Prateleiras

domingo, 20 de novembro de 2011

Mistério da Noite - Nora Roberts

Fazia tempo que eu não resenhava aqui um livrinho de banca. Então, para quem andava com saudade, lá vai.
"Mistério da Noite" foi uma boa surpresa. Depois de uma maré de pouca sorte com os livros da Harlequin, peguei este para passar o tempo. Sem muitas expectativas. Desta vez a revisão estava razoável, o que ajudou muito na leitura. 
A história é boa, bem estruturada e, tirando alguns trechos evidentemente editados/mutilados (quando é que as editoras vão perder essa mania, hein?) prende bastante a atenção do leitor. 
O pano de fundo para o romance entre Maggie e Cliff é um assassinato ocorrido há dez anos na pacata cidadezinha para onde a protagonista se mudou. Ela é uma compositora famosa, filha de celebridades, que está em busca de paz e sossego para compôr a trilha sonora de um musical.  E também para superar o fim trágico de seu casamento.
A trama é praticamente toda focada em Maggie, o que deixa o empreiteiro Cliff meio inexpressivo, superficial até. Como é um livro originalmente escrito em 1985, não esperem cenas muito hot. A coisa fica mais na insinuação, sem descrições vívidas. Apesar disso, há muito romantismo. 
Não é a toa que Nora Roberts fez fama. Lendo seus livros antigos, a gente percebe o quanto ela sempre escreveu bem, mesmo quando era apenas uma iniciante.

Mistério da Noite - Série Noturna
(Night Moves - Night Tales)
298 páginas
Harlequin Books 
Série Rainhas do Romance #35

sábado, 19 de novembro de 2011

Amante Consagrado JR Ward

Eu estava curtindo a ressaca do Vishous quando encarei "Amante Consagrado".  Talvez por isso tenha começado a leitura com o pé meio atrás. A decepção com o livro anterior havia sido grande. 
Não posso dizer que este tenha sido um dos melhores livros da irmandade. Mas, mesmo assim, foi surpreendentemente mais agradável, e melhor, do que o anterior. 
Phury sempre foi um dos Irmãos "secundários", sempre ficou meio escondidinho. A maior referência de Phury era ser "o irmão de Zsadist". E também o seu salvador. E é daí, desse papel secundário, à sombra, que vem o perigo.
Logo de início se percebe que Phury chegou ao fundo do poço. Descontrolado, ele está sofrendo pressão por todos os lados. Assumiu o posto de Primaz, originalmente destinado a Vishous, mas não consegue se relacionar com Cormia e cumprir seu papel. Continua apaixonado por Bella, a shellan grávida de seu irmão, e é obrigado a conviver com o casal todos os dias. Está cada vez mais dependente das drogas, e sua diversão atual é torturar redutores, colocando a si mesmo e aos outros irmãos em risco, durante as caçadas. [Que feio, Phury...] Espelhando a confusão interior do nosso não-tão-herói, temos o "Mago"; uma espécie de alter ego maligno que vive na cabeça de Phury, e que tem como objetivo primordial na vida ferrar com o cara. Na verdade, o Mago nada mais é do que o conjunto de toda culpa, raiva, revolta e até mesmo inveja (!) que o moço reprimiu a vida inteira. A coisa fermentou, cresceu e bum!, explodiu. (quem é favor de contratar uma terapia de grupo pra Irmandade levanta a mão).
Cormia, a "mocinha", ficou um pouco perdida no meio de toda essa densidade dos conflitos de Phury. Mas não teve nada que me fizesse antipatizar com ela. Pelo contrário. Sua amizade com o sofrido John nos brinda com momentos muito doces e delicados, que amenizam o clima barra pesada da história.
Gostei também de ver que a autora, mais uma vez, fugiu do óbvio, evitando explorar a deficiência física de Phury e usá-la como justificativa primeira para todas desgraças dele.
Bem, paralelo a isso temos o drama da gravidez difícil de Bella; o cada vez mais frágil equilíbrio entre a glymera e o Rei Wrath; e as dificuldades de John, Quinn e Blay com a fase pós-transição, a sexualidade e o pentelho do Lash (ô praga!). Falando nisso, nesse livro ele vai arranjar uma confusão que vai repercutir no destino de TO-DOS (cala-te boca, senão vira spoiller...). 
Preparem seus lencinhos. Teremos cenas muuuuito emocionantes, teremos tragédias chocantes, revelações surpreendentes, personagens novos e a preparação para as grandes revoluções que virão com o livro do Rehvenge, "Amante Vingado".
O que falta em ação em "Amante Consagrado", sobra em revelações e emoções. Não é J R Ward em sua melhor forma, mas já é uma boa recuperação.


