Prateleiras

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O Dia Mais Importante da Sua Vida

Embora cada momento seja importante, é só no instante seguinte que podemos ter esta certeza.
Feliz dia seguinte!

O Blog CataLivros deseja a você um 2011 repleto de PAZ!


"Porque o dia seguinte é o dia mais importante da sua vida.
É no dia seguinte que sabemos se o dia de ontem valeu a pena.
É no dia seguinte que acordamos para a realidade ou dormimos no sonho.
A vida da gente começa no dia seguinte e só existe uma maneira de viver: APAIXONADO.
Por isto dance, dance como se ninguém estivesse vendo você,
Trabalhe como se não precisasse de dinheiro,
Corra como se não houvesse a chegada,
Ame como se nunca tivesse sido magoado antes,
Acredite como se não houvesse frustração,
Grite como se ninguém estivesse ouvindo,
Beije como se fosse eterno,
Sorria como se não existissem lágrimas,
Abrace como se fossem todos amigos,
Durma como se não houvesse amanhã,
Crie como se não existisse crítica,
Vá como se não precisasse voltar,
Acorde como se você nunca mais fosse dormir de novo,
Faça a próxima viagem como se fosse a última,
Vista-se como se não conhecesse espelhos,
Proponha como se não existissem as recusas,
Brinque como se não tivesse crescido,
Levante como se não tivesse caído,
Case como se não houvesse outra,
Mergulhe como se não houvesse medo,
Ouça como se não existisse o certo ou errado,
Fale como se não existisse o certo ou errado,
Aprecie como se fosse eterno,
Viva como se não houvesse fim.
Prefira ser invés de ter,
Sentir invés de fingir,
Andar invés de parar,
Ver invés de esconder,
Abrir invés de fechar.
Apaixonar-se é um exercício de jardinagem: arranque o que faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente, espere, regue e cuide. Terá um jardim.
Mas esteja preparado, porque haverá pragas, secas ou excesso de chuvas. Se desistir, não terá um jardim. Terá um descampado.
A paixão não se vê, não se guarda, não se prende, não se controla, não se compra, não se vende, não se fabrica.
A paixão é a diferença entre o sucesso e o fracasso.
Entre a dúvida e a certeza.
Entre aqueles que gostam do que fazem e aqueles que fazem o que gostam.
Apaixonados não esperam, agem.
A paixão é o que faz coisas iguais serem diferentes.
Lembre-se que a arca de Noé foi construída por apaixonados que nada conheciam de navegação e de embarcação, e o Titanic foi feito por engenheiros profissionais, fabulosos, que queriam mostrar seu poder.
Amanhã, quando acordar, pense se hoje valeu a pena e APAIXONE-SE. Porque em 24 horas você vai entrar no dia mais importante da sua vida: o dia seguinte."

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Filme - Muita Calma Nessa Hora

Em tempos do pesadão (e ótimo) "Tropa de Elite 2", também sobra espaço para produções nacionais mais leves e muito divertidas. É o caso da comédia "Muita Calma Nessa Hora", de Felipe Joffily. Bem despretensiosa, leve e engraçada, é um ótimo programa para quem está a fim de relaxar, rir e suspirar.
 Cheia de situações típicas da fase pós-adolescência, a comédia conta a história de três amigas: Mari (Gianni Albertoni) a amiga linda, mas que está de saco cheio de ser a "pegadora" da turma; Aninha (Fernanda Souza), a eterna indecisa, e Tita (Andréia Horta), a mocinha-pra-casar que é traída pelo noivo às vésperas do casamento. Depois de um porre daqueles, as três partem para uma viagem à Búzios, decididas a fazerem tudo diferente e começarem vida nova. Na estrada conhecem Estrella (Debora Lamm), uma riponga que também está indo a Búzios, em busca do pai desaparecido.
No melhor estilo "American Pie", o filme aborda as situações com muita leveza, garantindo risadas do início ao fim. O elenco, egresso quase que cem por cento dos programas humorísticos da TV, encarna aqueles tipos comuns, que você pode encontrar na balada, na academia, no shopping e até mesmo no apartamento ao lado. Tem o chefe tarado (Lúcio Mauro, impagável), a avó pirada (Laura Cardoso), os pais alienados (Marcelo Tas e Louise Cardoso), o playboyzinho chicleteiro (Lucio Mauro Filho, hilário), o bando de babacas que sai pra "zoar e pegar" e não pega nem catapora (Hermes e Renato), o surfista gato (Dudu "tuuuuuudooooo de bom" Azevedo), o mauricinho paulista (Marcelo Adnet, perfeito), entre outros.
Uma das surpresas que eu tive foi com Gianni Albertoni. Quando vi o nome dela no elenco, torci o nariz para mais uma modelo-que-virou-atriz. Mas até que ela mandou bem e atuou direitinho, encarnando sua Mari sem exageros, escapando de fazer o papel de si mesma.
Com cenas bem feitas, que aproveitam ao máximo o cenário paradisíaco de Búzios, ritmo ágil, trilha sonora animada e sem apelações desnecessárias, "Muita Calma Nessa Hora" é aquele filme para ver com as amigas , relaxar e se divertir.

FICHA TÉCNICA:
Muita Calma Nessa Hora
Gênero: Comédia
Duração: 92 min
Ano de lançamento: 2010
Site oficial: http://www.muitacalmanessahora.com.br
Estúdio: Casé Filmes / Idéias Ideais
Distribuidora: Europa Filmes / Riofilme
Direção: Felipe Joffily
Roteiro: Bruno Mazzeo, João Avelino e Rosana Ferrão, baseado em argumento de Rik Nogueira e Augusto Casé
Produção: Augusto Casé e Rik Nogueira
Música: Pitty e Leoni
Fotografia: Marcelo Brasil
Direção de arte: Valéria Costa
Figurino: Valéria Costa
Edição: Marcelo Moraes

TRAILER OFICIAL:

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Orgulho e Preconceito e Zumbis

"Orgulho e Preconceito e Zumbis" é um dos mais famosos representantes de um novo filão literário, chamado mash up novels. Hein? Isso é de comer ou de passar no cabelo?
Bom, eu explico. Apesar do nome que soa como marca de chiclete, "mash up novel" é um novo gênero(?) cuja proposta é pegar um clássico da literatura (que seja, de preferência, de domínio público) e revisitá-lo, adicionando outra perspectiva ao enredo, outros personagens, enfim, modificando avacalhando a história que o pobre - e presumidamente já falecido autor - teve um puta trabalho para escrever.
Eu até diria que isso é um derivativo das fans-fics, mas a diferença é que nas fics o pessoal CRIA um novo enredo usando seus personagens e histórias favoritos.
Eu comprei o livro de Seth-Grahame Smith por curiosidade, e também por gostar de Jane Austen. A editora Intrínseca fez uma grande divulgação nas mídias sociais e despertou minha atenção. Ai de mim...
Logo no início a célebre frase de abertura de Jane Austen “É uma verdade universalmente aceita que um homem solteiro, dotado de uma certa fortuna, precisa de uma esposa.” é contaminada pela praga dos não-mencionáveis: "É uma verdade universalmente aceita que um zumbi, uma vez de posse de um cérebro, necessita de mais cérebros."
O começo do livro até que é interessante, com a mescla do texto de Jane Austen com as inserções dos mortos-vivos e as consequências da presença deles na ilha de Sua Majestade. No entanto, lá pela terceira ou quarta página a coisa começa a ficar cansativa. O autor não fez uma releitura do livro, nem sequer uma adaptação; ele simplesmente inseriu os zumbis no contexto, cortou umas sequências aqui e ali, emendou outras, encheu a história de tiradas escatológicas e conseguiu uma boa assessoria de marketing.
A Elizabeth Bennett que surgiu dessa mistura deixou de ser a mulher sensível, inteligente e de aguçado espírito crítico para se tornar um híbrido de ninja assassino com uma mala-sem-alça. Ela é enjoada, vive se irritando por qualquer coisa e repetitivamente tem ímpetos de ataravessar alguém com sua katana. Ou seja, parece que está eternamente na TPM. O Sr Darcy, tão interessante no original, fica perdido, xoxo, sem personalidade alguma. Tanto ele quanto o Sr Bennett - cuja ironia sutil sempre fez um delicado contraponto com a de Elizabeth - viraram coadjuvantes menores do que os tais zumbis.
Pouco se salva da miscelânea que Seth-Grahame criou. Uma delas é o "Guia de Discussão para o Leitor" que foi inserido no fim do livro, a única coisa que me fez rir de verdade. Jane, a mais velha e mais doce das Bennett, vira uma Barbie sem sal e, embora o autor tente nos convencer do contrário, é difícil vê-la como uma matadora de zumbis tão furiosa quanto Elizabeth. O participação do Sr Wickham é outro desastre. Seu destino grotesco e despropositado ao lado de Lydia parece um fragmento de outra história, que foi incorporado de qualquer jeito ao texto, deixando a sensação de que você está lendo algo (mais ainda) sem pé nem cabeça.
Ou seja, o livro é de dar medo. No mau sentido.
Pior de tudo é saber que o gênero vai virar (mais uma) modinha e que já começaram a pipocar mash ups por aí, na mesma velocidade exponencial com a qual vampiros se expandiram pelo mundo. [bate na madeira]
E para horror dos horrores - provando que além da praga dos não-mencionáveis, a praga da cara-de-pau também assola o mundo - "Orgulho e Preconceito e Zumbis" está para virar filme.
Depois dessa, de uma coisa eu tenho certeza: Jane Austen deve estar prestes a se erguer do túmulo. Pois se revirando dentro dele, ah, isso ela já está!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Após homenagem a Guimarães Rosa, "Flip mineira" encerra e já pensa em 2011

