autora faz tanto mistério, mas tanto mistério ao longo do livro que, quando ela finalmente explica, o saco já encheu. 
No fim das contas, Victoria ressurge para dar (pelo menos isso!) um pouco de adrenalina a história. (Mas não espere muito do conflito final entre ela e Edward, O Perfeito.) 
Pontos para a história de Jasper e Alice, a cena da festa em torno da fogueira, onde Bella ouve as lendas quileutes sobre a origem dos Lobos, e o melancólico diálogo que marca a aproximação entre Rosalie e Bella, com a revelação do passado triste da vampira. 
Embora tenha agradado a muita gente, a saga realmente não me convenceu. O fato de que Bella Swann foi criada para ser um arquétipo com o qual 9 entre 10 adolescentes se identificariam, pode explicar boa parte do sucesso que Twilight faz. Mas o que faz as garotas suspirarem por Edward, uma criatura tão insossa, eu ainda não entendi. Jacob dá de mil a zero nele, em todos os sentidos. Terminei o terceiro livro sem saber, ainda, a que ele veio. 
Breve, resenha do último livro da série, “Amanhecer”.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Lua Nova - Stephenie Meyer [#2]

"Lua Nova" foi o segundo livro do desafio "51 Livros em 2012". Terminei de ler há duas semanas, mas só agora pude fazer a resenha. Estava me mudando. O caos na Terra. Ai, ai.
Havia ficado curiosa para saber o rumo que a autora daria ao casal Bella e Edward. Peguei o livro e fui em busca de respostas para as minhas perguntas. Edward toparia tornar Bella imortal? A autora arranjaria outra solução para a dupla? Qual seria a história por trás da família Cullen? Edward é endotérmico ou exotérmico? Por que não existe McDonald´s em Forks? Enfim...
Continuei achando Edward maçante. Sei que ele tem inúmeras fãs, e respeito todas elas, mas ele não conseguiu me conquistar. Acho que faltou carisma, sei lá. Jacob, por sua vez... ai, ai... [suspira] O que é aquilo, hein? [suspira de novo]
Sim, o Jacob me conquistou e, durante a leitura, houve trechos em que tive vontade de sacudir Bella e dizer a ela "Acorda, minha filha!". Como Jacob preenche praticamente todo este livro, é natural que eu tenha realmente me afeiçoado mais a ele. A autora deu muito carisma ao personagem, além de uma fidelidade canina (sem trocadilhos, ok?) a Bella. Por mais que ele apanhe, ele não desiste dela. Linda relação.
O livro não me deu muito o que falar. Não impressionou muito, exceto pelos capítulos finais, que são realmente eletrizantes. Também gostei muito do recurso que a autora usou para enfatizar a passagem de tempo e o vazio. (sem detalhes, para não virar spoiller. Quem leu sabe do que estou falando.)
Em todos os aspectos - e talvez tenha sido isso mesmo o que Stephenie Meyer quis passar com esse volume - "Lua Nova" me pareceu um rito de passagem, uma preparação para o porvir. No fim dele, todos se tornaram, de um jeito ou de outro, adultos.
Na próxima resenha, vou falar das minhas impressões sobre "Eclipse", ainda no projeto 51 livros em 2012.
Beijos da Drica :-)

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Crepúsculo - Stephenie Meyer [#1]

