Prateleiras

terça-feira, 30 de março de 2010

Saga Warriors XII: A Substituta

Chegamos ao 12º livro da Série Warriors, de Margaret Moore. Se acabou? Nananinanão! Ainda há outros depois deste, rssss
Confesso que "A Substituta" é um dos livros que está na minha lista não-vendo-não-troco-não-dou. Ele não tem nada demais. É um Clássico Histórico basicão, daqueles mais fininhos, a história é bem clichê mas... Sabe quando o livro tem algo a mais, algo que te cativa? Bem, este, na minha opinião, tem esse toque.
A protagonista da história, Elizabeth Perronet, é a prima da Geneviéve do livro "A Dama e o Sedutor". Geneviève era a prometida original de Raymond D'Estienne, lorde Kirkheathe. Porém, como todas nós sabemos, a moça preferiu pular na cama de Dylan DeLanyea e deixou o noivo chupando dedo. Daí, o esperto pai de Geneviéve, e tio da desventurada (?) Elizabeth, tem uma idéia genial. Afinal, no contrato de casamento estava estipulado que Raymond se casaria com uma Perronet, mas não especificava qual!
Kirkheathe é um cara do tipo "ame-o ou deixe-o". Amargurado, desconfiado até da sombra, traumatizado pela traição da falecida ex e por uma tentativa de assassinato, ele custa a baixar a guarda. Até porque, apesar de julgado inocente no assassinato da esposa, ele é olhado com desconfiança até mesmo por sua gente. E, para completar, Raymond age com a sensibilidade de um trator na noite de núpcias, vive de cara a amarrada, dorme com um olho aberto e outro fechado e se faz acompanhar por um meigo totó chamado Cadmus. Mas...
Mas chega Elizabeth. Uma das heroínas mais cativantes de MM. Doce, ingênua ao extremo, autêntica, falante como uma criança eternamente carente de atenção, ela tinha tudo para ser uma verdadeira mala, mas não é!
Criada num convento desde menina, sob a batuta de uma madre superiora pra lá de malvada (isso me fez lembrar Arn e a historia da Cecilia) Elizabeth se vê como um estorvo na vida do tio e, posteriormente, de Kirkheathe. Com a autoestima lá embaixo, a moça se acha feia, desajeitada e praticamente implora a Raymond que se case com ela, quando o lorde descobre que vai levar gato por lebre. E, aparentemente tocado pela maneira estúpida com que o tio trata a moça, ele acaba cedendo. Daí pra frente o que vemos é a lenta, mas inevitável, capitulação de Raymond diante da doçura e da autenticidade de Elizabeth.
Uma das cenas que mais me tocou (SPOILLER ) foi aquela em que Raymond deixa cair todas as suas defesas e confessa a Elizabeth, apesar da raiva e da mágoa que sente, que amou loucamente a primeira mulher. Linda!
Enfim, "A Substituta" é um livro doce, delicado, daqueles que é bom a gente ler quando está propensa a dar alguns suspiros.

FICHA TÉCNICA:
Clássicos Históricos 213
Autora: Margaret Moore
Título Original: The Overlord's Bride
Publicação no Brasil: NC, 2001
Publicação Original: Harlequin, 2001

FORA UM ASSASSINATO HEDIONDO...

A primeira esposa de lorde Kirkheathe morrera e havia rumores que o comprometiam. Mas ele queria herdeiros, e apenas por isso aceitara casar-se com Elizabeth Perronet. Aquele homem severo realmente não era um selvagem, mas por que teria a reputação de ser tão indomável e rude?

Traição, teu nome é mulher!
Pelo menos era assim que pensava Raymond D'Estienne, graças a decepção que tivera no primeiro casamento. Como poderia, então, lidar com a admirável Elizabeth, que acabara de sair do convento e que estava determinada a mudar-lhe a vida de uma maneira que ele jamais ousara sonhar?

segunda-feira, 29 de março de 2010

Problemas Técnicos Resolvidos

Pessoal,

neste fim de semana eu levei um baita susto! No sabado, de uma hora para outra, minha conta do Ning foi desabilitada. Eu havia acabado de fazer uma postagem no blog do Clube de Autores quando, do nada, ao tentar logar no portal Radegund, entrava a mensagem sinistra "Your account was disabled". Aarrrrgh! Surtei! Eu já tenho um baita trauma pois, há coisa de dois anos, minha conta do Orkut foi abduzida pelo Sr Google por "uso indevido"(???) e nunca mais tive notícia dela. Imaginem como eu fiquei!!!!

