Prateleiras

sábado, 10 de abril de 2010

E aí eu escrevi um livro...

Ainda hoje eu paro para pensar em como tudo começou. Abrindo minhas pastas e verificando os arquivos dos meus livros, eu realmente me pergunto como é que fui capaz de produzir tudo aquilo! Mas o processo de escrever é algo assim, um tanto voraz, com um que de canibal. Vai devorando suas emoções, e pedaços de suas experiências, e da própria personalidade, digerindo todas as coisas e dando forma a outras. É compulsivo, incontrolável e indomável.
Das primeiras linhas escritas da saga Radegund, até os seis livros - cinco finalizados, e um sexto pela metade - até a publicação da primeira edição de "O Reino dos Céus", muita escrita passou por debaixo da minha caneta. E muitos teclados sob meus dedos.
Eu dei conta do fato há pouco dias, quando, numa daquelas arrumações que começamos a fazer em nossas coisas, topei com um caderno que costumava usar para fazer anotações de meus textos. E ali, no meio daquelas páginas onde havia de tudo, - e mais um pouco - tropecei nas primeiras linhas de "Fogo Vermelho". O segundo livro da saga - cronologicamente falando - mas o primeiro que eu escrevi. E ter aquele texto ali, nas minhas mãos, trouxe tantas coisas a minha mente, que nem tenho como explicar!
Do esboço inicial, até hoje, muita coisa mudou. E não falo apenas do texto e dos personagens, mas de mim mesma, e de tudo ao meu redor. Fiquei tão feliz em encontrar esse caderno, que hoje ele fica ao lado de minha cama, junto com uma caneta, sempre pronto para receber minhas inspirações súbitas.(normalmente as Musas vem atrapalhar meu sono. Não tem nenhuma noção de tempo, timming zero!).
E o que havia no caderno? Deixo aqui embaixo a imagem digitalizada de onde tudo começou, por volta de 2003-2004. E qualquer dia desses eu volto para contar o que teria sido, e o que realmente está sendo!

BJS da Drica ;-)

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