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Mostrando postagens de 2011

Mistério da Noite - Nora Roberts

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Fazia tempo que eu não resenhava aqui um livrinho de banca. Então, para quem andava com saudade, lá vai. "Mistério da Noite" foi uma boa surpresa. Depois de uma maré de pouca sorte com os livros da Harlequin, peguei este para passar o tempo. Sem muitas expectativas. Desta vez a revisão estava razoável, o que ajudou muito na leitura.  A história é boa, bem estruturada e, tirando alguns trechos evidentemente editados/mutilados (quando é que as editoras vão perder essa mania, hein?) prende bastante a atenção do leitor.  O pano de fundo para o romance entre Maggie e Cliff é um assassinato ocorrido há dez anos na pacata cidadezinha para onde a protagonista se mudou. Ela é uma compositora famosa, filha de celebridades, que está em busca de paz e sossego para compôr a trilha sonora de um musical.  E também para superar o fim trágico de seu casamento. A trama é praticamente toda focada em Maggie, o que deixa o empreiteiro Cliff meio inexpressivo, superficial até. Como é um livro or…

Amante Consagrado JR Ward

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Eu estava curtindo a ressaca do Vishous quando encarei "Amante Consagrado".  Talvez por isso tenha começado a leitura com o pé meio atrás. A decepção com o livro anterior havia sido grande.  Não posso dizer que este tenha sido um dos melhores livros da irmandade. Mas, mesmo assim, foi surpreendentemente mais agradável, e melhor, do que o anterior.  Phury sempre foi um dos Irmãos "secundários", sempre ficou meio escondidinho. A maior referência de Phury era ser "o irmão de Zsadist". E também o seu salvador. E é daí, desse papel secundário, à sombra, que vem o perigo. Logo de início se percebe que Phury chegou ao fundo do poço. Descontrolado, ele está sofrendo pressão por todos os lados. Assumiu o posto de Primaz, originalmente destinado a Vishous, mas não consegue se relacionar com Cormia e cumprir seu papel. Continua apaixonado por Bella, a shellan grávida de seu irmão, e é obrigado a conviver com o casal todos os dias. Está cada vez mais dependente das …

Titília e o Demonão - Paulo Rezzutti

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Em uma das minhas inocentes visitas a livraria - uma daquelas em que "entrei só para olhar" - já ia saindo com a sacola recheada com três livros. Porém, (sempre tem um "porém") meus olhos de lince pousaram sobre uma capa colorida, meio kitsch. Atenção capturada, deixei a fila do caixa e voltei a estante. Era um exemplar de "Titília e o Demonão". Como eu já conhecia as duas ilustres alcunhas, fiquei curiosa. O somatório de História e Literatura sempre me excita. Ui! Larguei a sacola no chão e comecei a ler a orelha do livro. Introdução, prefácio... Bem, o resto é História. Devorei o livro em dois dias, saboreando a descoberta fantástica de Paulo Rezzutti. Curiosos? Reza a lenda que esse intrépido historiador tupiniquim, seguindo seu "faro de sabujo", como bem o classificou Paulo Schmidt, descobriu num obscuro museu americano nada menos do que 94 cartas inéditas, trocadas entre Domitila de Castro, a Marquesa de Santos, o Imperador, Dom Pedro I. A…

Amante Liberto - JR Ward

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Depois de ler os primeiros livros da IAN, fiquei curiosa para saber o que o destino - e JR Ward - guardaria para o irmão Vishous, o sombrio filho de Bloodletter. Exceto pelo primeiro, todos foram resenhados aqui no Catalivros. Ótimos livros, série maravilhosa, autora mega-criativa... É, estava demorando a vir "a" escorregada!  Se o livro é uma desgraça? Não. Não chega a tanto. Mas para quem se acostumou com o "padrão de qualidade IAN", engolir o livro do Vishous requer uma dose de boa vontade. Eu explico. Vishous gerou uma grande expectativa nos leitores. Personagem polêmico, tanto por suas preferências sexuais, quanto por sua atração por um dos irmãos, ele acabou tendo que dar conta de um enorme peso dramático. Depois do grande conflito entre o humano e o sobrenatural, que ocorreu no livro anterior, Vishous tinha TUDO para ser um "novo" Zsadist. No entanto, o argumento da trama ficou pequeno demais para o personagem. A autora só não deixou a peteca cair…