Corri, entrei em contato com o Ning e pedi ajuda ao Clube de Autores (eles foram uns amores). Hoje, quando cheguei do job, vim correndo pra net e, graças a Deus, tudo voltou ao normal. Pude aceitar o pessoal que havia se cadastrado e finalmente atualizar o portal.

Mil beijos e desculpem o chá de espera.

Drica

domingo, 28 de março de 2010

Problemas Técnicos

Olá pessoas!

Estou passando pra informar que o portal Radegund- A Saga, hospedado na rede Ning, está com problemas. Desde ontem não consigo acesso a ele. O problema foi repentino. Menos de cinco minutos após uma postagem minha na rede, minha conta começou a aparecer como desabilitada, emobra o portal, e minha página do Clube de Autores (também hospedada na Rede) estivessem no ar.
Já entrei em contato com eles e, assim que a coisa voltar a funcionar de novo, vou poder aceitar os pedidos de associação que ficaram pendentes.

BJS e obrigada,

Drica

sábado, 27 de março de 2010

Vida além da NR


Oi pessoas!

Quem me conhece sabe que tenho uma predileção pelos livros da Nora Roberts. Possuo praticamente todos os publicados pela Bertrand Brasil (caros, mas de ótima qualidade) e alguns dos publicados pela Harlequim Books (caros, principalmente os de livraria; tradução decepciona em vários e os cortes são “sanguinolentos”!). O que é muiiiito estranho essas diferenciações, já que ambas são do Grupo Editorial Record...vai entender???


Well, mesmo com essa predileção toda sei que há vida além da NR....hehehe... e para provar que leio outros autores também, informo que comecei dois novos livros...yessssss... DOIS. Bem dizem que sagitarianas são exageradas...kkkkkk


Um deles chama-se “Anjos num mundo cruel”, de Don Bradley, que ganhei da Lady Val (“brigaduuu”).

Título original “Angels in a harsh world”. Na catalogação informa: Anjos-ficção; Romance inglês.


Parte da sinopse/resenha publicada sobre o livro no site da editora nova era (Grupo Editorial Record):


Segunda filha de casal Olsten, Haley foi recebida como a grande esperança de tranqüilidade e alegria para um lar que atravessava um sério período de crise. E sua presença foi realmente a fonte de felicidade dos Olsten por muito tempo, até o dia em queoptou por sair de casa.


A trajetória de Haley na procura por seu verdadeiro caminho começou com a decisão de acompanhar Ann, uma antiga amiga, numa viagem à India. Ann encontraria lá seu noivo, enquanto Haley estaria dando os primeiros passos de uma longa jornada de experimentação e descobertas espirituais que a colocariam frente a frente com os lados do Bem e do Mal do ser humano, numa aventura permeada por ação e romance, que, da Índia, passa pelo Tibete e termina em meio ao terror dos ataques nazistas em Berlim durante a Segunda Guerra Mundial.


Anjos num mundo cruel descreve a determinação de uma mulher em abrir seu coração e superar os desafios que lhe foram impostos durante sua busca pela Iluminação. Para o autor, tornar a história de Haley a história real da vida de cada um de nós só depende da nossa disposição em enfrentar as imagens negativas que surgem no caminho. Quando deixarmos de ser apenas espectadores, e efetivamente agirmos em busca da perfeição, finalmente seremos alguém cujas próprias histórias também poderão ser escritas.[...]



Bom, só pela sinopse já fiquei extremamente curiosa e, porque não dizer, ansiosa para ler tudo em um único dia...kkkk ... Mas, vamos por parte, senão ninguém mais trabalha ou estuda nessa vida...kkkkk

O outro livro é o primeiro da Trilogia Millennium, e se chama “Os homens que não amavam as mulheres”, de Stieg Larsson. Comprei há um tempo, mas ainda não havia lido. Papis já leu os três (yess, trilogia completinha!) e gostou muito.


Título original “Män som hatar kvinnor”, e foi traduzido da edição francesa. Na catalogação informa: Ficção policial e de mistério (literatura sueca); Romance sueco.

