quinta-feira, 21 de junho de 2018

Nacionais 2018 #10 Sagrados: A Aliança de Maria Madalena - Anatè Merger

Olha eu de volta com mais uma leitura nacional. Desta vez trazendo outro livro da autora franco-brasileira Anaté Merger.

Sagrados: A Aliança de Maria Madalena faz parte de uma trilogia, cuja continuação é Sagrados: O Poder da Estrela. Neste primeiro livro somos apresentados ao intrigante universo paralelo dos Sagrados, seres imortais que convivem com a humanidade há milhares de anos, poderosos anjos em corpos humanos.

Já no prólogo o livro me envolveu. A cena inicial, situada num tempo distante, quando Diana se depara com a chegada dos Sagrados ao Gargare, nos instiga a devorar cada linha, ansiosas por descobrir o que virá pela frente!
"O som daquela voz atravessou o espírito de Lucien com a energia de mil estrelas, os pelos de sua nuca se eriçaram e, pela primeira vez em sua longa vida imortal, algo que nunca imaginou que pudesse acontecer, simplesmente aconteceu: ele sentiu uma emoção."
A história prossegue, nos transportando para o ano de 46 d.c., retratando a chegada de Maria Madalena e seu séquito de protetores, trazendo um importante segredo consigo que será depositado nas profundezas da montanha de Sainte-Baume. A proteção desse segredo é a missão maior dos Sagrados. Eles atravessam os séculos cumprindo-a fielmente, até que um determinado evento revela o objeto que foi sepultado sob a montanha, atraindo uma legião de pessoas e seres inescrupulosos, como os Anakins, espectros de anjos decaídos, banidos eternamente de suas formas corporais.

"Sagrados" traz ingredientes que nos conquistam e despertam nossa curiosidade. Em muitos momentos eu me lembrei das tramas de Dan Brown. A grande pesquisa histórica, a constante presença de enigmas, códigos, chaves, línguas mortas e símbolos pagãos e religiosos, constroem uma mitologia própria da série fundamentada, como a autora mesmo conta, nas lendas e mitos da Provence. E como Anaté reside na região, a ambientação é primorosa, impecável. Dá para a gente se sentir dentro da história.

A trama tem momentos muito rápidos, que requerem bastante atenção, já que muitas vezes existem ações paralelas, e outros momentos em que fica lenta, bem descritiva. O livro tem muitos detalhes e pistas que vão se encaixando, como num quebra cabeças. Então, leia com atenção.

O final é muito bonito, principalmente quando Lucien faz uma revelação. Mais uma vez, atenção aos detalhes! Alguns desfechos ficam propositalmente em aberto, pois devem ser abordados no próximo volume da série. 

Alguns pontos do livro me deixaram um pouco confusa, me obrigando a voltar algumas páginas para tirar dúvidas. Uma delas foi a inserção de novos personagens sem que tenha havido uma "apresentação" por assim dizer. Outros foram alguns saltos entre cenas que ficaram um pouco perdidos na trama, sem explicação. Como um encontro entre dois personagens que não é descrito, mas que depois é citado por ambos. Neste último caso, não sei se foi proposital e se será desenvolvido no segundo livro. No entanto, esses detalhes não comprometem o interesse na leitura. 

Para finalizar, uma das coisas que mais me chamou muito a atenção foi a riqueza da escrita de Anaté. Em alguns momentos fica mesmo poética, como nesta abertura de um capítulo:
"A longa noite de primavera insistiu em querer ficar mais um pouco como se não aceitasse o fato de que mais cedo ou tarde seria irremediavelmente substituída pelas primeiras horas da manhã..."
Então, se você está procurando um bom romance, com muito conteúdo, com uma trama mais complexa e repleta de surpresas, "Sagrados" com certeza vai te conquistar do mesmo jeito que me conquistou!