A Literata, primeira festa literária de Sete Lagoas (MG), encerrou, no último final de semana, com um debate sobre a infância na obra de Guimarães Rosa, o homenageado do festival. Os organizadores avaliaram o evento como um sucesso e já fazem planos para uma segunda edição em 2011.
Durante quatro dias, foram promovidos debates sobre o autor de "Grande Sertão: Veredas" e sua influência na cultura. Também houve oficinas de incentivo à leitura, feiras do livro e artesanato, campanha de doação de livros. Cerca de 2.500 pessoas (principalmente estudantes) participaram da Literata, segundo estimativa da organização.
"O evento foi bem recebido pela cidade, teve uma repercussão positiva. Cerca de 1.000 crianças visitaram a feira", avalia o curador nacional da Literata, o jornalista e escritor Jorge Fernando dos Santos.
Para viabilizar o evento, a montadora Iveco, que tem fábrica de caminhões em Sete Lagoas há 10 anos, contou com o patrocínio de sua fornecedora de lubrificantes, a Petronas.
"Estamos satisfeitos com os resultados do evento, que alia cultura, educação e cidadania, e estamos dispostos a patrocinar uma segunda edição", afirmou Andréa Fonseca, gerente de marketing da Petronas.
As mesas-redondas reuniram nomes como o cantor e poeta Arnaldo Antunes, os escritores Moacy Scliar, João Paulo Cuenca, a poeta Alice Ruiz e a filósofa Marcia Tiburi, entre outros.
Foi também inaugurada uma placa alusiva ao centenário de Guimarães Rosa, seguida de uma cavalgada de tropeiros, revivendo a tradição dos cavaleiros sertanejos, presente na obra do autor de "Sagarana".

Infância
Entre os debates promovidos pela Literata, um dos mais interessantes foi sobre a infância na obra de Guimarães Rosa com a arte-educadora Selma Maria, idealizadora do projeto "Meninos Quietos", e os ilustradores Nelson Cruz e Roger Mello. Eles defenderam uma valorização dos brinquedos artesanais e uma infância menos consumista e menos aprisionada.
"Hoje a criança está podada, institucionalizada, presa ao computador. Ela não pode brincar de sentir medo, não pode se machucar. A infância foi terceirizada. O adulto não deixa mais a criança ficar quieta", disse Selma, que apresentou brinquedos feitos por crianças do interior, alvo de sua pesquisa.
São carrinhos feitos de restos de madeira, botões, tampinhas, latas, carretéis, entre outros materiais. O uso excessivo do computador pelas crianças foi criticado.
"Temos de voltar a construir nossos brinquedos, a sentar com as crianças e a esquecer o mouse", disse Nelson Cruz, cujos livros de ilustração passaram de mão em mão com a plateia.

Reportagem de Sérgio Ripardo
Fonte: (Livraria da Folha - 22/11/2010) http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/834301-apos-homenagem-a-guimaraes-rosa-flip-mineira-encerra-e-ja-pensa-em-2011.shtml

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Filme - Morto ao Chegar

"- Qual o assunto?
- Um assassinato.
- Quem foi assassinado?
- Eu."
Capa do DVD, lançado aqui pela Touchstone | Eu tenho!
Assim começa um ótimo filme para tardes chuvosas. Morto ao Chegar (D.O.A. - Dead on Arrival), de 1988, é a refilmagem de seu homônimo de 1950. Porém, diferente da primeira versão em que o personagem - e vítima - principal é um contador, neste aqui temos Dexter Cornell (Dennis Quaid), um professor de Língua Inglesa cujo assassinato (em andamento, diga-se de passagem) conduz toda a trama.
Cheio de reviravoltas, becos sem saída e detalhes plantados de maneira dissimulada nos planos e diálogos, o filme nos deixa atentos, prendendo a atenção do início até o final. Aliás, um ótimo final.
Mesmo não sendo um "grande clássico", D.O.A. tem uma direção competente, que soube recriar a atmosfera dos filmes noir sem, no entanto, deixar a produção caricata. O início em P&B, com a clássica sequência inicial behind-the-back, acompanhando a caminhada de Dexter até o distrito policial, é uma citação do original de 1950, que serve para colocar o espectador no clima do filme.
Chocado, perseguido pela polícia e em condições precárias de saúde, Dexter começa uma corrida contra o tempo na tentativa de descobrir quem o envenenou e porquê. Meg Ryan faz Sydney Fuller, uma aluna de que, acidentalmente, acaba se tornando a maior aliada de Dexter na busca pelo seu assassino.
A trilha sonora é bacana e escandalosamente '80s. Canções marcadas pelas famosas baterias eletrônicas - que infestaram a época como uma praga - e letras que falam de sexo, desesperança e decadência. Destaque para "Don't Bang The Drum" de The Waterboys, que pontua a cena da corrida de Dexter, e para o classicão "Rebel Yell", de Billy Idol (outro ícone dos anos 80).


Curiosidades:
- D.O.A. foi um dos três filmes que Dennis Quaid e Meg Ryan fizeram juntos enquanto estavam casados. Os outros dois foram "Viagem Insólita" e "A Força de Um Passado".
- A história foi filmada também em 1969, na produção australiana intitulada "Color Me Dead".
- A historinha da pistola de pregos já foi usada em diversos outros filmes, como, por exemplo "007 - Cassino Royale"
- O filme começa em P&B, passa a colorido assim que Dexter começa a narrar os acontecimentos das últimas horas, e vai se tornando monocromático a medida que a condição dele vai se deteriorando e que chega mais perto da solução do próprio assassinato.
- A sigla D.O.A. (Dead on Arrival) é um jargão profissional usado para indicar que o paciente estava clinicamente morto na chegada dos primeiros socorros ou no momento de sua entrada no hospital.

Citações:
Syd: - Eu queria passar uma noite com você, não a Eternidade!
***
Dex: - Eu me sinto horrível. Eu pus você no meio da confusão.
Syd: - Não, não se incomode. Você grudou em mim. Me arrastou seminua pela rua. Atiraram em mim. A maioria das garotas sonha a vida toda com isso.
***
Mrs Fitzwaring: - Como descobriu o assassinato?
Dex: - Sou médium.
Bernard: - Bom. Então já sabe o que vai acontecer com você.
***
Dex: - É tarde demais para mim.
Syd: - Isso é a vida... Bem aqui. Agora. Aceite... Por favor.
***
Dex: - Acha que pode roubar a paixão de alguém? Roubou apenas papel e tinta.
***

Espanha bate recorde em compartilhamento de livros

Em Madri, foram espalhados 30 mil livros para que população leia e coloque de volta na rua

Madri, na Espanha, foi cenário neste domingo da liberação de 30 mil livros, a maior da história, dividios por pontos aleatórios da capital com o objetivo que as pessoas os leiam e, depois, os coloque novamente na rua para outros, uma atividade conhecida como "bookcrossing".
Entre os livros depositados por fontes, bancos e outros lugares estratégivos da cidade, estão exemplares do último Vargas Llosa.
Com este "bookcrossing", no qual participaram 600 voluntários, bateu-se o recorde em número de livros liberados, porque nunca antes se havia colocado tantos livros na rua para compartilhamento em uma ação do tipo, segundo explixa o coordenador dos voluntários, Antonio Gárgoles.
"Esta iniciativa superra em mais de duas vezes qualquer projeto similar a este, em quanquer outra cidade", diz. Cada um dos exemplares compartilhados pelos voluntários está coberto com plástico para protegê-los em dias chuvosos, como ocorreu neste domingo em Madri.
O coordenador sabe que alguns leitores não irão devolver o livro, mas confia que predominará a boa educação e a vontade de compartilhar as obras. A iniciativa reuniu também cantores, atores, modelos, jornalistas, humoristas, escritores e esportistas que autografaram seu livro favorito ao leitor anônimo que o encontrar na rua.
No Brasil, a Biblioteca Mario de Andrade, em São Paulo, tem um projeto semelhante. A organização Livro Livre também é outra entidade com a iniciativa.

fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,espanha-bate-recorde-em-compartilhamento-de-livros,639948,0.htm?kakakakaka

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Veja.com entrevista Manuel da Costa Pinto, o novo curador da Flip

Manuel da Costa Pinto | foto de Rodrigo Levino
 "O peso da literatura brasileira na Flip será maior, até pela minha proximidade com os autores"
O jornalista Manuel da Costa Pinto foi anunciado hoje (20) como o novo curador da Festa Literária Internacional de Paraty, que acontece há oito anos na cidade litorânea do Rio de Janeiro. Costa Pinto assumirá o lugar de Flavio Moura, também jornalista, que esteve à frente da programação nos últimos três anos.