A sequência da trilogia: Os homens que não amavam as mulheres, A menina que brincava com fogo e A rainha do castelo de ar


Parte da sinopse/resenha publicada sobre o primeiro livro no site da editora Companhia das Letras:


Os homens que não amavam as mulheres é um enigma a portas fechadas - passa-se na circunvizinhança de uma ilha. Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se

o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henrik Vanger, o velho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada - o mesmo presente que Harriet lhe dava, até desaparecer. Ou ser morta. Pois Henrik está convencido de que ela foi assassinada. E que um Vanger a matou.


Quase quarenta anos depois, o industrial contrata o jornalista Mikael Blomkvist para conduzir uma investigação particular. Mikael, que acabara de ser condenado por difamação contra o financista Wennerström, preocupa-se com a crise de credibilidade que atinge sua revista, a Millennium. Henrik lhe oferece proteção para a Millennium e provas contra Wennerström, se o jornalista consentir em investigar o assassinato de Harriet.


Mikael descobre que suas inquirições não são bem-vindas pela família Vanger, e que muitos querem vê-lo pelas costas. De preferência, morto. Com o auxílio de Lisbeth Salander, que conta com uma mente infatigável para a busca de dados - de preferência, os mais sórdidos -, ele logo percebe que a trilha de segredos e perversidades do clã industrial recua até muito antes do desaparecimento ou morte de Harriet. E segue até muito depois.... até um momento presente, desconfortavelmente presente.



Uma coisa muito bacana que aconteceu enquanto pesquisava a sinopse do livro no site da Cia das Letras, foi encontrar disponível o trailler do filme baseado nele!


Ó.B.V.I.O que assisti...kkkkkkkk. Ele está no site da editora, vinculado no youtube, para quem desejar ver ;)



Também encontrei o site só sobre a trilogia. Se você tiver curiosidade, acesse aqui!


Bom, na medida em que for avançando a leitura de ambos os livros, volto para comentar minhas impressões com vocês.


Caso alguém também tenha lido um deles, o que achou? Compartilhe conosco!


Abraços carinhosos!
Lady Apfel


quarta-feira, 24 de março de 2010

"O Reino dos Céus": resenhas, sorteios & bastidores

Olá pessoas!

Esta semana estou numa correria louca e nem pude aprontar uma matéria decente para o blog, apesar de ter várias idéias e livros interessantes para mostrar a vocês. Enquanto o ritmo não volta ao normal, convido o toda(o)s para visitarem os blogs Romances in Pink e Mulheres Românticas, que fizeram esta semana, duas resenhas sobre meu livro, "O Reino dos Céus".
Desde já quero registrar aqui que fiquei super-lisonjeada por ter sido comparada a mestra Diana Gabaldon. Estou honrada mesmo! E para comemorar a ocasião, separei dois exemplares que serão sorteados pelas meninas. As regras estão nos blogs, ok?
Gostaria de aproveitar o post e dizer a vocês que escrever é uma verdadeira aventura. Uma viagem na qual você parte com um objetivo traçado e nenhum mapa nas mãos. No primeiro momento, quando os personagens começaram a surgir e a contar suas histórias, era impossível imaginar que eles pudessem ir tão longe. Ou que pudessem me levar a caminhos tão distantes, e as pesquisas tão mirabolantes!
Lugares, costumes, hábitos, religiões, batalhas, personagens históricos, armas, meios de transporte, alimentação, medicina, entre outras tantas coisas que formam nosso cotidiano, hoje ou há mil anos atrás. Coisas que nos fazem ser quem somos, vivermos como vivemos e criarmos história, como nossos antepassados criaram. Tudo isso entra na composição de um personagem, na elaboração de uma cena, no traçado das letras.
Escrever é, acima de tudo, demonstrar respeito para com o leitor através de tudo isso. Através do maior esforço possível na recriação do ambiente onde a história se desenrola, no comprometimento com a verossimilhança dos fatos, no cuidado com a prosódia e com a construção do texto, no respeito a inteligência e a sensibilidade do leitor.
Na construção de cada página deste livro - e dos outros que compõem a série - pesquisei em inúmeras e variadas fontes. De livros especializados ao vasto - porém nem sempre confiável - repositório de informações que é a Internet, passando por programas como o Google Earth e o Effel's Arabic Dictionary (para as transliterações), chegando às edições da Saudi Aramco World (thanks for the back issues compilations and posters!) e até mesmo a consultas a Embaixada da Noruega (agradecimentos especiais, pois foram uns amores! - Takk for bøkene!) e ao Cornwall Visit Board (thanks for the maps, guides and pictures!). Ufa!
Não é a toa que o projeto vem caminhando há 5 anos, desde as primeiras linhas de "Fogo Vermelho", esboçadas num caderno que eu usava para tudo-e-mais-alguma-coisa.
Ah sim, esqueci de contar: cronologicamente a saga começa em "O Reino dos Céus", mas o primeiro livro a ser escrito foi o segundo, "Fogo Vermelho". (E eu jamais vou esquecer da Dea da Comunidade Adoro Romances - primeiro espaço cedido aos meus escritos - thanks Lu Zetum! -  me chamando de George Lucas por causa disso, rsss).
Bem, apesar disso tudo, o livro não tem nenhuma pretensão de ser um tratado de História, nem de ser absoluta, total e completamente fiel a todos os fatos. Procurei sim, ter base histórica, mas flexibilizei muita coisa também, em prol do argumento e do caminho que eu queria seguir com cada personagem. No fim, acho que ficou um misto de fatos e ficção e, se muito daquilo nunca aconteceu, ao menos você poderá pensar: "é, mas poderia ter acontecido...".
E, no fim das contas, não para isso que a literatura serve? Para levar cada um de nós a pensar como seria? Para criar a fantasia e fazer dela uma possibilidade?
Obrigada a toda(o)s pelo carinho, pelo incentivo ao longo desses anos e pelos comentários carinhosos deixados aqui, nos Blogs parceiros Romances in Pink e Mulheres Românticas, no portal Radegund-A Saga e na página do Clube de Autores.