Sagrados - A Aliança de Maria Madalena
Anatè Merger
Independente - E-book Amazon
320 páginas
ASIN: B0796GJFV8

domingo, 27 de maio de 2018

Nacionais 2018 #9 As Casas dos 7 Escritores - Leiri Jasicki

Comecei a ler o livro com bastante interesse devido à premissa apresentada na sinopse. Dentro da proposta inicialmente apresentada, esperava uma viagem de Lisa através do universo desses 7 escritores. Porém, o livro tomou um rumo bem diverso dessa proposta e acabou, na minha opinião, perdendo bastante com essa opção. 
Lisa, a protagonista, infelizmente não me conquistou. Apesar de toda sua história, de seu desprendimento em busca do sonho de visitar as casas dos escritores e de sua luta contra a doença, em muitos momentos se apresentou de uma infantilidade incompativel para alguém com sua bagagem cultural e de vida. Principalmente quando o livro começa a retratar o relacionamento entre ela, Derek e Ethan. A impressão que tive foi que a personagem regrediu aos 15 anos de idade, tamanha a imaturidade das reações e das falas. Foi uma parte que realmente me cansou muito. O livro começou a ficar um pouco mais interessante no terço final. Existe uma situação bastante critica e os protagonistas são realmente desafiados e parecem assumir novamente a maturidade compatível com a idade que tem.
Os pontos positivos do livro são a avó Rose, que me conquistou logo de cara, e o irmão caçula de Lisa, Duda. A proposta das casas dos escritores também foi muito boa, e as reflexões de Lisa ao visitá-las muito pertinentes. A questão do lúpus foi abordada também com muita propriedade, esclarecendo mesmo aspectos dessa doença pouco conhecida e muito perigosa. Outro ponto que me encantou foram as ações de Derek no terço final do livro. Foi um personagem que se desenvolveu bem, talvez o melhor de todos.
Os pontos a desenvolver que observei foram o excesso de diálogos, muitas vezes fúteis, forçados, bem como as repetidas descrições detalhadas das roupas e aparência dos personagens, que nada acrescentavam a trama. Houve também erros gritantes - e repetidos - de ortografia que, a meu ver, são imperdoáveis em um livro que passou por revisor. 
Infelizmente não consegui sentir empatia pelos personagens, nem pela história.

As Casas dos 7 Escritores
Leiri Jasicki
Independente - e-book Amazon
316 páginas
ASIN B075SMVCJB

domingo, 13 de maio de 2018

Nacionais 2018 #8 Meu Coração é Todo Seu - Aurélia Cruz

Seguindo adiante em minha aventura na literatura nacional, mergulhei na leitura deste livro ainda pouco conhecido, o primeiro da autora Aurélia Cruz.
A história começa com o nascimento de uma criança, que mais tarde descobrimos ser Emanuel, um dos protagonistas, que se tornou padre. Ele tem uma relação boa, embora distante, com seu irmão mais velho, Caio. E ambos se sentem muito próximos da caçula Lola, sua irmã adotiva. Maia, a protagonista, é a fotógrafa que vai cair de paraquedas no meio desta família, causando um grande abalo nas convicções dos dois irmãos. E quando tudo começa a se encaminhar na vida dessas quatro pessoas, o destino dá uma rasteira num deles e coloca à prova sentimentos e corações.
Bem, fazia tempo que uma história não me prendia ao ponto de eu estar na rua e ficar pensando nela, na hora em que chegaria em casa, pegaria o livro e retomaria a narrativa. A trama me conquistou! A história é MUITO boa!
O livro é relativamente curto (menos de 300 páginas), todo narrado em primeira pessoa, alternando os pontos de vista entre os personagens. Então não fica aquela coisa maçante e linear que acaba me cansando em livros em primeira pessoa, em que tudo gira em torno do "meu umbigo".
Alguns detalhes na construção do livro me incomodaram um pouco, mas não ao ponto de me afastar da leitura. As interseções entre os pontos de vistas dos personagens, a cada mudança de capítulo, acabavam se tornando repetitivas e em alguns pontos desnecessárias. Os diálogos também se mostraram um ponto frágil, sendo algumas vezes superficiais e dispensáveis. Mas como é o primeiro livro da autora, estou certa de que ela vai acabar afinando a mão. Isso é algo natural e que a gente vai acertando com o tempo. Outro ponto que acho que merece uma atenção mais especial é a capa. A atual realmente não é atraente e não faz jus a qualidade do texto de Aurélia.
Eu realmente amei o livro e a história, fiquei curiosa mesmo para saber o destino dos personagens, embora lá pela metade da trama eu já tivesse uma leve suspeita do que iria rolar (e acertei, rss).
Recomendo muito a leitura, vale a pena. Aurélia Cruz demonstra, neste primeiro livro, que tem muito talento!