Amante Consagrado (IAN #6)
J R Ward
Universo dos Livros, 2011
547 páginas
Preço (média) R$ 36,00

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Titília e o Demonão - Paulo Rezzutti

Em uma das minhas inocentes visitas a livraria - uma daquelas em que "entrei só para olhar" - já ia saindo com a sacola recheada com três livros. Porém, (sempre tem um "porém") meus olhos de lince pousaram sobre uma capa colorida, meio kitsch. Atenção capturada, deixei a fila do caixa e voltei a estante. Era um exemplar de "Titília e o Demonão". Como eu já conhecia as duas ilustres alcunhas, fiquei curiosa. O somatório de História e Literatura sempre me excita. Ui! Larguei a sacola no chão e comecei a ler a orelha do livro. Introdução, prefácio... Bem, o resto é História. Devorei o livro em dois dias, saboreando a descoberta fantástica de Paulo Rezzutti. Curiosos?
Reza a lenda que esse intrépido historiador tupiniquim, seguindo seu "faro de sabujo", como bem o classificou Paulo Schmidt, descobriu num obscuro museu americano nada menos do que 94 cartas inéditas, trocadas entre Domitila de Castro, a Marquesa de Santos, o Imperador, Dom Pedro I. A partir destes documentos, reconstruiu o romance mais famoso de que se tem notícia nessas terras tropicais.
Paixão, ciúme, intrigas, presentes dispendiosos, passagens secretas, tramas políticas, assassinatos, filhos ilegítimos, viagens suspeitas, guerra pelo poder... Tudo isso extraído de cartas, muitas vezes apaixonadas, repletas de declarações de amor como esta: 
"Ontem mesmo fiz amor de matrimônio para que hoje, se mecê estiver melhor e com disposição, fazer o nosso amor por devoção (carta 9)".
Noutras, são correspondências prosaicas, bilhetes até, que descrevem presentes trocados, ou pedem notícias da saúde dos filhos ilegítimos que o casal de amantes teve.
As descobertas de Rezzutti desvendam o começo tórrido, o desenrolar apaixonado e ciumento e o fim melancólico do romance mais famoso da História do Brasil. Apresentam a face mais humana de Pedro I, que é esquecida pelos livros, obscurecida pelo mito do Imperador. E redimem Domitila de muitos dos pecados a ela atribuídos.
Leitura prazerosa, linguagem acessível, sem ser pobre nem descuidada, excelente tratamento gráfico e com muitas referências e notas explicativas, é um livro indispensável para quem quer saber um pouco mais sobre nossa verdadeira História. Recomendadíssimo.

FICHA TÉCNICA:
Titília e o Demonão: cartas inéditas de Dom Pedro a Marquesa de Santos.
Paulo Rezzutti
Geração Editorial, 2011
352 páginas
Prefácio Paulo Schmidt
Preço (média) R$ 40,00

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Amante Liberto - JR Ward

Depois de ler os primeiros livros da IAN, fiquei curiosa para saber o que o destino - e JR Ward - guardaria para o irmão Vishous, o sombrio filho de Bloodletter. Exceto pelo primeiro, todos foram resenhados aqui no Catalivros. Ótimos livros, série maravilhosa, autora mega-criativa... É, estava demorando a vir "a" escorregada! 
Se o livro é uma desgraça? Não. Não chega a tanto. Mas para quem se acostumou com o "padrão de qualidade IAN", engolir o livro do Vishous requer uma dose de boa vontade. Eu explico.
Vishous gerou uma grande expectativa nos leitores. Personagem polêmico, tanto por suas preferências sexuais, quanto por sua atração por um dos irmãos, ele acabou tendo que dar conta de um enorme peso dramático. Depois do grande conflito entre o humano e o sobrenatural, que ocorreu no livro anterior, Vishous tinha TUDO para ser um "novo" Zsadist. No entanto, o argumento da trama ficou pequeno demais para o personagem. A autora só não deixou a peteca cair nos flashbacks, durante os quais Vishous se recorda da infância nas mãos do pai, um guerreiro cruel, sanguinário e inescrupuloso. As cenas são bem escritas e emocionantes. A infância de Jane, a protagonista, também é explorada, com menos detalhes, mas também com muita emoção. Por falar em Jane, ela poderia ter sido A heroína; carregada de força, dignidade, coragem e altruísmo. Porém, vai sendo reduzida, ao longo da história, a uma coadjuvante fraca e inexpressiva. 
As tramas paralelas também ficaram meio que "congeladas" dando a sensação que o livro é, na verdade, uma longa e arrastada passagem de tempo, um interstício entre os acontecimentos de "Amante Revelado" e "Amante Consagrado". O tempo todo a história parece fluir em câmera lenta, como se fosse um disco rodando numa velocidade abaixo da que deveria. O resultado disso é que a história perde aquela característica que já considerávamos inerente a todos os livros da IAN: a de instigar a leitura compulsiva. Pela primeira vez eu levei mais do que dois dias para ler um livro de JR Ward. Grave isso! A sensação que eu tive foi a de que a autora escreveu a história de Vishous porque tinha que escrever. Faltou aquela emoção, aquele entusiasmo em cada linha. E a mistura das preferência SM de Vishous, com sua atração por Butch, o conflito com o sequestro de Jane, mais as incertezas de John e a questão do Primaz, acabaram criando um excesso de informações, que faz a trama se perder e criar uma enorme barriga. Isso sem falar na solução que a autora criou para o casal no fim da história que eu achei, no mínimo, uma forçação de barra daquelas.
Você vai chegar ao fim do livro? Vai. Os outros personagens estão lá, a curiosidade pelo destino do grupo permanece. Mas vai levar um tempo maior, muito maior do que o que levou para ler os outros livros da série.