A Flip, que recebe um público estimado em 25.000 pessoas por edição, moldou o formato de eventos literários no Brasil sob vários aspectos. Promoveu debates e leituras com autores disputados como Paul Auster, Salman Rushdie, J.M. Coetzee e Amoz Oz; deu espaço a novos escritores brasileiros, como Daniel Galera e Carola Saavedra; ratificou os consagrados e deslocou o centro literário para fora do eixo Rio-São Paulo – as festas de Outro Preto (MG) e Porto de Galinhas (PE) foram criadas a partir do modelo da Flip.

Nos últimos anos, porém, a festa vem recebendo fortes críticas a respeito da lista de convidados (autores repetidos, poucos brasileiros) e do formato das mesas de discussão, onde não raro dão-se problemas de mediação ou falta de empatia entre os debatedores. Em 2010, houve queixas sobre a presença excessiva de acadêmicos em detrimento de escritores.

Ainda assim, a Flip é o evento literário mais importante do país e goza de boa reputação no exterior. Manuel da Costa Pinto, é inegável, assume a curadoria sob a égide da reclamação. Jornalista, colunista do jornal Folha de S. Paulo, diretor do programa Entrelinhas, da TV Cultura e mestre em Teoria Literária e Literatura Comparada na USP, ele falou ao site de VEJA sobre o novo desafio.

Como se deu o convite para ser curador da Flip?
Eu sempre tive boas relações com a Flip. Em 2008, quando Machado de Assis foi o autor homenageado da festa, ajudei a montar o acervo em exposição, uma parceria com o Instituto Moreira Salles. O meu nome surgiu de um consenso entre Mauro Munhoz [diretor da Fundação Casa Azul, que promove a Flip] e Flavio Moura [ex-curador].

A última edição da Flip recebeu críticas contundentes no que diz respeito à escalação dos autores brasileiros. Dos sete ficcionistas convidados, seis já haviam participado de edições passadas. Diz-se que há um descompasso entre a produção literária contemporânea e os nomes convidados. A próxima Flip terá mais autores brasileiros?
O peso da literatura brasileira na Flip será maior, até pela minha proximidade com autores, consagrados ou iniciantes. Mantenho uma coluna sobre literatura na Folha de S. Paulo, dirijo o Entrelinhas [TV Cultura] que é voltado para a literatura, escrevi dois livros sobre literatura brasileira. Isso me deixa bem a par do que está sendo produzido. Acho que a Flip deve buscar um maior equilíbrio entre a quantidade de escritores estrangeiros e a de escritores brasileiros. Trabalharemos nesse sentido, embora equacionar esse problema não seja algo fácil nem aconteça do dia para a noite.

Outra crítica que se faz à Flip é sobre o formato das mesas de debate. Algumas por terem autores demais, outras de menos; problemas de mediação. O formato não estaria saturado?
A priori não há plano para mudar o formato das mesas. Embora seja até temeroso dizer isso, já que tudo ainda é muito prematuro. Daqui a duas semanas alguma ideia pode surgir nesse sentido. Mas eu diria que é cedo para tratar desse assunto.

A Flip 2010 foi marcada pelo cortejo à academia. Dos 34 autores convidados, só 16 tinham atividade literária. A edição de 2011 será focada em algum tipo de tematização?
Eu não acho que isso seja tematização. Posso dizer que pretendo trabalhar melhor a integração entre a Flip e a Flipinha. Temos grandes autores infantis e infanto-juvenis que precisam ser levados para a Tenda dos Autores por vários motivos: a qualidade do que escrevem, o enorme público que agregam e sobretudo para não caracterizar a Flip como um evento segmentado.

Depois de oito edições, a lista de autores estrangeiros consagrados e disponíveis parece estar se esgotando, não?
Há muitos nomes que são do nosso interesse e vamos reforçar os convites. O que não torna proibitiva a vinda de autores que já estiveram em edições passadas.


Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/entrevista-exclusiva-manuel-da-costa-pinto-novo-curador-da-flip

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Amante Desperto - J R Ward

Bem, vamos lá. São 02:02 da manhã e eu realmente deveria estar dormindo, pois amanhã será um longo dia. Mas estou tão entusiasmada com o que acabei de ler que não conseguiria ir dormir sem escrever esta resenha.
Comprei "Amante Desperto" no fim da tarde de segunda feira e terminei de lê-lo agora, madrugada de quarta, pós-feriado. Larguei todos os outros (3) livros que estava lendo e me atraquei com o furioso Zsadist (quem me dera que não fosse só no papel, ai, ai...).
O gêmeo masoquista de Phury, que é apresentado nos dois primeiros livros como o mais sombrio, mais letal e mais repugnante dos Irmãos, é completamente desnudado neste terceiro livro que - na minha opinião - é o divisor de águas da série criada por J R Ward.
Sim, os dois primeiros livros foram MUITO BONS, mas este consegue superá-los em carga dramática. Ok, o apelo sexual está lá, as descrições físicas dos machos-alfa idem, pois este é um dos ingredientes que apimenta e faz a fama da série. No entanto, o que percebi é que, pouco a pouco, J R Ward vai colocando esses apelos em segundo plano e revelando as outras camadas de sua escrita e da história.
O sex appeal é a isca brilhante e, quando a mordemos, já era. Ah, é ÓBVIO que as partes hot do livro vão deliciar as leitoras. Mas as outras - as mais intensas e dramáticas - são, definitivamente, as melhores. Começando pelas revelações acerca do passado de Zsadist, as razões pelas quais ele é tão perverso, selvagem e quase inumano. Na verdade, quando a série se iniciou, ele era pouco mais do que um animal, mantido na coleira pelo frágil controle que Phury ainda tinha sobre ele.
No segundo livro Zsadist já havia começado a dar sinais de que chegara ao limite extremo de sua existência. Seu breve embate com Bella foi o prenúncio de "Amante Desperto", que tem como argumento inicial o sequestro da fêmea pelo doentio Sr O., um dos top-killers da Sociedade Redutora.
O caráter obcecado de Zsadist o leva até o cativeiro de Bella. Ao resgatá-la e cuidar dela, Zsadist dá seu definitivo passo de volta ao mundo dos vivos. Embora relutante, identifica-se com a mulher brutalmente torturada e violada em sua dignidade, assim como ele mesmo o foi. E apesar da aversão ao contato físico, a qualquer tipo de sentimento, conforto ou envolvimento, ele pouco a pouco vai sendo enredado pela própria necessidade de ser humano. Daí para que se desenvolva um profundo amor entre os dois é um tico. Naturalmente esta admissão não será fácil, nem suave. Há cenas intensas, quase pervertidas, em que a revolta e a raiva de Zsadist se voltam contra aqueles que o amam, mas nenhuma delas é gratuita. As camadas se tornam cada vez mais evidentes, bem como as metáforas presentes no texto. A evolução de Zsadist é simplesmente assustadora e... fascinante.
Este terceiro livro guarda também mudanças radicais no equilíbrio da Irmandade. As tramas paralelas seguem no mesmo ritmo vertiginoso para, no final, se entrelaçarem de maneira surpreendente. Muitos acontecimentos dramáticos, e outros tantos reveladores, abrem caminho para o quarto livro, que contará a história de Butch, o humano que se juntou aos Vampiros da Irmandade. Novos personagens surgem, e outros, até então secundários, se revelam peças importantes do jogo.
Quanto à polêmica que envolveu o corte do epílogo (explicado pela editora como acidental, e não intencional) eu digo o seguinte. Ele não compromete, de maneira alguma, o entendimento do texto. Porém, a impressão que o leitor tem é a de um daqueles filmes que acabam abruptamente. Sabe quando a tela fica preta, a luz do cinema acende e você pergunta pro cara da poltrona do lado: "Ué, já acabou?" Para acalmar a fúria dos fãs, a editora disponibilizou o epílogo (2 páginas muito fofas) para download.
Tirando este fato, a edição - assim como as anteriores - é bem caprichada, sem erros na revisão, papel de boa qualidade e capa idem.
A conclusão: o livro é TOP, prende do início ao fim e vale cada centavo pago por ele.