BJS da Drica ;-)

sábado, 20 de março de 2010

Leia o livro, veja o filme, ouça a música: Saga "As Cruzadas" de Jan Guillou

Quem me conhece sabe que não resisto a um bom livro com temática histórica, principalmente aqueles ambientados no século XII, que foi a época em que o movimento das Cruzadas atingiu seu ápice. Pois bem, foi assim, através dessa minha paixão, que acabei descobrindo essa série belíssima e maravilhosamente bem escrita pelo sueco Jan Guillou.


São três livros iniciais, que compoem a trilogia "As Cruzadas" mais um "complementar", por assim dizer, chamado "O Legado de Arn".

Mistura de história e ficção, os livros são perfeitamente ambientados, contados numa narrativa onipresente, como se um bardo sentasse a nossa frente e começasse a relatar a incrível saga do cavaleiro Arn de Göthia, desde antes de seu nascimento.

Repletos de informações profundamente pesquisadas, ricos em imagens e descrições que nos levam para "dentro" da história, os livros dessa série me encantaram, ao ponto de ler todos os tres primeiros em menos de quinze dias. E são três livrões, de mais de 500 páginas cada um! Mas leitura boa é assim mesmo. Você nem percebe o volume, só reza para não acabar, porque está ótimo!

No primeiro livro, chamado "A Caminho de Jerusalém", e que tem início em 1150, somos apresentados a aldeia de Arnäs, uma localidade no interior da Suécia. Lá vivem Sigrid e Magnus, casal descendente das mais tradicionais e influentes linhagens suecas. Arn é o filho mais jovem e muito amado de Sigrid. Após um acidente, em que o menino praticamente volta dos mortos, a senhora Sigrid o promete a Igreja em agradecimento por sua vida ter sido poupada.

O menino Arn é entregue aos cuidados dos monges cistercienses (um dia falo para vocês sobre esta fantástica ordem religiosa)  e vai morar no mosteiro de Varnhein. Lá recebe a mais primorosa educação, tanto secular quanto monástica, e conhece o irmão Guilbert, que percebe seu talento para a guerra e passa a treiná-lo no uso das armas. Logo se percebe que o jovem não tem inclinação para a vida monástica e sim, para a cavalaria. Os monges então passam a aspirar para Arn um futuro como cavaleiro defensor da Fé, na Terra Santa.