Meu Coração é Todo Seu
Aurélia Cruz
Independente - e-book Amazon
293 páginas
ASIN B076ZB695S

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Nacionais 2018 #7 Paganus - Simone O. Marques

Êêê!!! Estou de volta com minhas leituras, depois de dois meses afastada e de uma mudança de casa. E para este retorno ao blog e a minha incursão na literatura nacional eu escolhi "Paganus", o primeiro livros da saga As Filhas de Dana, da Simone O. Marques. 

Fazia muito tempo que eu queria ler este livro. A Simone é uma escritora nacional que está na estrada já há alguns anos, assim como eu. E ela tem algo que me atrai em suas histórias: o mergulho no universo do paganismo celta! 

A história começa na Lisboa de 1160, onde uma tragedia familiar acaba moldando o caráter e o futuro dos gêmeos Douglas e Diogo. Anos depois, em 1673, numa aldeia do interior, os reflexos desta tragédia alcançam a vida da jovem pagã Adele e de sua mãe, Gleide. As duas se tornam alvo da perseguição religiosa do então Dom Mario Couto e de seus filhos. No entanto, o destino traçado pela Deusa para Adele é tortuoso e um dos filhos do maior inimigo de sua gente se torna seu maior protetor. Este romance é apenas o ponto de partida para uma saga familiar que conta trinta anos da vida de três mulheres fortes, cada uma a sua maneira: Gleide, Adele e Daniele. Repleto de reviravoltas e desfechos surpreendentes, o livro está longe de ser monótono. Exceto por uma pequena parte, já perto do final, onde o ritmo fica um pouco mais lento e descritivo, a história prende a atenção e te obriga a devorar uma página atrás da outra. 

Das três personagens centrais da trama, a que mais me conquistou foi Adele que, sem abrir mão de suas convicções pessoais, soube equilibrar sua essência pagã com a realidade de mulher de sua época. Gleide teve minha simpatia no inicio da trama mas, com o desenrolar da história, foi se tornando antipática em sua desmedida ânsia em conservar suas tradições, a ponto de quase por sua família em risco. Sua ponderação inicial, sua coragem e lucidez foram dando lugar a uma intransigência e a uma amargura que não consegui entender. Já Daniele, embora seja parte muito importante da trama e o elo de ligação com o segundo livro (Yesss, Simone nos presenteou com um livro dois! Viva!), acabou ficando meio como uma folha levada pelo vento, ora conduzida pela avó Gleide, ora pendendo para a mãe, Adele. Talvez seja essa impressão mesmo que a autora quis passar, já que Daniele é predestinada a cumprir uma missão que nem mesmo ela sabe qual é. É dela, acima de todos os outros personagens, o maior salto de fé. 

Gostei muito do livro. Bem escrito, sem descrições longas e cansativas, com diálogos bem construídos e narrativa consistente. Superou todas as expectativas que eu tinha com os livros da Simone. Recomendo!