BJS da Drica ;-)

FICHA TÉCNICA:
Amante Desperto
"Love Awakened"
J R Ward
2006, NAL Signet
2010, Universo dos Livros
458 páginas
Média de preço: R$ 40,00

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Mulher de Pedra - Tariq Ali

Eu sempre me surpreendo com Tariq Ali. Apesar de já ter lido vários livros dele, e de acompanhar a carreira deste paquistanês há algum tempo, acabo sempre descobrindo uma nova faceta desse escritor.
Mulher de Pedra não é um livro fácil de ser lido, já vou avisando. É denso, cheio de perspectivas e trata de um assunto pouco conhecido por nós ocidentais: a agonia do Império Otomano. Um Estado que durou pouco mais de 600 anos - de 1299 a 1922 - e que, em seu auge, cobriu uma área que abrangia a região dos Bálcãs, Gibraltar, o Golfo Pérsico, se estendendo até o Iemen e o Sudão.
A história é narrada quase todo o tempo por Nilofer, a filha mais nova de Iskander Pasha, um aristocrata otomano cuja decadência serve de espelho para a decadência do próprio Estado.
Nilofer é uma espécie de ovelha negra da família, e a Mulher de Pedra do título é a ruína de uma divindade pagã que existe nos jardins do palácio de verão de Iskander. É aos pés desta deusa fria que gerações de mulheres e homens, jovens e velhos, patrões e empregados, vem confessar seus segredos, seus pecados e seus amores.
O livros às vezes nos confunde um pouco, pois é repleto de flashbacks e cortes bruscos. É uma leitura que requer atenção aos detalhes e às entrelinhas. Página a página - uma marca registrada do autor - o leitor vai sendo apresentado a mais uma camada da família de Iskander, bem como da personalidade de Nilofer, seu pai e seus irmãos.
Como assunto recorrente nos livros de Ali, temos a relação homossexual, o incesto, a infidelidade e a crítica inteligente e sagaz das instituições políticas, dos regimes ditatoriais e dos estados teocráticos. Tudo isso sem perder o tom do romance, sem deixar o enredo cair na chatice (exceto por duas páginas, já no final do livro, onde dois personagens discutem a história do Império, mas nada que atrapalhe).
Além disso, Tariq Ali nos brinda com cenas primorosas do romance de Nilofer com outro personagem (não conto quem para não fazer spoiller), tratando-as com uma sensualidade intensa sem, no entanto, recorrer a descrições detalhadas do ato em si. Creio que o escritor estava em sua melhor forma no quesito hot & sexy (mas nunca meloso!).
Bem, mesmo que eu seja suspeita para falar, "Mulher de Pedra" fica entre os meus recomendadíssimos. Ganhou cinco estrelas e entrou para o rol dos favoritos!
BJS da Drica :-D

PS: embora sejam de autores diferentes, sugiro a leitura de "De Volta a Istambul", de Elif Shafak, após "Mulher de Pedra", para queles que quiserem ter uma visão dos reflexos da queda do Império Otomano na Turquia moderna.

FICHA TÉCNICA
Mulher de Pedra
Autor: Tariq Ali
Título Original: The Stone Woman, 2000
Tradução: Maria Alice Máximo
Record, 2002
319 páginas
(Terceiro livro do "Quinteto Islâmico", iniciado com "Sombras da Romãzeira" e "O Livro de Saladino")
 

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

#FF Sites

Oi pessoal!

Retomando as indicações de sexta-feira, o #FF Sites de hoje apresente duas sugestões no mínimo interessantes: Google Livros e Domínio Público.

Google Livros (http://books.google.com.br)

Particularmente não conheço esse serviço. Segundo li, é um serviço lançado pela Google para oferecer livros inteiros que pertencem ao domínio público. O usuários do Google podem, inclusive, imprimi-los livremente.  O usuário também tem a possibilidade de criar uma espécie de biblioteca virtual. Os que não são de domínio público, a Google fez acordos com autores e editoras, apresentando até 20% da obra no formato digital, além da indicação de livrarias ou bibliotecas para adquirir ou emprestar a obra. Num resuminho básico de propaganda da Google, quando apresenta seus produtos, diz o seguinte: “Pesquise textos de livros na íntegra e descubra novos textos”.

Parece bacana. Alguém usa esse serviço? Se há, conte para nós!

Reprodução

Domínio Público (http://www.dominiopublico.gov.br)

Acredito que seja difícil quem não conheça ou não ouviu falar no famoso site Domínio Público. Muitos receberam o e-mail contendo o hoax (boato) de que esse site ia acabar, porque tinha poucos acessos e blá-blá-blá. Felizmente, isso era boato e o site ainda funciona. Aliás, segundo as estatísticas do site, só em agosto de 2010, 685.778 pessoas visitaram o Domínio. Nele estão disponíveis para alunos, professores e curiosos uma gama de obras e multimeios para usufruto.

dominiopublico

E aí? Gostaram do #FF de hoje? Comentem! E caso tenham sugestões de sites, podem compartilhá-los conosco Smiley piscando

Abração!

Anne MArie

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Vencedores do concurso de resenhas

Oi pessoal!

Finalmente retornei ao mundo internético, depois de um longo período sem net em casa.

Para comemorar, apresento aqui a notícia postada ontem (30/08/2010 às 8:12) no site da Veja, divulgando os vencedores do concurso de resenhas.

Segue a notícia na integra:

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Fim do suspense. A banca de especialistas do concurso cultural Resenhando no blog Meus Livros elegeu as quatro resenhas vencedoras da disputa. Elas receberão, de acordo com a colocação: uma caixa de filmes fornecida pela parceira Livraria Cultura (quarto lugar); livros lançados na Flip deste ano (oferecidos pela própria Flip, também parceira do concurso; para o terceiro posicionado); uma coleção completa de clássicos da Abril Coleções (segundo lugar) e um leitor digital Kindle (primeiro colocado).

A banca de especialistas foi composta por Alcir Pécora, professor de teoria literária da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), pelo jornalista e escritor Jerônimo Teixeira, editor de VEJA, e por Carlos Graieb, editor-executivo de VEJA.com. Clique aqui para ver o resultado da votação popular, que antecedeu a dos especialistas. Para reler o regulamento, clique aqui.


Vencedores:

1º lugar: ‘Amanhecer’, por Carolina Pavanelli

2º lugar: ‘Cem Anos de Solidão’, por Naiara Costa

3º lugar: ‘Amanhecer’, por Eduardo Mesquita Cabrini

4º lugar: ‘Ensaio sobre a Cegueira’, por Zanine Tomé

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/meus-livros/veja-meus-livros/conheca-os-vencedores-do-concurso-de-resenhas/

Clarice Vai ao Teatro

Apaixonante. Intrigante. Bela. Assustadora. Fantástica. Um mistério até para si mesma, conforme se descrevia. Assim era Clarice Lispector, nascida Haia numa cidadezinha da Ucrânia chamada Chechelnik, enquanto a família fugia da Rússia e da fúria da Revolução.
Escritora desde que aprendeu a ler, Clarice publicou seu primeiro livro aos 19 anos, "Perto do Coração Selvagem" e desde então vem surpreendendo sucessivas gerações de leitores com sua escrita atemporal.
Eles queriam fruir o proibido. Queriam elogiar a vida e não queriam a dor que é necessária para se viver, para se sentir e para amar. Eles queriam sentir a imortalidade terrífica. Pois o proibido é sempre o melhor. Eles ao mesmo tempo não se incomodavam de talvez cair no enorme buraco da morte. E a vida só lhes era preciosa quando gritavam e gemiam. Sentir a força do ódio era o que eles melhor queriam. Eu me chamo povo, pensavam.”(Clarice Lispector)

"De Ulisses ela aprendera a ter coragem de ter fé – muita coragem, fé em quê? Na própria fé, que a fé pode ser um grande susto, pode significar cair no abismo, Lóri tinha medo de cair no abismo e segurava-se numa das mãos de Ulissses enquanto a outra mão de Ulisses empurrava-a para o abismo - em breve ela teria que soltar a mão menos forte do que a que a empurrava, e cair, a vida não é de se brincar porque em pleno dia se morre. A mais premente necessidade de um ser humano era tornar-se um ser Humano." (Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres)
Beth em cena no Theatro Central - JF
Hoje tive o prazer de "ver" Clarice no palco do Theatro Central, aqui em JF, magnificamente personificada por Beth Goulart no monólogo "Simplesmente Eu, Clarice Lispector".
Escrita e dirigida pela atriz, que interpreta a autora e quatro de suas personagens, - Joana, de "Perto do Coração Selvagem"; Ana, do conto "Amor"; Lóri, de "Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres"; e uma outra mulher sem nome, do conto "Perdoando Deus" - a peça é uma viagem ao fundo da alma de Clarice Lispector e de nós mesmos.
Construído sobre os textos da escritora, - contos, poemas, cartas e entrevistas - o monólogo é vibrante de emoções, que vão da esfuziante alegria a mais profunda depressão. Beth Goulart dá um show de interpretação, não permite nenhum momento de cansaço ou tédio (eu mal vi o tempo passar!) e prova o porquê de ter arrebatado o Prêmio Shell de Melhor Atriz com a peça.
Se a peça for a sua cidade, NÃO PERCA!


BJS da Drica ;-)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Google diz que há cerca de 130 milhões de livros no mundo

Você, leitor, é capaz de contar quantas estrelas há no céu? E os grãos de areia da Praia de Copacabana? E a quantidade de livros que há no mundo? O Google Books, divisão do site de buscas pela internet, arriscou um cálculo e uma resposta para a última pergunta. De acordo com o Google, há 129.864.880 unidades no mundo, distribuídos pelos cinco continentes.
O obejtivo do Google Books é promover a digitalização de todos os livros publicados no planeta, desde a "Bíblia" até o último lançamento de Paulo Coelho. Segundo postou no blog do site o engenheiro de software Leonid Taycher, o método usado para o cálculo foi a reunião de informações de fontes como bilbiotecas, livrarias e catálogos. Depois da filtragem de dados para evitar repetições, a equipe responsável pela soma organizou cada unidade pelas características: como nome do livro, autor, editora e ano de publicação. O resultado: 129.864.880.
Foram excluídos da conta publicações que não foram consideradas livros, como microfilmes e mapas.