"Crepúsculo" abre a maratona "51 livros em 2012", proposta pelo Alquimia dos Romances. Escolhi especificamente esta série porque ela estava encalhada na minha estante fazia mais de um ano. Eu havia folheado o primeiro livro, lido algumas páginas mas, como a narrativa não havia me prendido, eu deixei de lado. Pois bem, a proposta da Elimar veio para me ajudar a tirar o mofo de Bella, Edward e cia.
Muita gente já falou, leu, comentou e brigou por conta desta série. Neste primeiro livro eu me esforcei ao máximo para dissociar a imagem dos personagens dos atores que os interpretaram no cinema. Isso porque eu, particularmente, acho o casal um verdadeiro picolé de chuchu. Diet. Enfim, há quem goste.
O livro é bem escrito. O uso da primeira pessoa sempre dá um toque mais angustiado, uma sensação quase que claustrofóbica a trama. Ficar preso a uma só visão, sem aquela onisciência do narrador em terceira pessoa, captura a atenção do leitor com muita eficiência. Stephenie Meyer soube fazer excelente uso deste recurso.
A saga de Bella, a mais nova habitante - a contragosto - da chuvosa Forks, começa bem devagar. Eu confesso que custei a engrenar o ritmo da leitura, mas fui adiante. Achei muito frequentes as referências a falta de jeito da personagem, a sua inadequação e a sua total falta de traquejo social. Entendo que a autora quisesse demonstrar uma jovem comum, desajeitada e tímida, mas o reforço dessa "esquisitice" praticamente a cada duas páginas me irritou um pouco. Gostei da relação dela com o pai, um misto de estranheza, delimitação de território e camaradagem silenciosa. Vamos ver como evolui nos outros livros.
O aparecimento de Edward foi um dos pontos que também testou minha paciência. Até praticamente a metade do livro eu tive que fazer força para simpatizar com ele. De tão misterioso, ele começou a ficar cansativo. De tão reticente, ele parecia que não tinha mesmo nada a dizer. Somente quando um pouco da história dele, de sua família, e também dessa dinâmica familiar começaram a ser - enfim - revelados, foi que comecei a gostar do personagem. Falando na família Cullen, simpatizei muito com Alice!
Pelo que percebi, o livro deixou inúmeros ganchos nas entrelinhas, prontos para puxarem o resto da saga. A autora soube despertar a curiosidade dos leitores, com cenas cheias de suspense, embora de certa previsibilidade. 
Sei que o estardalhaço em torno da saga se deve mais a questões de marketing. Não é uma obra prima - e duvido que Stephenie Meyer tivesse esta pretensão - mas é um livro interessante para ler num dia de folga. Tem humor, mistério, suspense, romance, ação e deixa portas abertas para continuações - coisa que leitores a-do-ram!
Agora, vou pegar o segundo volume da série e ver no que dá.


CREPÚSCULO
Twilight
Stephenie Meyer
Intrínseca, 2008
416 páginas

domingo, 1 de janeiro de 2012

A literatura brasileira em busca de difusão mundial

Por Guilherme Freitas - Agência O Globo

RIO - Historicamente defasada, a difusão da literatura nacional no exterior ganhou um incentivo neste ano, com a reformulação do programa de estímulo à tradução da Fundação Biblioteca Nacional (FBN). Anunciado em julho, durante a nona edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), o novo programa prevê investimentos de R$ 12 milhões até 2020 na edição de obras brasileiras em outros países. Um dos objetivos imediatos do projeto é alavancar a participação do país em grandes eventos internacionais: nos próximos anos, o Brasil será convidado de honra das feiras de Bogotá, em 2012, Frankfurt, em 2013, e Bolonha (maior feira de livros infantis do mundo), em 2014.O primeiro edital do novo programa (com inscrições abertas no site www.bn.br) oferecerá R$ 2,7 milhões para a edição de obras nacionais no exterior até agosto de 2013, dois meses antes da presença do Brasil como país convidado no maior evento editorial do mundo, em Frankfurt.

Articulação entre instituições
Em entrevista ao GLOBO em julho, o presidente da feira, Juergen Boos, elogiou o programa de tradução, mas ressaltou que o sucesso da participação brasileira ainda exige mais articulação entre governo e editoras e intercâmbio com instituições culturais alemãs.
A internacionalização da literatura brasileira foi discutida também na 25 Bienal do Livro do Rio, quando a FBN organizou uma exposição sobre a tradução de clássicos como Guimarães Rosa e Clarice Lispector. Mas o tamanho do desafio foi ilustrado pela informação, divulgada durante o evento pela organização da Feira de Frankfurt, de que as editoras alemãs têm hoje apenas 61 títulos brasileiros em catálogo - 30 deles de Paulo Coelho.