Akelon: Perdidos no Velho Mundo - Junior Menezes & Michael Soares

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Olá leitores! Voltei! Depois de longo inverno sem postagens, durante o qual minha vida-de-gente-normal andou bombando, posso, enfim, retomar as resenhas. E nada melhor do que começar falando de um autor brazuca! Yeah! Ganhei dos autores Junior Menezes e Michael Soares (que fez uma dedicatória super bacana!) um exemplar da sequência de Akelon: um novo mundo, resenhado aqui. Neste livro, escrito a quatro mãos, a heroína Sarah Redner se envolve em novas aventuras. Muitos anos já se passaram desde os eventos finais do primeiro livro. A filha de Sarah, Lady Fênix, já é uma jovem, muito parecida com a mãe, e a ex-ministra de Labínea encontrou no pirata James Roots um novo amor. Porém, se vocês pensam que a vida da moça é moleza, estão redondamente enganados! Os Kechanianos rebeldes, inimigos ferrenhos de Sarah, juraram acabar com sua vida. E é numa dessas encarniçadas batalhas que a nave dela é abatida e cai num planeta Terra bem diferente daquele que conhecemos. Raças alienígenas, mutante…

Opinião: Literatura não tem dono

A revista Época publicou um artigo em 18/06/2011, na seção "Mente Aberta" intituado "Os Donos do Português". A frase de abertura do artigo já deu o tom: "Por que a nova geração de autores de Portugal faz livros de ficção tão melhores que os brasileiro". Inicialmente, isso me fez pensar se a Época estaria precisando aumentar suas vendas no mercado português. (será???) Concordo que há excelentes autores por lá (e também há péssimos por aqui). Mas, para fazer valer esta afirmativa, não haveria necessidade de desmerecer os autores nacionais. A luta para publicar no Brasil já é insana. Levamos anos para conseguir fincar o pé no mercado editorial, e só nós sabemos o quanto de tempo e investimento os autores tem que fazer para competir com a massificação das grandes. A maior parte dos representantes da Nova Literatura ralou (e ainda rala um bocado), e tirou muito dinheiro do próprio bolso para investir em suas obras. Isso depois de terem muitas portas batidas na …

Editora argentina transforma papelão em livros e ajuda catadores

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Fonte: Opera Mundi

Potes de tinta, pincéis, cola, papel e estiletes são todo o material necessário para transformar papelão em capas de obras de autores como Alan Pauls, Fabián Casas, Glauco Mattoso e Haroldo de Campos. Esta é a proposta de Eloísa Cartonera, uma editora independente e auto-gerida, criada em 2003, ano em que a Argentina sofria as repercussões do colapso político-econômico do país em 2001.  A ideia era simples: comprar papelão de catadores por valores mais justos do que os geralmente oferecidos e transformá-lo em livros. Cortados e pintados à mão de um a um, o material então inutilizado, destinado a acumular mais detrito nos lixões da cidade, deram título a mais de 200 obras de autores latino-americanos, vendidas a preços acessíveis à população.  Idealizada pelos artistas argentinos Washington Cucurto e Javier Barilaro em 2003, a livraria, que também funciona como estúdio da produção artesanal em série, fica a somente dois quarteirões da Bombonera, o estádio de futebol mai…

"Fogo Vermelho" no 2º Prêmio Clube de Autores de Literatura Contemporânea

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Até o dia 10 de junho de 2011 o público pode votar no livro “Fogo Vermelho”, da Drica Bitarello. (leia mais aqui) Ele está concorrendo ao 2º Prêmio de Literatura Contemporânea do Clube de Autores.

Na primeira etapa a votação é eletrônica e aberta a todos. As dez obras classificadas nesta etapa serão julgadas por um grupo de jurados especializados. O resultado do concurso sai no fim de junho.