Fonte:  http://www.sidneyrezende.com/noticia/96647+google+diz+que+ha+cerca+de+130+milhoes+de+livros+no+mundo

domingo, 22 de agosto de 2010

Leitura que vem do berço

Especialistas defendem que pais leiam para filhos a partir dos 6 meses, porque melhora a porque melhora a cognição e o desempenho escolar

Publicada em 21/08/2010 às 23h14m - Simone Intrator - O Globo


RIO - Ler ou não ler para o bebê, eis uma questão que David Dickinson, doutor em educação pela Universidade de Harvard, e Perri Klass, pediatra, escritora e professora de pediatria e jornalismo da Universidade de Nova York, garantem saber responder. Sim, deve-se ler e muito, a partir dos 6 meses de vida, mas sem deixar os olhinhos do neném arregalados com a maluquice de Hamlet ou as desgraças de Rei Lear. A recomendação dos super-especialistas é incluir, em meio à troca de fraldas, a mamadeiras, passeios e choros, o folhear diário das páginas de um livro apropriado para aquela faixa etária, cheio de cores e figuras (hoje não faltam opções nas prateleiras). Para eles, esta é a melhor forma de desenvolver a inteligência da criança e a sua linguagem oral e escrita, preparando-a para a alfabetização e aprimorando sua capacidade de aprender. LER MAIS

Na era do e-book, indústria aposta no livro de papel

SÃO PAULO - Embora o mercado editorial ainda seja um nicho para grandes indústrias, a disputa pelo fornecimento de produtos específicos ao setor mostra uma mudança na balança de interesses das fabricantes em papel para impressão. Aos poucos, os livros para leitura "recreativa" ganham parte da atenção antes voltada aos didáticos, que garantem volumes maiores.
Para Tadeu Souza, diretor comercial da MD Papéis, o investimento nos papéis off-white se explica pelo fato de o espaço para o crescimento do mercado editorial ser bem maior. "O Brasil produziu 380 milhões de livros no ano passado, o que é menos de 2 livros por habitante. Há um espaço enorme de crescimento. Já os livros didáticos vão se expandir somente com a população, que hoje cresce menos", argumenta.
O executivo prevê vendas até 7% maiores para o segmento de papel para imprimir e escrever em 2010. Ele também descarta que os e-books venham a atrapalhar o desempenho das vendas para as editoras. "Os livros eletrônicos não substituem a experiência do papel. Um livro pode ser grifado, emprestado a outros e guardado", diz Souza. Uma pesquisa do instituto GfK mostra que, pelo menos por enquanto, ele está certo: segundo o levantamento, 67% dos brasileiros desconhecem os e-books.
Dados do mercado editorial mostram que a produção e a venda de livros cresceram acima da média da economia em 2009, quando o PIB brasileiro recuou 0,2%. A produção de livros saltou 13,5%, para 386 milhões de exemplares. Por conta da queda do preço médio do livro, o faturamento do setor subiu 2,1%, para R$ 3,4 bilhões (veja quadro).

fonte: jornal "O Estado de S. Paulo."

domingo, 15 de agosto de 2010

Estou lendo: "Mulher de Pedra"

Tariq Ali
Quem conhece um pouco do meu profile sabe que eu arrasto um trem pelo escritor paquistanês Tariq Ali. Sua visão crítica e sua ironia fina me conquistaram desde a primeira linha. Por isso eu não sosseguei enquanto não comprei o livro que faltava para completar a série "Quinteto Islâmico", que até agora tem 4 livros publicados. (Como é, Tariq? Cadê o quinto???).
"Mulher de Pedra" retrata o ocaso do Império Otomano através dos olhos de Nilofer, filha de uma família de aristocratas turcos. A cada parágrafo o livro me envolve e emociona. Vou colocar um trecho especialmente cativante que li ontem; uma conversa de Sara com a Mulher de Pedra - a estátua que serve de confessionário à seguidas gerações de mulheres da família de Iskander Pasha.
"Ontem eu vi Suleman num sonho.Não sonhava com ele há quase vinte anos, Mulher de Pedra. Você se lembra quando vim aqui pela primeira vez? Eu ainda era jovem. Trazia no peito uma grande dor e uma filha que me sugava o leite. Nilofer tinha uns sete ou oito meses. Lembro-me de ter vindo aqui chorar aos seus pés. Sei que você não tem pés, mas, se algum dia eles tivessem existido, teria sido aí que chorei naquele dia. Pensei tê-la ouvido falar. Uma voz me perguntou porque chorava e lembro-me de ter dito: 'O homem que eu amo partiu para muito longe.' E então ouvi sua voz me dizer uma coisa muito triste e muito bonita: 'O amor é a saudade que a flauta sente do juncal de onde foi arrancada. tente esquecer.' Eu tentei, mas jamais consegui esquecê-lo. Acabei, contudo, acostumando-me com a ausência dele. O tempo não é capaz de curar nossas feridas mais profundas, mas consegue amenizar a dor."
Bem, vou continuar a leitura. Quando terminar, posto aqui uma resenha completa. Até agora, estou amando.

BJS da Drica ;-)

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Mudanças

Nosso pessoal trabalhando
Olá pessoal!

Durante os próximos dias estaremos efetuando algumas mudanças no layout e nas seções do CataLivros. Por isso, não estranhem um link que não funciona ou se virem um gadget flutuando num lugar esquisito. Isso passa.

Em breve estremos de cara nova, prontas para postar muitas novidades para vocês.

BJS da Drica ;-)

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

#dricanaflip + #clubenaflip: quer saber o que rolou de bom?

Paraty e suas pequenas surpresas
Pois é, estou de volta a boa e velha Jixx, morrendo de saudade de Paraty!
Quem nunca foi àquela cidade, deve ir. É linda, aconchegante e cheia de surpresas. Pena que não tive muito tempo para ficar por lá. Mas já está no roteiro das próximas férias.
A FLIP foi o máximo. Gente de todos os lugares, de todas as tribos, de todas as línguas. Um caldeirão de idéias, sons, cores, cheiros e histórias.
A casa do Clube de Autores
A casa do Clube de Autores estava linda. Aconchegante, decorada com simplicidade e bom gosto, fez com que eu me sentisse visitando velhos amigos. Aliás, fomos super bem recebidas. Eu, a Lívia Terra e a Kátia Calegaro, da revista Cultura Total. Nossa mesa sobre "Internet e Redes Sociais - Abrindo as Portas para a Literatura Independente" foi uma resenha daquelas! Em breve o Clube vai colocar o podcast (poutz, se ansiedade matasse...)  com nosso bate-papo, que rendeu prá lá uma hora.
De brinde, no sábado, véspera de nossa mesa, eu e a Lívia curtimos uma palestra com o Ferréz, escritor, rapper e cronista da revista "Caros Amigos".
Drica, Ferréz e Lívia
Ativista social, fundador da 1DASUL - griffe de roupas totalmente produzidas na comunidade de Capão Redondo (e que, infelizmente - eu soube hoje - está fechando a loja porque não tem como competir com os produtos made in China, via trabalho escravo).
Nem preciso dizer o quanto o trabalho do Ferréz impressiona, nem o quanto foi bom o papo. No fim, eu a Lívia tivemos um momento de pura tietagem, com direito a livro autografado e foto com o "híbrido de virgulino Ferreira e Zumbi dos Palmares".
Depois do Ferréz, saimos para circular pelo Centro Histórico de Paraty, em plena ferveção do sábado de FLIP. Pegamos o finalzinho da palestra do Ferreira Gullar, circulamos na (enoooorme) livraria da FLIP, espiamos a Tenda dos Autores e nos surpreendemos com a diversidade de talentos espalhados em cada esquina da cidade.
O staff do Clube com Ferréz (esq) e Aurélio Simões, escritor
E pra cima da galera do Clube de Autores, eu vou mesmo é rasgar seda!
O Ricardo Almeida - mentor do Clube, o cara que sonhou e fez acontecer -  é um doce. Ok, ok,só estou elogiando porque nós não tivemos que disputar o mesmo café, deixemos isto bem claro (daí a coisa ia ficar feia, rssss). Até porque o Paulo Santos - misto de fotógrafo, contra-regra, promoter, hostess, barista e psicólogo especialista na alma feminina - jamais deixou minha mug ficar seca!
Ricardo Almeida e Drica Bitarello
Além desses dois, tive o prazer de conhecer o Fernando Amaral, um gentleman, autor da capa (linda!!!!!!) do diário de bordo da FLIP (em breve vocês vão conhecer) e o cara que viabilizou a parte técnica das mesas (além de ter me convencido - pasmem! - a gravar um vídeo pro Clube). Sem falar que ele sempre tinha um "pitaco" certeiro pra dar no bate-papo.
No finalzinho da mesa recebemos também a visita da Gabi Marsico, escritora, roteirista e uma das coordenadoras da FlipZona. Ahn, eu mencionei que esta mocinha tem apenas 14 anos? Pois é...
Drica e Gabi Marsico
Depois da mesa, das (longas) despedidas e das promessas de nos vermos todos em breve nesses eventos literários da vida, caímos de vez nos braços de Paraty. Curtimos o mar, o céu azul-de-brigadeiro, a brisa gostosa da beira do cais e o casario histórico que nos leva a outras épocas quando a vida, se não era mais fácil, ao menos era mais simples.
Katia Calegaro, Drica Bitarello, Felipe M. e Tiago Amaro
Na volta para casa, curtimos ainda a paisagem da BR 101, entre o verde da mata atlântica e o azul perfeito do mar, fechando a FLIP (para nós, porque Paraty bombou até de madrugada!) com chave de ouro.
Por fim, para encerrar essa postagem, deixo os agradecimentos ao staff do Clube de Autores, a Lívia Terra (amiga, suporte técnico e navegadora) e a Kátia Calegaro e toda equipe da Revista Cultural e do projeto Frente Literária. Sem essas pessoas e a dedicação com que elas se engajaram, não teria dado tão certo!