Amante Liberto (IAN #5)
J R Ward
Universo dos Livros, 2011
525 páginas

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Akelon: Perdidos no Velho Mundo - Junior Menezes & Michael Soares

Olá leitores! Voltei!
Depois de longo inverno sem postagens, durante o qual minha vida-de-gente-normal andou bombando, posso, enfim, retomar as resenhas. E nada melhor do que começar falando de um autor brazuca! Yeah!
Ganhei dos autores Junior Menezes e Michael Soares (que fez uma dedicatória super bacana!) um exemplar da sequência de Akelon: um novo mundo, resenhado aqui.
Neste livro, escrito a quatro mãos, a heroína Sarah Redner se envolve em novas aventuras. Muitos anos já se passaram desde os eventos finais do primeiro livro. A filha de Sarah, Lady Fênix, já é uma jovem, muito parecida com a mãe, e a ex-ministra de Labínea encontrou no pirata James Roots um novo amor. Porém, se vocês pensam que a vida da moça é moleza, estão redondamente enganados!
Os Kechanianos rebeldes, inimigos ferrenhos de Sarah, juraram acabar com sua vida. E é numa dessas encarniçadas batalhas que a nave dela é abatida e cai num planeta Terra bem diferente daquele que conhecemos. Raças alienígenas, mutantes, semi-deuses e muita, muita ação. E, é claro, a criatividade dos autores, Junior e Michael, que criaram um universo paralelo cheio de detalhes. Para facilitar a vida do leitor, há um glossário no início do livro que explica tudinho. Além desses atrativos, ainda há as ilustrações, de autoria do próprio Júnior.
Para quem anda com saudade da boa e velha sci-fi, nesses tempos dentuços em que a vampirada anda solta no mundo dos livros, Akelon: perdidos no velho mundo é diversão garantida!

Para comprar o seu, CLIQUE AQUI.

FICHA TÉCNICA:
Akelon: perdidos no Velho Mundo
Junior Menezes e Michael Soares
AGBook, Bookess. 2011
174 páginas

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Opinião: Literatura não tem dono

A revista Época publicou um artigo em 18/06/2011, na seção "Mente Aberta" intituado "Os Donos do Português". A frase de abertura do artigo já deu o tom: "Por que a nova geração de autores de Portugal faz livros de ficção tão melhores que os brasileiro". Inicialmente, isso me fez pensar se a Época estaria precisando aumentar suas vendas no mercado português. (será???)
Concordo que há excelentes autores por lá (e também há péssimos por aqui). Mas, para fazer valer esta afirmativa, não haveria necessidade de desmerecer os autores nacionais. A luta para publicar no Brasil já é insana. Levamos anos para conseguir fincar o pé no mercado editorial, e só nós sabemos o quanto de tempo e investimento os autores tem que fazer para competir com a massificação das grandes. A maior parte dos representantes da Nova Literatura ralou (e ainda rala um bocado), e tirou muito dinheiro do próprio bolso para investir em suas obras. Isso depois de terem muitas portas batidas na cara e de terem ouvido muitos "nãos" de agentes e editoras que se consideram os supra-sumos no assunto. E que, naturalmente, não leram uma linha do que esses autores escreveram. Isso é FATO. Estou mentindo?
E sim, é óbvio que a Literatura produzida aqui é totalmente diferente da que é produzida por lá. Países, realidades, cultura, contextos, formações, indivíduos... são todos completamente diferentes! E se as obras que produzimos são fruto exatamente dessa amálgama, como comparar aquilo que é incomparável, único?  E se mesmo com todos os problemas e defeitos daqui, ainda conseguimos dar o tom de leveza, ou de elogio, como foi dito no artigo, ao nosso país, é porque talvez nós tenhamos um tantinho mais de senso de humor do que nossos colegas portugueses. Ou será que toda "boa literatura" é só aquela em que o autor acha o mundo um lixo, o sistema uma bosta e faz o protagonista depressivo cortar os pulsos antes da página 10? 
Além disso, não vejo qual o problema de os autores brasileiros se ajudarem mutuamente. O articulista - bem como seus "entrevistados" - deveria ter refletido sobre as razões desta união. É dela que surgiram movimentos como o Novas Letras e o Autoras Brasileiras. É através desta união e do incentivo mútuo que a Nova Literatura Brasileira vem ampliando seu território, independente dos grandes e tradicionais selos. (que só se interessam, na maioria das vezes, em replicar aqui o que já é sucesso lá fora). E se o "panorama português" é "mais ácido", isso não significa que o daqui seja menos crítico. No entanto, entre os grupos de escritores da nova geração, existe o hábito da crítica construtiva, da discussão das obras e da melhoria constante do padrão de cada uma delas. Partimos do pressuposto que, melhorando a qualidade global da Literatura Nacional, melhoramos o NOSSO mercado, o NOSSO espaço. A diferença maior entre o e o é que, enquanto lá o foco é a competição, aqui é a cooperação. 
No final do artigo fui entendendo que, o ponto crucial da discussão não é exatamente a qualidade da literatura portuguesa. Trata-se, simplesmente, de uma corrida para saber quem vai ocupar o vácuo deixado por Saramago, quem será o seu "sucessor". Quer saber? Acho que o melhor é cada um ocupar o seu espaço, o seu próprio lugar. Saramago teve o dele, e vai ser sempre dele. Quanto ao vácuo, ele tende a engolir tudo ao seu redor. E depois não sobra nada.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Editora argentina transforma papelão em livros e ajuda catadores