Arn, no entanto, não está a par desses planos. E aos 17 anos, numa visita a sua casa, acaba envolvido numa das inúmeras tramas políticas e intrigas entre os clãs. Também acaba por conhecer duas irmãs, que disputam seu amor. E numa pérfida armação, o jovem acaba sendo condenado a uma penitência de 20 anos servindo como Templário na Terra Santa.

O segundo livro, "O Cavaleiro Templário", tem início em 1177. Arn de Göthia, agora cavaleiro respeitado e temido - porém tido como muito justo e correto - é conhecido entre os sarracenos como Al-Ghouti. Num incidente, Arn acaba por salvar Saladino - sem saber quem ele é, ou imaginar que um dia se tornaria o maior inimigo do Reino de Jerusalém - de um grupo de bandoleiros. Arn agora tem 27 anos e comanda uma guarnição em Gaza.

Na Suécia, seu grande amor, Cecilia, foi condenada a viver reclusa também por 20 anos, no mosteiro de Gudhem, onde a perversa madre superiora - filha de um clã inimigo -  faz de tudo para infernizar sua vida. É o livro, a meu ver, mais denso e mais triste da trilogia. Os padecimentos de Cecília são muitos, mas sua força e sua fé em Arn e no amor dos dois a mantém viva.

O terceiro livro "O Novo Reino" retrata a volta de Arn para casa, sua luta para poder ficar com sua amada Cecília, o reencontro com sua terra e seus parentes. E também o choque que as inúmeras inovações tecnológicas que ele trás da Terra Santa causa sobre a vida cotidiana e a organização do reino. É um livro rico em informações e curiosidades, além de ser repleto de romance, intrigas e reviravoltas.

"O Legado de Arn" é o quarto livro da saga, lançado alguns anos depois dos tres primeiros, considerado pelo autor o desfecho da trama. Ele se passa entre 1210 e 1266, anos após a morte de Arn. Ele retrata a vida do neto de Arn, Birger Magnusson, que ficou conhecido posteriormente como Birger Jarl (pronuncia-se biriere iarle). Birger foi um cavaleiro popular, general feroz e estadista ferrenho, fundador de Estocolmo e unificador do reino da Suécia. Cheio de recordações dos livros anteriores, e de reflexos de tudo aquilo que Arn de Göthia fez, tanto pelos folkeanos tanto pela Suécia como um todo, é o fechamento perfeito para esse épico de Jan Guillou!


Veja o(s) filme(s):

Lançado no Natal de 2007, considerado o filme mais caro da história da Suécia, Arn Tempelriddaren - Arn - O Cavaleiro Templário - é o primeiro filme baseado na trilogia de Jan Guillou. Dirigido pelo sueco Peter Flinth, com roteiro de Hans Gunnarsson. No elenco estão Joakim Nätterqvuist no papel de Arn, Sofia Helin como Cecilia, Stellan Skarsgård como Birger Brosa e Milind Soman como Saladino.

Como é óbvio, o filme é beeeem resumido com relação aos livros. Detalhes do cotidiano, da infãncia de Arn e de sua vida no mosteiro, são excluídos sem, no entanto, prejudicar o entendimento da trama, nem estragar a história que é contada no livro.
Este primeiro filme engloba os dois primeiros livros da trilogia (até a metade do segundo, mais ou menos) e por isso, muitos detalhes, principalmente das guerras entre os clãs, ficaram de lado. Ele conta da infância de Arn até o "início" de sua volta para casa.
A fotografia é belíssima, as cenas são muito bem escritas, ricas em sentimentos, planos fechados, olhares e falas subentendidas. Joakim Nätterqvuist ficou muito bem no papel de Arn, tanto pelo tipo físico - pois o Arn de Jan Guillou não faz o estilo "macho-alfa" - quanto pela interpretação contida do jovem que tem dentro de si o conflito entre sua habilidade para matar e a alma de um pacificador. Sofia Helin faz uma Cecilia doce, terna, forte e inabalavelmente fiel ao seu amor. Mesmo sob os maiores sofrimentos, ela jamais se deixa alquebrar, confiante de que Arn voltará para buscá-la.
Destaque também para Stellan Skarsgård no papel de Birger Brosa, o conselheiro do rei, líder dos folkeanos - a família de Arn - e um dos maiores articuladores da unificação dos três reinos que formaram a Suécia.