BJS da Drica :-D

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Acompanhe #clubenaflip

Olá pessoas!

Estou convidando vocês para participarem de nosso evento lá em Paraty. Leitora(e)s, blogueira(o)s e demais interessados em literatura e cultura de modo geral vão poder curtir um domingo diferente em nossa companhia na casa (linda!) montada pelo Clube de Autores para nos receber.

"Internet e Redes Sociais ‐ abrindo portas para a literatura independente".

Domingo, 08/08, a partir das 10:30h.
Curadora: Drica Bitarello
Convidada: Kátia Calegaro e projeto "Frente Literária"
Mediadoras: Drica Bitarello e Lívia Terra


A mesa vai ser aberta a intervenções do público. Quem quiser nos acompanhar, mandando perguntas via Twitter, é só adicionar @ClubedeAutores e @DricaBT. E para saber o que rolou nesses 3 primeiros dias de FLIP, é só dar uma espiada no blog do #clubenaflip

LOCAL: Sede Temporária do Clube de Autores - Rua da Lapa, 375 - Centro Histórico de Paraty

ENTRADA GRATUITA


Site oficial da FLIP: www.flip.org.br

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

1 I Pad ou 100 livros, eis a questão!

Se você pudesse escolher, o que você iria querer? Pois é, que dúvida, né? Esta é a mais nova promoção do site Skoob, a rede social totalmente voltada para a literatura e os leitores.
Além do prêmio escolhido, que será sorteado entre os participantes, haverá também o sorteio de 100 livros entre todos aqueles que entrarem na promoção.
Como participar? Simplezinho. Basta clicar AQUI e se cadastrar no Skoob. O cadastro gera um cupom eletrônico assim que confirmado. E você pode ganhar mais cupons convidando seus amigos para a brincadeira.
Legal, né? E não custa nada participar!
E aí? Vai tentar a sorte?

BJS da Drica

PS: semana que vem eu volto a ativa aqui no blog, com TODAS as novidades da FLIP!

domingo, 1 de agosto de 2010

Estou na web, logo, existo

As editoras começam a despertar para o fenômeno que mobiliza bilhões, tornou-se o lazer principal dos jovens paulistanos e facilita a busca do consumidor certo

A Ediouro mergulhou nas mídias sociais. Um dos gigantes do mercado nacional, optou claramente pelo esse admirável mundo novo da web para angariar leitores. O superintendente Luiz Fernando Pedroso é taxativo nesse sentido: “Há mais de um ano, a Ediouro investe em duas mídias: pontos de venda e mídia social. Por que? Porque nelas você vai direto a quem interessa.”

Sem nenhuma dúvida. No ponto de venda está o comprador típico. midiasNos diversos canais da mídia social, o editor pode escolher também múltiplas opções, na grande maioria convenientes para o negócio. Algumas boas razões são:

  • a cada segundo e meio, isto é, entre um gole de café e outro, um blog é criado na web;
  • 360 milhões de internautas frequentam o MySpace, bem como 150 milhões comparecem ao FaceBook e mais 60 milhões ao Orkut;
  • 72% dos jovens entre 18 e 24 anos, da cidade de São Paulo, são usuários de alguma mídia social em sua rotina diária, percentual que continua alto na população da metrópole, de 45% (Ibope Media, Agosto de 2009);
  • 24 milhões de usuários ativos, no Brasil, estão inscritos no Orkut (Nielsen Online);
  • 84% dos usuários brasileiros do Orkut acessam a rede ao menos uma vez por dia; desses, 63% o fazem várias vezes;
  • em julho passado, o Facebook superou 1 milhão de usuários no Brasil.

O mundo  virtual concentra pessoas e ideias, além de toda a energia do universo. Nada detém o fenômeno que caminha para ser a mais poderosa forma de mídia jamais imaginada.

Entre os assuntos prediletos de quem acessa o Orkut, estão fotografia (67%), geral (65%), tecnologia (65%), jogos (57%). E compras, gaveta preferida por 63% dos que entram no Orkut. A mina é logo ali, senhores editores!

Mas o que é a mídia social, que não se consegue descrever a não ser imaginando grandezas exponenciais?

A Giz Editorial domina o assunto. Comandada por Ednei Procópio, que tem dado palestras na CBL criou o  (www.livrus.com.br), plataforma on line que se vale dos recursos de mídia social para compartilhar informações. O acesso é gratuito, aberto a qualquer autor e editoras. Qual a vantagem? “O leitor, o usuário ganha informação, a gente acabou criando o ‘Orkut dos livros’, em vez de você adicionar amigos, você adiciona livros.” A receptividade tem sido boa?

“Por parte dos escritores, sim, responde Ednei. Por parte das editoras, não. As editoras não têm a mínima ideia do que seja isso. Não sei se é porque nós não comunicamos, não sabemos dizer o que é, ou se eles é que são mal informados.”

O desenvolvimento da Livrus exigiu US$ 25 mil, com expectativa de retorno em três anos, que ele espera cobrir com publicidade de outras editoras. Compete com pelo menos duas redes. Uma é www.olivreiro.com.br. Outra é www.skoob.com.br.

Entusiasta da nova tecnologia, ­Ednei não sente, no entanto, essa chama aquecendo os colegas de ofício:

“É muito fácil comunicar determinados livros nas redes sociais porque elas são feitas exatamente de comunidades formadas por pessoas que se juntam em torno de um tema comum. Então, as pessoas que estão na internet, conectadas, já sabem o que querem. Tem a comunidade dos leitores do ‘Crepúsculo’, assim como tem a comunidade dos leitores do ‘Pequeno Príncipe’. Ou então, tem os que se dividem entre os que gostaram da literatura da geração beatnik, ou ‘eu adoro Paulo Coelho’. Mas eu nunca vi uma editora dentro de uma comunidade de internet, de modo atuante. Quem cria o perfil do escritor é o fã.

Tem uma comunidade do H.P. Lovecraft, criador de literatura fantástica, com mais de 990 mil leitores, e o perfil dele é fake. Só que as pessoas se associam àquele perfil porque ali está escrito que é o H.P. Lovecraft. Ora, a pessoa que mantém aquela comunidade ativa é alguém que curte, sabe o que as editoras estão publicando dele. Se sair uma coletânea nova, ele avisa a comunidade. Contudo, a editora que vai publicar a coletânea não utiliza a rede para avisar os leitores, que são consumidores certos”.

Ednei vai mais longe na análise, insistindo no exemplo H. P. Lovecraft:
“O nosso editor não sabe que, se quiser publicar um título novo, basta abrir o Facebook ou o Orkut – que no Brasil é mais forte – para perceber que já existe uma comunidade de amantes do Lovecrat. E que lá pode fazer a pesquisa de campo, no ato, e checar o que os fãs querem ler. Você economiza tempo da pesquisa de mercado e ganha tempo fazendo propaganda direta para o público-alvo. Esse público-alvo também é o formador de opinião, é ele que vai, depois, disseminar a informação para todo o resto”.

Essa atitude participativa, na qual os especialistas em comportamento enxergam uma nova era da humanidade, algo como ‘Eu estou na Web, portanto, existo’, leva ao compartilhamento das ideias. A divisão em tribos resulta dessa compulsão natural. Há o jovem ligado em astrofísica, o adolescente que sonha participar de uma revolução hip-hop, a mulher decidida a lançar um novo estilo. “A mídia social funciona por isso”, explica Procópio, da Giz. “O mercado editorial tem que começar a pensar com essa cabeça, porque, se a AM/FM migrou para a internet, se o jornal migrou para a internet, se a audiência da televisão caiu, o raciocínio tem que ser outro.”