Fonte: Opera Mundi

Potes de tinta, pincéis, cola, papel e estiletes são todo o material necessário para transformar papelão em capas de obras de autores como Alan Pauls, Fabián Casas, Glauco Mattoso e Haroldo de Campos. Esta é a proposta de Eloísa Cartonera, uma editora independente e auto-gerida, criada em 2003, ano em que a Argentina sofria as repercussões do colapso político-econômico do país em 2001. 
A ideia era simples: comprar papelão de catadores por valores mais justos do que os geralmente oferecidos e transformá-lo em livros. Cortados e pintados à mão de um a um, o material então inutilizado, destinado a acumular mais detrito nos lixões da cidade, deram título a mais de 200 obras de autores latino-americanos, vendidas a preços acessíveis à população. 
Idealizada pelos artistas argentinos Washington Cucurto e Javier Barilaro em 2003, a livraria, que também funciona como estúdio da produção artesanal em série, fica a somente dois quarteirões da Bombonera, o estádio de futebol mais famoso do país. Apesar da localização turística, o lugar ainda é pouco visitado por estrangeiros.
Geralmente quem vem aqui já conhece nossa história. Os turistas que vêm comprar uma camiseta do Boca Juniors geralmente não captam a sensibilidade do nosso projeto”, explica Alejandro Miranda, um chileno que, de tanto frequentar o local, começou a trabalhar com a cooperativa há três anos. 
Sem parar de cortar papelão por um minuto enquanto conversava com o Opera Mundi, Alejandro, que dedica pelo menos quatro horas de seu dia ao ofício de confeccionar as obras literárias, conta animado sobre a evolução da editora. Tudo começou com uma pequena livraria no bairro de Almagro, com a publicação do livro Pendejo (Pentelho, em português), da escritora argentina Gabriela Bejerman. 
nicialmente, as capas das obras eram confeccionadas pelos próprios catadores que vendiam o papelão à editora. Com a dificuldade de fomentar uma adesão constante dos trabalhadores, a cooperativa mudou a sistemática e hoje simplesmente adquire o material coletado por eles, e formou seu próprio grupo de trabalho, hoje integrado por oito membros. 
De lançamento em lançamento, as obras do catálogo de Eloisa Cartonera hoje chegam a cerca de 200 títulos, assinados por autores chilenos, peruanos, uruguaios, mexicanos, costa-riquenses e venezuelanos. A editora se dedica à publicação de livros de romance, poesias, contos, relatos, micro-contos, literatura e poesia infantis, estes últimos complementados com delicadas ilustrações e páginas coloridas. 