Veja mais alguns destaques do meio editorial em 2011:
BIENAL NO LIMITE: Realizada em setembro, a 25 Bienal do Livro do Rio teve o maior público de sua história, 670 mil visitantes em 11 dias. A feira teve faturamento recorde de R$ 58 milhões (12% a mais que a anterior), mas a confusão e os problemas de infraestrutura nos dias mais movimentados levaram a organização a afirmar que o evento atingiu sua capacidade máxima.

PENGUIN NO BRASIL: Em dezembro, a Companhia das Letras anunciou que a britânica Penguin, com a qual é associada desde 2009, comprou 45% das ações da editora brasileira. O acordo segue uma tendência de participação crescente de grandes grupos editoriais estrangeiros no Brasil: nos últimos anos, aportaram no país as espanholas Planeta e Santillana e as portuguesas Leya e Babel. O impacto da parceria no mercado brasileiro poderá se fazer notar sobretudo nas áreas de e-books e didáticos, dois focos do conglomerado editorial Pearson, dono da Penguin.

RUBENS FIGUEIREDO: Um dos principais tradutores do país, Rubens Figueiredo obteve reconhecimento também como escritor neste ano. Seu romance "Passageiro do fim do dia" (Companhia das Letras) recebeu duas das maiores distinções literárias nacionais: o Prêmio São Paulo de Literatura e o Portugal Telecom. Além disso, Figueiredo publicou em dezembro, pela Cosac Naify, a primeira tradução brasileira feita diretamente do russo de "Guerra e Paz", de Tolstói.

CECÍLIA MEIRELES: Com reedições paralisadas há anos por uma disputa judicial entre herdeiros, a obra de Cecília Meireles pode voltar às livrarias em 2012. A editora Global anunciou em dezembro a compra de parte do catálogo da poeta - e ainda dos de Manuel Bandeira e Orígenes Lessa. Depois do anúncio, porém, o advogado de uma das filhas de Cecília contestou o acordo e afirmou que a questão não está resolvida nos tribunais.

domingo, 20 de novembro de 2011

Mistério da Noite - Nora Roberts

Fazia tempo que eu não resenhava aqui um livrinho de banca. Então, para quem andava com saudade, lá vai.
"Mistério da Noite" foi uma boa surpresa. Depois de uma maré de pouca sorte com os livros da Harlequin, peguei este para passar o tempo. Sem muitas expectativas. Desta vez a revisão estava razoável, o que ajudou muito na leitura. 
A história é boa, bem estruturada e, tirando alguns trechos evidentemente editados/mutilados (quando é que as editoras vão perder essa mania, hein?) prende bastante a atenção do leitor. 
O pano de fundo para o romance entre Maggie e Cliff é um assassinato ocorrido há dez anos na pacata cidadezinha para onde a protagonista se mudou. Ela é uma compositora famosa, filha de celebridades, que está em busca de paz e sossego para compôr a trilha sonora de um musical.  E também para superar o fim trágico de seu casamento.
A trama é praticamente toda focada em Maggie, o que deixa o empreiteiro Cliff meio inexpressivo, superficial até. Como é um livro originalmente escrito em 1985, não esperem cenas muito hot. A coisa fica mais na insinuação, sem descrições vívidas. Apesar disso, há muito romantismo. 
Não é a toa que Nora Roberts fez fama. Lendo seus livros antigos, a gente percebe o quanto ela sempre escreveu bem, mesmo quando era apenas uma iniciante.

Mistério da Noite - Série Noturna
(Night Moves - Night Tales)
298 páginas
Harlequin Books 
Série Rainhas do Romance #35