“A tecnologia permitiu a aproximação entre as pessoas, e as redes sociais são justamente a resposta a esse anseio”, afirma Juliana Sawaia, gerente de Marketing do Ibope Media.

Em outras palavras, qualquer frase, imagem, vídeo, áudio ou conceito colocado em um Twitter (32 milhões de usuários), Sonico (38 milhões),  YouTube (mais de 100 milhões de vídeos) e tantos outros canais, instantaneamente vira uma ação coletiva de milhares. Também instantaneamente, esses milhares, que podem ser milhões de acordo com a proposta do canal vira uma comunidade do tipo ‘Eu amo contos de terror’, ou pode se transformar em um blog em homenagem a Michael Jackson. As bolas de neve crescem sem parar.

A Ediouro ocupou espaço no YouTube. No seu canal, projeta vídeos dos principais lançamentos. Durante a Bienal do Livro no Rio, em setembro, promoveu o ‘BlogBook’, que vai transformar em livro a história dos melhores blogs, eleitos pela comunidade. Inscreveram-se 120, divididos em 12 categorias. Os melhores serão editados pela Ediouro, que desse modo estabelece uma via de mão dupla. “O poder da internet é inquestionável, explicou Newton Netto, diretor da Singular, empresa do grupo. O poder do livro também é inquestionável. Nada melhor que trazer os astros da internet para o mundo literário.”
A Frog, que se define como ‘agência anfíbia’, atende a Ediouro, e o diretor Roberto Cassano garante: “Estamos mergulhados até o pescoço. Vivemos redes sociais 24 horas por dia”.

E que ações a Frog  empreende para a Ediouro? Elas buscam cativar público? Prospectar tendências de mercado?
“Atuamos de forma abrangente, incluindo o planejamento estratégico das ações, definição do plano de ação para cada livro, individualmente, produção de sites para os livros, criação e gestão de perfis e comunidades em redes sociais, incluindo Twitter, Orkut, Facebook, blogs, You Tube e redes sociais focadas em literatura”.

“Uma perna importante do projeto é o mapeamento de líderes de opinião para cativarmos. Uma das coisas que fazemos é enviar livros para pessoas que terão afinidade com o tema e/ou autor/estilo para que eles possam compartilhar sua opinião sobre o livro com seus leitores/amigos. As resenhas são totalmente livres, sem qualquer compromisso por parte do blogueiro. Ele pode não falar nada ou até criticar.”

Cassano confirma, a Frog vem tendo sucesso nas ações para a Ediouro. Mas não revela o santo:

“Há livros que trabalhamos com excelente resultado que jamais teriam funcionado da mesma maneira se dependessem de mídia de massa. Conseguimos atuar cirurgicamente em nichos, e muito do mercado editorial se baseia em nicho. Na verdade, com as redes sociais, fica cada vez mais evidente que toda mídia cada vez mais é de nicho. Existem nichos pequenos e nichos gigantes, mas no momento em que as pessoas se reúnem por compartilharem interesses em comum, elas funcionam como um ente coletivo, um nicho.”

O publicitário sente o pulso do momento, raciocina:

“Com a queda nas vendas de CDs, os livros são os itens de maior giro. O mercado editorial, inclusive com o crescimento dos e-Books e a chegada de leitores eletrônicos, como o Kindle, foi, é e será profundamente impactado pelas redes sociais.
Felizmente ou infelizmente, embarcar nesse novo mundo não é uma opção”.

Mais, com menos. Esse é um dos segredos. Quando se fala em investir em publicidade e marketing, as editoras se retraem. À exceção dos megalançamentos de Paulo Coelho ou Chico Buarque, a verba é sempre pequena para os custos proibitivos de um anúncio de jornal, revista ou televisão. Sem mencionar tratar-se de público de composição pulverizada, caso das tevês, situação dramática quando se trata de livros, consumidos pela minoria das minorias, no Brasil.

Ednei Procópio, o especialista em mídias sociais, compara as situações:

“As editoras não descobriram que, se criarem o perfil ou a comunidade do livro na rede social, se criarem o blog do livro ou do escritor, vão ganhar muito. O pessoal reclama: ‘tem muito lixo no Orkut’. Sim, mas isso acontece por não existir o mediador da informação, que o mercado editorial deveria implantar. Poderia fazer isso, mas não faz, prefere a assessoria de imprensa, que é cara, o anúncio no jornal, que sai caro, a resenha, que sai atrasada. O editor não percebeu que o público-alvo não está no Estado, nem na Folha, nem na revista Bravo ou na Veja. O público-alvo está dentro dos blogs temáticos. O nome já diz: ‘sou leitor de ficção científica’, ou ‘adoro poesia’. Então, basta entrar e dizer, ‘bom dia, gente, somos da editora tal e viemos aqui dizer que vamos montar um livro com essa temática’. E a comunidade começa a perguntar, como vai ser? quem é o escritor?...E o editor responde e interage. A Giz descobriu que é mais barato investir na mídia social, que é gratuita por natureza, ou melhor, de custo próximo ao zero, do que investir em anúncio.”

Nesse aspecto, um canal de mídia social, bem escolhido e adequado no tempo e no espaço, tem potencial para atingir o público-alvo pretendido.

A Editora SBS, especializada em idiomas – sua cartilha ‘Bem Vindo’, que ensina português para estrangeiros, está perto da marca dos 100 mil exemplares e é adotada por universidades de renome como Harvard –, usa a mídia social para dar apoio aos professores, seus clientes. Presente no Twitter e no Orkut, oferece o programa ‘Virando a Página’, que propõe atividades para as aulas. “São 417 ideias, explica Susanna Florissi, diretora editorial. O professor vê a ideia e a adapta à sua aula. Isso gera uma espécie de criação coletiva, da qual todos querem participar. Veja o caso da Wikipedia. Ninguém recebe para redigir um verbete, mas adora contribuir. No ‘Virando a Página’, que tem vários anos na internet, montamos o que chamamos de e-talks. São palestras, textos redigidos em torno da atividade do docente, algo que gera muita leitura, posts, perguntas. E nem é on line. O texto da palestra é colocado, depois os participantes vão postando suas perguntas que em seguida, são respondidas pelo autor do conteúdo e aí vai se desenvolvendo esse trabalho coletivo.”

A SBS, sigla que quer dizer Special Book Service, ampliou sua atuação, ingressando há dois anos no nicho CTP (livros científicos, técnicos e profissionais).  Fundada em 1985, expandiu suas operações para Argentina e Peru.

As mídias sociais estão a um toque do computador.  Não é por outra razão que gigantes empresariais como Claro, Natura, Coca-Cola ou Boticário aderiram ao sistema, criando inclusive a figura do ‘mediador de mídia social’. É um funcionário que, adestrado em técnicas específicas, tem a missão de monitorar o diz-que-diz em relação à empresa. Ele não pode se envolver, apresentar-se como representante, sua antena deve detectar tendências, rumores.  Em uma dessas comunidades bloggers, usuárias queixaram-se de que o perfume Egeo Dolce Woman, do Boticário, havia desaparecido.

O mediador passou a informação aos canais competentes. O perfume acabou voltando às prateleiras e realizou-se uma ação para avisar as blogueiras interessadas.

Como o espaço da mídia social é aberto e, em tese, livre, não há limites para ações mercadológicas, desde que, claro, não sejam invasivas nem perturbem a sensação de controle do usuário, que pode sair do ar quando quiser – apenas para reafirmar que ele, internauta, é o patrão do mundo web.

Por que Obama explodiu na rede
A vitória de Barack Obama, o primeiro negro eleito presidente dos Estados Unidos, deve muito à mídia social. Uma palavra de ordem criada por seu staff determinava: ‘Crie ações onde as pessoas estão, não onde você quer que elas estejam’. A partir do site mybarackobama.com desenvolveu-se uma rede social onde os eleitores puderam criar blogs próprios para debater, sugerir ações para o comando da campanha, desdobrar minissites para arrecadar doações ou organizar eventos. Na verdade, a campanha de Obama não pedia doações, apenas instalou widgets de contribuição em redes já existentes. Desse modo, os eleitores foram motivados e mobilizados através das ferramentas de interação que se espalham pelas mídias sociais.

Eram dezenas, centenas de mídias gravitando em torno do sol Mybarackobama.com, tipo Facebook – sendo um oficial, outro intitulado I’m strong (2,3 milhões de filiados) -, Black Planet, Myspace, MiGente, Twitter (130 mil seguidores), Glee, YouTube (14 milhões de views apenas do clip ‘Yes, We Can’, interpretado por Will.i.am). No YouTube, foram lançados concursos de vídeo para manter a mobilização dos eleitores, o que transformou esse canal na ferramenta de comunicação mais utilizada. Discursos, depoimentos, videoclips, tudo o que se possa imaginar, foram colocados em canais de vídeo sharing.

Os espaços oficiais, ou seja, trabalhados pela direção da campanha, eram pensados segundo uma metodologia eleitoral, cobrindo todas as etnias possíveis e os diferentes perfis psicográficos. No auge da batalha, eram 16 redes sociais com o selo oficial, que incluía Flickr, Digg, Eventful, Linkedin, Eons, Glee, MyBatanga, AsianAve. E mais de 500 grupos no Facebook criados de maneira espontânea pelos simpatizantes.