E o Brasil? 
"Publicamos até uma obra sobre os poemas marginais brasileiros nos anos 1970”, conta Alejandro, retirando da estante o livro El Brasil de los años 70: la “poesía marginal”, que inclui versos de poetas como Roberto Piva, Waly Salomão, Chacal e Cacaso. Entre os demais brasileiros que concederam os direitos de suas obras à editora estão Haroldo de Campos, Glauco Mattoso e Douglas Diegues. 
As capas dos livros, pintadas a mão são elaboradas com tintas de cores vibrantes, que quando dispostas nas estantes repletas de livros, atraem atenção de transeuntes que caminham nas ruas onde predomina o monocromático marrom das árvores secas e tons neutros das fachadas envelhecidas das casas do bairro La Boca, para onde se mudou a editora há cinco anos. 
Passar o dia em meio a este ambiente multicolorido, adornado com bandeiras do Boca e imagens de Che Guevara, Evo Morales, Evita e Perón, foi a opção de Miriam Merlo, que antes percorria as ruas de Buenos Aires, na tentativa de acumular quilos de papelão necessários para sua sobrevivência. Após conhecer o projeto, trocou o carrinho pelas tintas e pelos pincéis, nesta editora que substitui as máquinas pelas pessoas. 
Com o grande aumento dos títulos publicados, o conteúdo dos livros, antes fotocopiado, hoje é impresso em uma antiga gráfica, acomodada no canto do recinto, sem ganhar protagonismo na produção artesanal. Dessa forma, cada livro é uma obra de arte e objeto exclusivo. 
A finalidade inicial dos criadores de Eloísa Cartonera, de elaborar obras literárias que chegassem às mãos de todos - realidade até então não fomentada pelas editoras contemporâneas -, e de aumentar o rendimento dos trabalhadores que ganham a vida coletando papelão nas ruas da cidade, despertou o interesse pela criação de diversas editoriais de catadores em toda a América Latina. 
No Brasil, um coletivo de trabalho de catadores e filhos de catadores foi criado pela artista Lúcia Rosa, em 2007, com o nome de Dulcinéia Catadora. No Chile, a cooperativa foi denominada Animita Cartonera, no Peru, Sarita Cartonera e, na Bolívia, Yerba Mala Cartonera, Mandragora Cartonera e Nicotina Cartonera. 
A editora argentina também inspirou a produção dos livros com papelão no Paraguai (Felicita Cartonera e Yiyi Jambo), no Uruguai (La Propia Cartonera), no México (La Cartonera, Santamuerte Cartonera e La Ratona Cartonera) e até mesmo na Espanha, que seguiu a tendência latino-americana, com as cooperativas Meninas Cartoneras e Editorial Ultramarina Cartonera. 
A editora argentina Eloisa Cartonera pode ser visitada de segunda a sábado, das 14h às 18h, na rua Aristóbulo del Valle, 666, a apenas duas quadras do estádio do Clube Atlético Boca Juniors, em Buenos Aires. O preço das obras varia de 10 a 20 pesos argentinos (de R$ 4 a R$ 8).

"Fogo Vermelho" no 2º Prêmio Clube de Autores de Literatura Contemporânea


Até o dia 10 de junho de 2011 o público pode votar no livro “Fogo Vermelho”, da Drica Bitarello. (leia mais aqui) Ele está concorrendo ao 2º Prêmio de Literatura Contemporânea do Clube de Autores.

Na primeira etapa a votação é eletrônica e aberta a todos. As dez obras classificadas nesta etapa serão julgadas por um grupo de jurados especializados. O resultado do concurso sai no fim de junho.