O segundo filme foi lançado em 2008. Arn - Riket Vid Vägens Slut - Arn - O Reino ao Fim da Jornada - e tem basicamente o mesmo elenco, com alguns acréscimos. Nele é contada a volta de Arn para casa, seu reencontro com Cecília e a luta dos dois para ficarem juntos, após tanto tempo de separação. (a cena do reencontro deles é simplesmente emocionante!!!!!)

O filme também mostra o impacto que os novos conhecimentos - e também os imigrantes que Arn trás com eles - terão sobre o cotidiano não só da aldeia de Arn, como também de todo o reino. Numa época em que alianças políticas e lealdades familiares contavam mais do que uma história de amor, Arn e Cecília vão desafiar tudo e todos para poderem obter a recompensa por tantos anos de sofrimento.
Cenas de tirar o fôlego, batalhas espetacularmente bem coreografadas, interpretações primorosas, sem os exageros hollywoodianos, figurino de primeira e fotografia belíssima. Tudo isso somado a uma história espetacular, faz com que esses dois filmes sejam imperdíveis!





Agora, uma novidade: no site IMDB há uma página intitulada 'Arn", com release para 22 de março de 2010. Como o site não dá outros detalhes, e nem consegui descobrir mais nada pela net, fica a pergunta: será que vai rolar mais uma continuação? O quarto livro, talvez? [Drica cruzando os dedinhos]



Ouça a Música:


Propositalmente não comentei sobre a trilha sonora dos filmes, pois havia reservado um lugar exclusivamente para ela. Assim como sou aficcionada por filmes e livros épicos, também adoro suas trilhas sonoras, que geralmente nos fazem entrar totalmente no clima da história.

Com Arn não foi diferente. Mesmo longe de nomes consagrados de Hollywood, como Harry-Gregson Williams e Howard Shore, a trilha original de Arn não deixou nada a desejar. Muito pelo contrário. Composições bonitas, vigorosas quanto tem que ser, tensas quando as cenas pedem, suaves quando o filme fala sobre o amor de Arn e Cecilia.

Criada pelo compositor finlandês Tuomas Kantelinen, a trilha do primeiro filme tem 23 faixas especialmente compostas para o épico. Destaque para Snö, primeira faixa com vocais de Laleh. Lindíssima!


Para o segundo filme, a trilha também foi composta por Kantelinen. A curiosidade aqui fica por conta dos vocais de Marie Fredriksson, vocalista do Roxette. Infelizmente não consegui a capa do segundo Cd para postar no blog. Vou ficar devendo essa.

Outra infelicidade é que, se você quiser ouvir as músicas, vai ter que viajar para a Europa ou baixar nos torrents da vida. No único site em que achei o CD a venda, eles não aceitavam encomendas do Brasil, snif... [ah, eu baixei, rsss]


Espero que tenham gostado do post. Ótimo sábado para vocês.

BJS da Drica ;-)

sexta-feira, 19 de março de 2010

Série Mortal 3: Eternidade Mortal


Hallou pessoal!

Retorno com mais um post da Série Mortal de JD Robb, vulgo Nora Roberts.

Apesar de sempre temer séries muito longas, essa ainda não me decepcionou. O terceiro livro me prendeu do início ao fim.

Outra coisa que me empolgou nele foi o enredo que aborda um tema muito atual. A imortalidade ou, melhor, a busca pela eterna juventude. Misture a isso uma pitada de ganância, drogas, jogos de poder, intriga, inveja, amizade, parceria, justiça e outras cositas mas e teremos um livro pra lá de interessante.

Fora que a tecnologia avançada descrita no livro – melhor, na série toda - é de dar inveja em qualquer nerd e não nerd....rssss. Só sei que eu queria um mega computador como o do Roarke, um autochefe para preparar minha comidinha e que tudo funcionasse por comando de voz...kkkkkkkkk
Ah sim, e na ausência do próprio Roarke não poderia faltar de forma-hipótese-maneira nenhuma um empregado robô, lindooooo de morrer, com uma voz bem sexy...kkkkkkkk

Ok, ok, voltando ao livro... O pano de fundo dele é a busca pela juventude e envolve o mundo fashion – já que o pontapé da história relaciona o primeiro crime com uma modelo e sua busca pela eterna aparecia de frescor – e como lucrar com isso clarooo. Em função do argumento fahsionista da história, NR aproveita para introduzir um novo personagem. Leonardo. Ele é o novo amor de Mavi e estilista que se vê no olho do furacão no início do livro. Depois, quem fica nessa posição privilegiada é Mavis, tornando-se a principal suspeita da(s) morte(s) que ocorre(m).

