Prateleiras

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Amante Liberto - JR Ward

Depois de ler os primeiros livros da IAN, fiquei curiosa para saber o que o destino - e JR Ward - guardaria para o irmão Vishous, o sombrio filho de Bloodletter. Exceto pelo primeiro, todos foram resenhados aqui no Catalivros. Ótimos livros, série maravilhosa, autora mega-criativa... É, estava demorando a vir "a" escorregada! 
Se o livro é uma desgraça? Não. Não chega a tanto. Mas para quem se acostumou com o "padrão de qualidade IAN", engolir o livro do Vishous requer uma dose de boa vontade. Eu explico.
Vishous gerou uma grande expectativa nos leitores. Personagem polêmico, tanto por suas preferências sexuais, quanto por sua atração por um dos irmãos, ele acabou tendo que dar conta de um enorme peso dramático. Depois do grande conflito entre o humano e o sobrenatural, que ocorreu no livro anterior, Vishous tinha TUDO para ser um "novo" Zsadist. No entanto, o argumento da trama ficou pequeno demais para o personagem. A autora só não deixou a peteca cair nos flashbacks, durante os quais Vishous se recorda da infância nas mãos do pai, um guerreiro cruel, sanguinário e inescrupuloso. As cenas são bem escritas e emocionantes. A infância de Jane, a protagonista, também é explorada, com menos detalhes, mas também com muita emoção. Por falar em Jane, ela poderia ter sido A heroína; carregada de força, dignidade, coragem e altruísmo. Porém, vai sendo reduzida, ao longo da história, a uma coadjuvante fraca e inexpressiva. 
As tramas paralelas também ficaram meio que "congeladas" dando a sensação que o livro é, na verdade, uma longa e arrastada passagem de tempo, um interstício entre os acontecimentos de "Amante Revelado" e "Amante Consagrado". O tempo todo a história parece fluir em câmera lenta, como se fosse um disco rodando numa velocidade abaixo da que deveria. O resultado disso é que a história perde aquela característica que já considerávamos inerente a todos os livros da IAN: a de instigar a leitura compulsiva. Pela primeira vez eu levei mais do que dois dias para ler um livro de JR Ward. Grave isso! A sensação que eu tive foi a de que a autora escreveu a história de Vishous porque tinha que escrever. Faltou aquela emoção, aquele entusiasmo em cada linha. E a mistura das preferência SM de Vishous, com sua atração por Butch, o conflito com o sequestro de Jane, mais as incertezas de John e a questão do Primaz, acabaram criando um excesso de informações, que faz a trama se perder e criar uma enorme barriga. Isso sem falar na solução que a autora criou para o casal no fim da história que eu achei, no mínimo, uma forçação de barra daquelas.
Você vai chegar ao fim do livro? Vai. Os outros personagens estão lá, a curiosidade pelo destino do grupo permanece. Mas vai levar um tempo maior, muito maior do que o que levou para ler os outros livros da série.

Amante Liberto (IAN #5)
J R Ward
Universo dos Livros, 2011
525 páginas

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Akelon: Perdidos no Velho Mundo - Junior Menezes & Michael Soares

Olá leitores! Voltei!
Depois de longo inverno sem postagens, durante o qual minha vida-de-gente-normal andou bombando, posso, enfim, retomar as resenhas. E nada melhor do que começar falando de um autor brazuca! Yeah!
Ganhei dos autores Junior Menezes e Michael Soares (que fez uma dedicatória super bacana!) um exemplar da sequência de Akelon: um novo mundo, resenhado aqui.
Neste livro, escrito a quatro mãos, a heroína Sarah Redner se envolve em novas aventuras. Muitos anos já se passaram desde os eventos finais do primeiro livro. A filha de Sarah, Lady Fênix, já é uma jovem, muito parecida com a mãe, e a ex-ministra de Labínea encontrou no pirata James Roots um novo amor. Porém, se vocês pensam que a vida da moça é moleza, estão redondamente enganados!
Os Kechanianos rebeldes, inimigos ferrenhos de Sarah, juraram acabar com sua vida. E é numa dessas encarniçadas batalhas que a nave dela é abatida e cai num planeta Terra bem diferente daquele que conhecemos. Raças alienígenas, mutantes, semi-deuses e muita, muita ação. E, é claro, a criatividade dos autores, Junior e Michael, que criaram um universo paralelo cheio de detalhes. Para facilitar a vida do leitor, há um glossário no início do livro que explica tudinho. Além desses atrativos, ainda há as ilustrações, de autoria do próprio Júnior.
Para quem anda com saudade da boa e velha sci-fi, nesses tempos dentuços em que a vampirada anda solta no mundo dos livros, Akelon: perdidos no velho mundo é diversão garantida!

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FICHA TÉCNICA:
Akelon: perdidos no Velho Mundo
Junior Menezes e Michael Soares
AGBook, Bookess. 2011
174 páginas