Para votar, clique aqui

quinta-feira, 10 de março de 2011

Amante Revelado - JR Ward

Eu posso compreender porque algumas pessoas acharam que "Amante Revelado" era o livro mais fraco da IAN. Depois da intensidade de Zsadist, que foi o ponto máximo (até agora) da saga, Butch chega com seus conflitos muito humanos. Naturalmente, a situação criada no início do livro - e que culmina com a surpreendente revelação das origens e do destino do corajoso ex-policial - não tem nada de humana. E embora constituísse uma tentação para qualquer escritor, mais uma vez a autora resistiu em usar uma situação-chave como o único e principal conflito do livro, a exemplo do que já havia feito em "Amante Eterno" (veja a resenha AQUI). E se "Amante Desperto" constituiu uma verdadeira catarse na vida de toda a Irmandade, "Amante Revelado" se impõe, a meu ver, como o fim de um ato. Este "rito de passagem" de Butch abre infinitas perspectivas para a série e tira, definitivamente, o detetive do papel coadjuvante, equiparando-o aos outros Irmãos. Apesar disso tudo, JR Ward nos brindou com um "retorno a humanidade" ao conduzir o romance de Butch e Marissa. 
A antiga prometida de Wrath aparecia praticamente como uma intrusa desde o primeiro livro. Aristocrata da ponta das presas aos dedos dos pés, a vampira, que até então havia ficado naquela espécie de limbo onde moram os personagens secundários, ressurge no início do livro. Sua aparição se dá logo depois da primeira cena, aquela em que Butch é apresentado em todo o esplendor de sua amargura e decadência. O contraste que a autora criou entre os dois ambientes - o ZeroSum e o baile da Glymera - é gritante, embora fique claro a cada linha que, no fundo, Butch e Marissa são iguais e nasceram um para o outro. Por trás da refinada máscara da fêmea existe uma mulher solitária, carente e que, tal qual o detetive, não consegue se encaixar em seu próprio mundo. Afinal, depois de perder sua principal "função" na sociedade, que era a de ser a prometida do Rei Cego, o que mais lhe restava? Relegada ao ostracismo social, e vista como uma espécie de refugo por seus pares da aristocracia, ela apenas sobrevive, sem verdadeiramente existir. Destaque para o fim desta cena, quando Marissa tem uma crise de pânico. Timming perfeito, descrição idem. Palavra de quem tem experiência pessoal no assunto.
Em muitos momentos os papéis parecem se inverter, com Marissa se mostrando muito mais humana do que o próprio Butch. Talvez por isso a personagem tenha recebido críticas negativas de algumas leitoras, que acabaram por considerá-la chata, enjoada e irritante. No entanto, seus conflitos são legítimos e perfeitamente justificados. E as mudanças que vão ocorrendo a cada capítulo revelam que, apesar de ter vivido numa redoma a vida inteira, Marissa é sim uma fêmea forte, digna de ser a shellan de um dos Irmãos.
Neste livro existe também outra espécie de conflito, que talvez tenha mexido um bocado com os leitores, embora poucos toquem no assunto. É a relação de Butch com Vishous. Fazendo mais do que simplesmente fomentar uma polêmica, a autora criou uma linha narrativa altamente delicada e sensível ao abordar o profundo amor entre os dois que, muitas vezes, beira o desejo carnal. Opa! Espere aí! Quer dizer então que o V. é gay? Hum, eu diria que não.
Apesar de ter alguns trechos que soam meio "chocantes", o que eu percebi nessa relação entre Butch e Vishous foi uma intensa amizade, um amor absoluto e uma lealdade plena. Uma coisa que transcende o corpo e os desejos comuns, conectando os dois de forma praticamente simbiótica. Essa forte ligação é explicada ao longo do livro. E a cada cena ela fica mais clara, ao ponto de V. "desejar os desejos" de Butch, por assim dizer. É, fica meio complicado explicar sem fazer spoiller. Leia que você vai me entender.
De qualquer forma, eu achei corajosa e riquíssima a exploração dessa nuance no texto, pois é a culminância da prontidão, da lealdade, dos laços que unem os Irmãos, como se, no fim das contas, eles todos fossem apenas UM.
No mais, temos ótimas cenas de ação, diálogos muito bem construídos, uma maior participação das shellans da Irmandade (yes, esse é o livro das garotas, irmã!) e uma inteligente "saída de cena" de Z., que talvez tenha sido um recurso usado pela autora para que os resquícios da história dele não ofuscassem o brilho de Butch e Marissa.
Mais uma vez é preciso prestar atenção aos detalhes. Os acontecimentos dos livros anteriores são citados diversas vezes. Alguns mistérios são revelados, a Virgem Escriba se torna mais presente, personagens secundários se tornam mais importantes, o futuro da Irmandade começa a se delinear e as linhas mestras que conduzirão a história de V. são traçadas. O livro é intenso, provocante e cativante, prendendo do início ao fim. E se alguém achava que a autora iria deixar a peteca cair, estava enganado. A coisa fica melhor a cada novo título da IAN. Não é a toa que JR Ward é um verdadeiro fenômeno mundial.

FICHA TÉCNICA:
Amante Revelado
“Love Revealed"
JR Ward
2007, NAL Signet
2010, Universo dos Livros
493 páginas
Média de preço: R$ 40,00