Para votar,clique aqui

Amante Revelado - JR Ward

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Eu posso compreender porque algumas pessoas acharam que "Amante Revelado" era o livro mais fraco da IAN. Depois da intensidade de Zsadist, que foi o ponto máximo (até agora) da saga, Butch chega com seus conflitos muito humanos. Naturalmente, a situação criada no início do livro - e que culmina com a surpreendente revelação das origens e do destino do corajoso ex-policial - não tem nada de humana. E embora constituísse uma tentação para qualquer escritor, mais uma vez a autora resistiu em usar uma situação-chave como o único e principal conflito do livro, a exemplo do que já havia feito em "Amante Eterno" (veja a resenha AQUI). E se "Amante Desperto" constituiu uma verdadeira catarse na vida de toda a Irmandade, "Amante Revelado" se impõe, a meu ver, como o fim de um ato. Este "rito de passagem" de Butch abre infinitas perspectivas para a série e tira, definitivamente, o detetive do papel coadjuvante, equiparando-o aos outros Irmãos. A…

Filme: The Expendables

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Faz algum tempo, eu falei aqui sobre o filme "The Expendables" (Os Mercenários). Na época ele ainda estava em processo de filmagem. Infelizmente acabei não assistindo nos cinemas, tendo que apelar para o bom e velho DVD. No fim das contas, foi até bom, porque pude curtir com calma todo aquele climão anos 80 que o filme evoca, acompanhada, é óbvio, pela minha garrafa de Absolut Vanillia (eu devia ganhar com merchandising, né?). O filme, já vou avisando, não é nenhuma obra-prima. O roteiro é previsível; clichê do início ao fim. Os diálogos parecem que foram cortados pelo meio, ou então, que esqueceram de escrever algumas falas. Os vilões são caricatos e fazem exatamente aquilo que se espera que um vilão faça. Mas, espera aí! Por que então eu estou escrevendo sobre The Expendables pela segunda vez?! Porque eu A-DO-RO ver um clichezão de vez em quando, oras! The Expendables tem todos os ingredientes daquele filão que lotou cinemas na década de 80 (e em parte dos 90 também): caras …

De Joelhos - Ann-Marie MacDonald

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Não se conhece um livro pela capa. Tão pouco pelo preço, pela fama, nem mesmo pelo lugar onde você o encontra. “De Joelhos” se encaixa em todas estas categorias. Em todos os sentidos. A capa é sem graça, o livro é basicamente um ilustre desconhecido – e sua autora idem – e eu o encontrei num feira de livros de um hipermercado (leia-se: “estamos nos desfazendo do encalhe”) por míseros R$ 7,00. (Isso mesmo! SETE REAIS por 543 páginas de BOA Literatura).  "De joelhos" não é uma leitura fácil. E também não tem vampiros e lobisomens adolescentes, bruxos simpáticos em idade escolar, anjos perdidos na Terra, conspirações seculares ocultas em obras de arte famosas, nem uma brilhante campanha de marketing, dentre outros ingredientes que tornam um livro O queridinho da mídia. Romance de estreia da atriz e autora teatral Ann-Marie MacDonald, foi publicado no Canadá em 1996, mas chegou ao Brasil apenas em 2001, pela Record, sem muito alarde. Porém, apesar da discrição de seu lançamento, …

Sonho

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Oi pessoas!Nossa, faz um tempão que não faço nenhum post para o blog. Desculpem o sumiço! Muita correria, muito job, mas saibam que não esqueço de vocês. Nunca!Tanto é que, vim correndo contar a minha última novidade a vocês! Sim, vocês que acompanham nossos posts sobre livros e afins, nossa paixão pela leitura!Hoje recebi a visita muito especial do Sr. Correio. Desde o ano passado que ele não me visitava kkkkk… já entrava em abstinência!Bom, não só ele veio me visitar, como trouxe um presente maravilhoso! Finalmente ficou pronta a primeira impressão do livro “Os Kyriakós: Livro 1 – Apolo” que fiz antes de liberar o acesso e venda dele. Escrevi ele em meados de 2006/2007. Pessoas maravilhosas do mundo virtual me motivaram a por no “papel” as ideias que surgiam e tornavam-se história. Compartilhei com elas meus manuscritos de forma tímida e recebi em troca  muito mais do que podem imaginar. Com essa motivação toda, me animei em publicar de forma independente, utilizando o serviço Self …