"Paganus" (As Filhas de Dana - livro #1)
Simone O. Marques
Independente
Número de páginas: 317
ASIN: B00FRRA3LW

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Nacionais 2018 #6 1943 - Luciana Klanovicz

Seguindo na minha proposta de conhecer novos autores nacionais, abracei a leitura de "1943" da historiadora catarinense Luciana Klanovicz. A trama começa no ano de 1943 e tem como protagonista Maria, uma jovem brasileira que ganha a vida como cantora num bar da França ocupada pelos nazistas. Sua vida muda totalmente quando conhece Phillip, um matemático inglês que espiona para os aliados. Muito apaixonados, os dois ignoram os sinais à volta e quando se dão conta, a guerra chega até eles. E é aí que o caldo entorna...
A história de Maria, sua trajetória através dos territórios ocupados, sua luta pela sobrevivência e para manter a própria identidade são, na minha opinião, o que sustenta todo o enredo. Muito mais do que seu romance com Phillip. Maria come o pão que o diabo amassou com as patas enlameadas, mas sempre consegue emergir das cinzas como uma Fênix, e cada vez mais forte.
Já o "mocinho"... Apesar de Philip ter passado por uma provação bem grande, eu não consegui ter empatia por ele. Para mim o grande protagonista, ao lado de Maria, foi Edgar.
[ALERTA DE SPOILLER - Passe o mouse para ler]
Aliás, eu não torci por Phillip. Achei que ele não mereceu o final que teve. Phillip foi fraco em inúmeras situações. E enquanto Maria lutava bravamente para sobreviver, ele foi escroto, deu chilique e comparou-a a uma prostituta. E olha que nem vou comentar aqui da peguete dele no campo de prisioneiros e depois da noiva que ele arruma na Inglaterra... Francamente! Nada que me digam vai me fazer mudar de ideia. Eu torci mesmo foi pelo Edgar. E achei o final dele indigno. #prontofalei
[ACABOU O SPOILLER]
Tirando o fato de eu não gostar do Phillip, o livro teve cenas muito bonitas e tocantes. O caldo histórico consegue amarrar tudo bem direitinho e é possível visualizar, enquanto lemos, a ação dos personagens, as cidades devastadas, a desesperança e a incredulidade das pessoas.
Senti falta de mais profundidade em alguns personagens secundários que aparecem na trama. Até porque eles foram importantes para a trajetória de Maria, Phillip e Edgar. Mas, para nós, eles parecem meio que jogados para escanteio. 
Eu gosto muito de romances históricos, mas geralmente busco tramas ambientadas no período medieval ou, no máximo, até meados do século XIX. A leitura de "1943" foi uma gratificante saída da zona de conforto, principalmente por tratar de um fato que, embora tenha acontecido há mais de 70 anos atrás, permanece ainda muito vívido em nossas mentes.

"1943"
Luciana Klanovicz
Independente
Número de páginas: 411
ASIN: B0755QGRHQ

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Banca 2018 #1 - A Máscara da Sedutora - Victoria Holt

Fazia tempo que eu não lia um livrinho de banca. Este estava aqui em casa há tempos, nem lembro onde comprei. Com certeza num sebo. Meu exemplar tá bem velhinho e remendado, rss
Eu nunca tinha lido nada desta autora, então comecei sem expectativas. E já de antemão aviso: a sinopse não faz jus à obra! 
A primeira coisa que me chamou a atenção no livro foi o fato de ser escrito em primeira pessoa, coisa absolutamente incomum em livros de banca. Este pertence a coleção Best Sellers, publicada pela Abril Cultural na década de 1980.
O livro é dividido em partes e narrado por duas pessoas: Suewellyn e Anabel. Não se trata de uma novela, como habitualmente vemos e sim, de um romance de época que percorre uma longa linha do tempo, entremeando passado e presente em sua narrativa. Ele pede uma leitura atenta, já que são muitos personagens e situações e, em determinados momentos, você precisa dar uma espiada algumas páginas atrás para se lembrar de quem é quem.
Eu fiquei muito presa à narrativa, apesar de não ser um livro repleto de ação. Ele tem muitos mistérios, intrigas, traições e a cada página você encontra uma surpresa. Francamente, eu não esperava encontrar uma história tão boa quando comecei a ler!
Uma das coisas que me incomodou um pouco foi a dificuldade em me situar no tempo em que ocorre a ação. Não sei se isso foi um recurso proposital da autora, ou se foi uma falha da editora ao não mencionar no capítulo de abertura. Só muito à frente é que se percebe que ele transcorre em fins do século XIX.
Eu não vou falar muito sobre a trama aqui porque acho que qualquer coisa que diga vai acabar virando spoiller! Mas a ação começa com a narrativa angustiada de Suewellyn, que relembra sua infância, introduzindo-nos então ao grande drama familiar dos Mateland, que envolve a trágica história de amor entre seus pais. É a partir dessa teia de ações, reações e consequências que o destino de Suewellyn é traçado. E que destino!!! Quando você pensa que a narrativa vai seguir determinado curso, a autora chacoalha tudo e vai por um caminho totalmente diferente e, ainda assim, completamente verossímil.
Se você tropeçar neste livro num sebo da vida, leve-o para casa! A leitura vale muito a pena! É uma história emocionante e um livro acima da média!