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Filme: The Expendables

Ah, vai. Olhando assim você até pensa: hum, esses coroas ainda dão um caldo...
Faz algum tempo, eu falei aqui sobre o filme "The Expendables" (Os Mercenários). Na época ele ainda estava em processo de filmagem. Infelizmente acabei não assistindo nos cinemas, tendo que apelar para o bom e velho DVD. No fim das contas, foi até bom, porque pude curtir com calma todo aquele climão anos 80 que o filme evoca, acompanhada, é óbvio, pela minha garrafa de Absolut Vanillia (eu devia ganhar com merchandising, né?).
O filme, já vou avisando, não é nenhuma obra-prima. O roteiro é previsível; clichê do início ao fim. Os diálogos parecem que foram cortados pelo meio, ou então, que esqueceram de escrever algumas falas. Os vilões são caricatos e fazem exatamente aquilo que se espera que um vilão faça. Mas, espera aí! Por que então eu estou escrevendo sobre The Expendables pela segunda vez?! Porque eu A-DO-RO ver um clichezão de vez em quando, oras!
The Expendables tem todos os ingredientes daquele filão que lotou cinemas na década de 80 (e em parte dos 90 também): caras durões, militares ou ex, que são provocados por alguém, ou algum acontecimento, e partem para uma heróica jornada para salvar um país pobre, ou uma mocinha indefesa - ou ainda, a ambos. O pessoal que está na faixa dos 30-40 com certeza se lembra de fazer fila na porta do cinema para ver Sly Stallone socando com vontade a cara de Dolph Lundgren em Rocky VI, no auge da Guerra Fria. Ou então de roer as unhas quando o monossilábico Schwarza se cobria de lama e esperava para explodir o caçador alienígena em Predador. Ah, e qual de nós garotas (sim, porque nós íamos SIM ver esses filmes para garotos!) não ficou com peninha do "pobre" Bruce Willis andando sobre todos aqueles cacos de vidro em Duro de Matar??? Era uma mentirada sem fim? Era! Porrada pra todo lado? Com certeza! Machismo até o último fio de cabelo? Yes!  Mas era divertido pracas!
Quem ficou com inveja da Gisele levanta a mão! \0/
No roteiro escrito por Dave Callaham e Silvester Stallone, o grupo de mercenários capitaneado por Barney Ross (Stallone) é contratado pelo misterioso Mr Church (Willis) para dar cabo do ditador que fez da pequena Vilena o quintal de sua casa. Durante a missão de reconhecimento que Ross e um de seus parceiros, Lee Christmas (Statham) fazem a republiqueta, eles conhecem Sandra, (Gisele Itiè) uma das lideranças rebeldes E filha desgarrada do General Garzas (David Zayas), o tal ditador. Ao serem descobertos, os dois fogem do lugar, certos de que foram enviados para servirem de bucha-de-canhão numa missão suicida. Eles ainda tentam convencer a moça a ir com eles, mas não conseguem. E, como era de se esperar, ela acaba capturada pelo sinistro James Munroe (Eric Roberts) o verdadeiro "poder por trás do poder". Claro que a mocinha come o pão-que-o-diabo-amassou-com-o-rabo. E além de ser presa, espancada e torturada, a pobre ainda passa o filme TO-DO com o mesmo fgurino. Aff! Tadinha. Enfim... Ross fica com uma crise de consciência daquelas quando volta para casa. E numa conversa de homem-para-homem-mas-com-sentimentos com Tool (Rourke), misto de guru-roadie-tatuador-e-cafajeste do grupo, o líder mercenário acaba resolvendo voltar a Vilena para salvar a mocinha. Aí é que o pau  come de verdade! E... Bem, não vou continuar contando, senão perde a graça. 
Para quem assistiu os "clássicos" do cine-pancadaria, vai ser fácil reconhecer algumas citações desses filmes em Expendables. Vai ser legal também rever o gigante Dolph Lundgren na pele do impagável e instável Gunnar Jensen; Jet Li e seu cômico Yin Yang, que está sempre querendo aumentar a participação nos lucros, e Terry Crews dando vida ao nada sutil Hale Ceasar. E para quem era fã de Buffy e Angel, vai ser legal também rever Charisma Carpenter, como Lacy, a ex-namorada de Christmas (a cena do jogo de basquete é uma das melhores! Recomendo principalmente para as garotas, rsss). Destaque ainda para Schwarzenegger, que aparece na cena da igreja como um concorrente ao "emprego" oferecido por Mr. Church. Mais citações... E ainda tem as motos dos caras, a trilha sonora pauleira, as cenas cheias de adrenalina....
Em resumo, o filme é exatamente aquilo a que se propõe: uma divertida reunião de antigos ídolos do cinema de ação, onde os caras meio que curtem com os tipos que, um dia, fizeram a fama (e as contas bancárias) de cada um deles.  E se você não tem nada para fazer na tarde de sábado, alugue o DVD, pegue sua pipoca e divirta-se! The Expendables vale pela sessão nostalgia.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