Os números fundamentam como se deu o milagre. Pela internet, trafegaram 87% de toda a arrecadação da campanha. Apenas em setembro de 2008, as doações chegaram a US$ 100 milhões, e 93% dos contribuintes pagou menos de US$ 100.
A goleada infligida ao republicano John McCain teve volume astronômico nas mídias sociais. Exemplos:

YouTube – Barack Obama: 1 800 vídeos postados,134 mil inscritos, e 19,5 milhões de exibições;
John McCain: 330 vídeos, 29 mil inscritos, 2,1 milhões de exibições.

Twitter – de Obama: mais de 130 mil seguidores, 263 atualizações; contagem regressiva que mobiliza para o dia D da votação;
McCain: menos de 5 mil seguidores; não havia interação e houve apenas 25 atualizações em toda a campanha; não recomendou, ao seguidor, que votasse no dia da eleição!

Fonte: http://www.panoramaeditorial.com.br

sábado, 31 de julho de 2010

#FF Sites

O #FF Sites desta semana indicará mais dois sites/blogs parceiros o blog Catalivros.

São eles: Romances com Tema Sobrenatural e Mulheres Românticas.

Romances com Tema Sobrenatural  (http://romance-sobrenatural.blogspot.com/)

Como o próprio nome do blog diz, apresenta aos seus seguidores livros relacionados ao universo sobrenatural, o que inclui livros de não-ficção, ficção científica, gótico, o realismo fantástico, etc… Quem colabora para deixar esse cantinho charmoso e amigo são Ceila Sarita, Jossi Borges e Snake Eye's.

romancesobrenatural

Mulheres Românticas (http://www.mulheresromanticas.com.br/)

No blog Mulheres Românticas, vocês poderão encontrar várias dicas de livros, resenhas, promoções e comentários. Quem comanda o blog são as românticas Carol e Flavinha, com suas estagiárias especiais Joice, Kátia e Poema. O blog conta também com tags permanentes, que auxiliam os seus seguidores a localizar posts específicos, tais como:

* Leituras das Estagiárias
* Leituras de Carol
* Leituras de Flavinha
* Passe longe
* Românticas Recomendam
* Sagas e Séries

mulheresromanticas


Então people? O que acharam das dicas da semana?

Abraços!

Bebê que convive com livros vai melhor na escola

Especialistas indicam contato com publicações desde os primeiros meses de vida; ONG vai lançar guia com indicação de 600 títulos

Por Karina Toledo - O Estado de S.Paulo

Ler para um bebê que ainda não fala nem entende o que é falado pode parecer perda de tempo, mas diversos estudos mostram que, a longo prazo, a prática pode beneficiar o desempenho escolar. Além de adquirir gosto pela leitura, as crianças que têm contato com livros desde o berço chegam ao ensino fundamental com vocabulário mais rico e maior capacidade de compreensão e de manter a atenção nos estudos.

Para ajudar na escolha do título mais adequado para cada idade e no desafio de manter as crianças pequenas entretidas, o Instituto Alfa e Beto (IAB) apresenta na próxima Bienal do Livro de São Paulo a Biblioteca do Bebê. Além de vários livros divididos por faixa etária, o local terá voluntários que ensinarão aos pais técnicas de leitura. As principais dicas estão reunidas em uma cartilha que será distribuída aos visitantes (mais informações nesta página).

"Não se trata de ler um conto de fadas para um bebê com menos de 1 ano. Os primeiros livros devem ter apenas imagens e o tempo para folheá-los deve ser breve", explica David Dickinson, especialista em alfabetização pela Universidade Harvard. Durante a bienal, ele apresentará estudos que relacionam a leitura precoce a um maior desenvolvimento da linguagem.

Uma dessas pesquisas mostra que as crianças de 3 anos que possuem o hábito de leitura em família apresentam, aos 10, desempenho escolar superior ao daquelas que não leem com frequência.

"O importante é ler com regularidade, de preferência todos os dias, e tornar a experiência agradável", afirma Dickinson. Os pais, diz ele, devem usar as imagens do livros como base para iniciar uma conversa com a criança. "Faça perguntas sobre a figura ou sobre a história. Não se limite a ler as palavras e virar a página", explica.

Esculpindo mentes. A interação com os adultos é fundamental para o desenvolvimento da linguagem e o aprendizado se dá pela imitação, diz o presidente do IAB, João Batista Oliveira. "Mas a linguagem oral tem um vocabulário restrito e uma sintaxe simplificada. O livro, por mais simples que seja, obedece as regras da linguagem escrita, que é a mesma que a criança vai encontrar na escola."

Se o vocabulário é o tijolo do pensamento, afirma Oliveira, a sintaxe é a argamassa. "Quanto maior o vocabulário e mais articulada a sintaxe, mais temos sobre o que pensar." Essa maior capacidade de raciocínio e compreensão favorece tanto o desempenho em disciplinas como português e matemática como nas demais.

A capacidade de se manter focada em uma atividade também é beneficiada pelo hábito de leitura, afirma Dickinson. "Quando assistimos à TV ou usamos o computador, a tecnologia prende nossa atenção. Já quando lemos um livro, precisamos fazer esse trabalho sozinhos."

Beatriz Koike, de 3 anos, parece fazer esse trabalho muito bem. "As professoras sempre comentam como ela presta atenção em sala e elogiam sua desenvoltura com as palavras", conta a mãe, Taís Borges.

Beatriz ganhou seu primeiro livro quando ainda estava na barriga de Taís. "Aos 3 meses, comprei um livrinho de plástico para ela brincar na banheira. Depois, um de pano, com texturas diferentes. Aos 2 anos, ela começou a demonstrar interesse em histórias mais complexas." Hoje, a menina tem seu cantinho da leitura com 43 títulos. "Umas três ou quatro vezes por semana leio para ela à noite. Quando não faço, ela me cobra", conta Taís.

O IAB vai lançar na bienal um guia com uma proposta ambiciosa: Os 600 Livros que Toda Criança Deve Ler Antes de Entrar para a Escola. Isso dá uma média de dois livros por semana entre 0 e 6 anos. Quem quiser cumprir a meta não pode perder tempo.

Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100725/not_imp585828,0.php

sábado, 24 de julho de 2010

#FF Sites

Oi pessoal!

coruja Sorry não ter postado o #FF sites ontem. Estou mega gripada e hoje é que consegui elaborar o post.

Well, as indicações de hoje (ontem) são: Romances in Pink e Amor & Livros.

Romances in Pink (http://romancesinpink.blogspot.com/)

O blog Romances in Pink se dedica a pesquisar e apresentar para seus seguidores informações relacionadas aos romances, especialmente os de bolso. Também brinda seu público com promoções frequentes, artigos temáticos e resenhas.

romancesinpink

Amor & Livros (http://amorelivros.justtech.com.br)

O site Amos & Livros é, na verdade, um sebo virtual. Desde 2007, data de sua criação, vende romances de banca e hoje conta com uma variedade interessante de títulos e coleções.

amorelivros

Então, pessoal? Conhecem esses sites? Comentem!

Abraços!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Concurso de resenhas “Veja Meus Livros”

Oi pessoal!
Descobri essa semana que o blog Veja Meus Livros, da revista Veja, 09_MVG_tec_kindle-1-lestá promovendo um concurso cultural de resenhas. O feliz vencedor ganhará um Kindler (imagem a direita), livros e filmes ;)
A seguir, postarei as orientações para participar do concurso, que constam no blog.


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“Os usuários do aplicativo VEJA Meus Livros, presente no Orkut e no Facebook, poderão concorrer a um leitor digital Kindle, além de livros e filmes. Os prêmios fazem parte do concurso cultural “Resenhando no blog Meus Livros”, que vai escolher as melhores resenhas feitas por usuários do aplicativo.
Para participar, basta escolher um dos livros selecionados para o concurso, escrever uma resenha sobre ele em VEJA Meus Livros e enviar uma cópia para o e-mail vejameuslivros@abril.com.br. São seis os títulos que podem ser resenhados: Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez; Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago; O Código Da Vinci, de Dan Brown; Amanhecer (da saga Crepúsculo), de Stephenie Meyer; A Menina que Roubava Livros, de Markus Zusak; e O Albatroz Azul, de João Ubaldo Ribeiro.
Os melhores textos serão submetidos a voto popular no blog VEJA Meus Livros e, em seguida, a uma junta de especialistas, que definirá os quatro premiados.  As inscrições vão de 9 de julho a 9 de agosto – clique aqui para ler outras informações no regulamento do concurso.
O concurso cultural tem apoio da Flip – a Festa Literária Internacional de Paraty – e da Livraria Cultura, também apoiadora do aplicativo VEJA Meus Livros.”
Fonte: Blog Veja Meus Livros
Imagem: Reprodução
Ainda na mesma notícia, há um vídeo ensinando como fazer uma resenha ;)
Alguém já está participando? Conte para nós!!!