A Máscara da Sedutora
"The Mask of Enchantress"
Victoria Holt
A.M. Heath and Co. Ltd., Londres, 1980
Abril S.A. Cultural, São Paulo, 1985
340 páginas

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Nacionais 2018 #4 O Refúgio do Marquês - Lucy Vargas

Eu sempre tive a convicção de que determinados livros - assim como acontece com pessoas e situações - procuram a gente no momento certo de nossas vidas. Eles chegam no exato instante em que precisamos deles, seja para nos dar alegria, seja para nos fazer ver o mundo de outra forma, seja para resgatar coisas que temos guardadas e que precisamos elaborar dentro de nós. "O Refúgio do Marquês" teve esse efeito em mim!
O livro estava comprado desde o meio do ano passado, mas ficou aqui na estante. Li outro da Lucy nesse meio tempo, além de outros livros dos mais variados gêneros e autores. Daí resolvi encarar o Marquês durante meu "retiro de Carnaval". Pronto! Fiquei grudada nele uns 3 dias. Só não li mais rápido porque estou trabalhando no meu próprio livro, e precisei dividir o tempo. Mas esta última noite foi para devorá-lo até o final.
O texto da Lucy Vargas, como sempre, é muito fluido. Ela consegue costurar muito bem cenas leves, bem-humoradas e românticas com outras mais pesadas e dramáticas.
O fio condutor é a história de Caroline, a jovem, empobrecida e viúva Baronesa de Clarington. Ela é acolhida por sua parente distante, Lady Hilde Preston, a Marquesa-Viúva de Bridington. A velha senhora a envia a casa de seu filho, Henrik, o atual Marquês, numa missão de reformar a mansão decadente e, talvez, seu próprio filho.
O sofrido Henrik vive como um recluso no campo, junto com a filha Lydia e a detestável Roseane, a Marquesa. Esta última vive acamada há muitos anos e é o pivô de todos os sofrimentos dos habitantes de Bright Hall.
Ops! peraí? O mocinho é casado??? Bem, é aí que a coisa começa a tomar um rumo bem diverso do que habitualmente se vê nos romances do gênero. Porque Lucy consegue, com esse mote, tirar a gente da zona de conforto. Caroline não é nenhuma "destruidora de lares", nem Henrik é o arquétipo do cafajeste. E Roseane está a anos-luz do modelo santa-esposa-traída. Eles são todos muito humanos, cheios de conflitos, de mágoas, tristezas e mazelas. Para quem consegue ler nas entrelinhas e realmente mergulhar no drama vivido por Henrik e Caroline, o livro é realmente tocante. Tudo o que você quer é ler até o final e torcer para que eles consigam superar todas as barreiras que os impedem de serem felizes. Ao deixar o olhar hipócrita e puritano de lado, vemos uma situação que pode acontecer com qualquer um de nós, humanos que somos.
Eu comecei a ler esse livro sem muitas pretensões, apenas para me divertir e curtir o texto de uma excelente escritora nacional. Mas ele me surpreendeu e me causou uma verdadeira catarse emocional. Por isso ele entrou para meu rol dos favoritos!

"O Refúgio do Marquês"
Lucy Vargas
Editora Charme
ISBN-10: 856805613X
ISBN-13: 978-8568056134
312 páginas
Idioma: Português