De Joelhos - Ann-Marie MacDonald

Não se conhece um livro pela capa. Tão pouco pelo preço, pela fama, nem mesmo pelo lugar onde você o encontra. “De Joelhos” se encaixa em todas estas categorias. Em todos os sentidos. A capa é sem graça, o livro é basicamente um ilustre desconhecido – e sua autora idem – e eu o encontrei num feira de livros de um hipermercado (leia-se: “estamos nos desfazendo do encalhe”) por míseros R$ 7,00. (Isso mesmo! SETE REAIS por 543 páginas de BOA Literatura). 
"De joelhos" não é uma leitura fácil. E também não tem vampiros e lobisomens adolescentes, bruxos simpáticos em idade escolar, anjos perdidos na Terra, conspirações seculares ocultas em obras de arte famosas, nem uma brilhante campanha de marketing, dentre outros ingredientes que tornam um livro O queridinho da mídia. Romance de estreia da atriz e autora teatral Ann-Marie MacDonald, foi publicado no Canadá em 1996, mas chegou ao Brasil apenas em 2001, pela Record, sem muito alarde. Porém, apesar da discrição de seu lançamento, na contra capa há um trecho da crítica do Sunday Telegraph que diz “Parece quase injusto que ela tenha escrito um primeiro romance tão brilhante.”, como a nos avisar de que temos nas mãos material de primeira. E é verdade!
O livro é enorme, complexo e cuidadosamente urdido. Conta a história de James Piper, um jovem de ascendência gaélica cujas origens humildes impulsionam uma grande ambição. A rudeza da jornada de James contrasta com a sutileza de sua profissão: afinador de pianos. E é através desta mesma profissão que ele conhece a jovem Materia Mahmoud, filha de prósperos comerciantes libaneses radicados em Cape Breton Island, na província da Nova Escócia, Canadá. A partir deste ponto tem início uma saga de proporções épicas, que conta a história da família Piper, e de suas filhas – Kathleen, Frances, Mercedes e Lily.
Cheio de recursos teatrais, cortes bruscos e flashbacks, “De Joelhos” faz com que viajemos do fim do século XIX até meados do século XX. O texto atravessa, inexorável, a crueza da Primeira Guerra e suas trincheiras enlameadas, que cheiram a morte e pólvora. Conduz-nos pelo ensaio da Grande Depressão, que não causa tanto alarde no desolado vilarejo dos Piper, que já parece ter nascido com os matizes cinzentos de 1929. Leva-nos a uma viagem pelas destilarias clandestinas em plena Lei Seca, por prostíbulos imundos e sórdidos onde os mineiros, os vagabundos e toda sorte de desafortunados paga para beber “o veneno”. E também pela Nova York dos loucos anos 20, pelos clubes noturnos onde o jazz e o blues nasciam, sob os aristocráticos narizes da elite branca, como música de “gente de cor”. 
Neste universo vibrante, as irmãs Piper vivem uma saga que junta amor, ódio, culpa, sexo, incesto, alcoolismo, suicídio e assassinato como se fosse uma sinfonia, perfeitamente orquestrada pela autora. Cheio de ação, o livro é entremeado por períodos de calmaria, que dão a falsa impressão de que o enredo “cansou”, ou que entrou numa fase em que nada está acontecendo. Porém, as verdades da trama estão ali, aparecendo de vez em quando, botando o nariz para fora da cortina de acontecimentos que Ann-Marie criou. E no final, quando ela junta todas as peças do quebra-cabeças, é que o leitor pensa naquela cena, 200, 300 páginas atrás, e diz para si mesmo: “Ora, não é que estava mesmo tudo ali?”
Agarre este livro quando ele cair em suas mãos e leia-o. É inesquecível. E quando chegar ao final dele, uma dica: feche-o, dê uma volta, e depois abra-o e leia o Prólogo novamente. Você vai entender o porquê de eu acha-lo genial.

FICHA TÉCNICA:
De Joelhos
Autora: Ann-Marie MacDonald
Título Original: Fall On Your Knees, 1996, Canadá
Tradução: Maria de Lourdes Menegale
ISBN-10: 8501050776 

Record, 2001

543 páginas
SINOPSE: Por meio de recortes e flashbacks a autora apresenta a saga de quatro gerações de uma família que migra para o Canadá. O leitor passeia pela sangrenta Primeira Guerra Mundial, pela Depressão e a Leia Seca, e conhece a história de quatro irmãs, filhas de um afinador de piano escocês. A culpa, o pecado, a violência e a repressão escondida sobre uma fina camada d equilíbrio familiar vêm à tona em uma prosa densa e poética.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Sonho

Oi pessoas!

Nossa, faz um tempão que não faço nenhum post para o blog. Desculpem o sumiço! Muita correria, muito job, mas saibam que não esqueço de vocês. Nunca!

Tanto é que, vim correndo contar a minha última novidade a vocês! Sim, vocês que acompanham nossos posts sobre livros e afins, nossa paixão pela leitura!

DSC00866Hoje recebi a visita muito especial do Sr. Correio. Desde o ano passado que ele não me visitava kkkkk… já entrava em abstinência!

Bom, não só ele veio me visitar, como trouxe um presente maravilhoso!

Finalmente ficou pronta a primeira impressão do livro “Os Kyriakós: Livro 1 – Apolo” que fiz antes de liberar o acesso e venda dele.

Escrevi ele em meados de 2006/2007. Pessoas maravilhosas do mundo virtual me motivaram a por no “papel” as ideias que surgiam e tornavam-se história. Compartilhei com elas meus manuscritos de forma tímida e recebi em troca  muito mais do que podem imaginar.

Com essa motivação toda, me animei em publicar de forma independente, utilizando o serviço Self Publishing , ainda mais após a @DricaBT me apresentar a sites que trabalham com esse conceito de publicação, a exemplo da Lulu, Clube dos Autores e  a Bookess.

Assim, sonhei em publicar meu manuscrito querido e esse sonho se realizou. Para quem não conhece o livro e deseja saber mais (ou mesmo adquirí-lo), poderá vê-lo no site da Bookess . Além disso, algumas páginas foram disponibilizadas para leitura neste site e, assim, você tem uma “palhinha” do conteúdo.

Espero que vocês fiquem tão felizes quanto fiquei. Um sonho se tornou realidadeSmiley de boca aberta

Abraços!!!