Well... lendo o livro, admito sem vergonha nenhuma que fico fascinada [e orgulhosa] da lealdade de Eve ao procurar provas da inocência da amiga e ao mesmo tempo seguir o protocolo de forma a não deixar nenhuma brecha para que questionem sua competência ou que demonstre o quanto tudo isso está abalando ela.

Por causa disso e outras questões que apareceram nos livros anteriores, as memórias de Eve ficam mais nítidas. A névoa sobre seu passado desvanece mais um pouco e seus pesadelos são mais claros e perturbadores (Até o empoado Summerset estremece quando presencia um deles. Por falar em Summerset, o fiel mordomo de Roarke tem um pouco do seu passado misterioso descrito pelo nosso ultra-mega-power-up-supra mocinho, dando um gancho para um dos próximos livros.).

Sob alguns aspectos Eve se torna mais humana no decorrer da história, mas não menos forte. E sua necessidade de justiça vai além. Não vou entrar em mais detalhes, para não tirar a curiosidade de quem desejar ler o livro....rssssssss...só um pouquinho, para dar água na boca...kkkkk

Fora que, num plano paralelo, a história mostra ainda o desenrolar e o enrolar do processo para o casamento de Eve e Roarke. Li cenas engraçadas, irritantes e outras muito fofas, como é bem próprio da NR.

Livro super recomendado ;)

Abraços carinhosos!
Lady Apfel

Contemporâneo
Autora: JD Robb
Título Original: Eternity in Death
Publicação no Brasil: Bertrand Brasil

RESUMO
Pandora é uma das top models mais importantes e desejadas do planeta: tem beleza, fama, dinheiro, poder, prestígio, amantes e contatos.

Mas tudo isso deixou de fazer sentido, pois ela está morta.

A modelo foi brutalmente assassinada com um bastão de prata, arma abandonada no local do crime. Seu rosto, de uma perfeição impressionante, desapareceu completamente ao ser esmagado e mutilado pela força de uma série de golpes ferozes e cruéis.

Ninguém sabe quem foi o autor do crime, mas todas as suspeitas pairam sobre Mavis — a melhor amiga de Eve. A tenente não poupará esforços para inocentá-la e encontrar os verdadeiros culpados.


quinta-feira, 18 de março de 2010

Correspondente de Istambul

Olá, pessoas!

Confesso a vocês que demorei propositalmente a vir aqui falar sobre o livro da Elif Shafak, "De Volta a Istambul". Eu havia prometido, nos posts anteriores, fazer uma resenha quando terminasse a leitura. Eu realmente acabei de ler, no final de semana passado, mas precisei de um tempo, e de mais dois livros-pós-livro, para me recuperar do peso das revelações e do desfecho da trama.

Acho que vocês viram, pelos posts que deixei aqui, com trechinhos do livro, que eu estava amando a história. Ela é densa, repleta de nuances, que só percebe quem realmente se dedica a leitura do texto de Elif. O problema é que o livro te envolve de uma tal forma que é difícil não mergulhar na angústia dos personagens, nem sofrer com as revelações que são feitas - principalmente no final.

Ah, então o final é triste? Sim. E não. Eu diria que ele é mais melancólico, como as duas etnias que foram tão magnificamente retratadas pela autora.

Elif Shafak fala com muita delicadeza - mas sem dourar a pílula - sobre a diáspora dos armênios no início do século XX, quando o Império Otomano, sob o governo dos então chamados "Jovens Turcos" promoveu uma limpeza étnica que é considerada, depois do Holocausto dos judeus, a maior da história. A autora mostra, ao longo do texto, como os dois lados enxergam o episódio. Isso tudo é contado indiretamente, através das vidas das famílias Kazancı - turca, habitante de Istambul - e Tchakhmakhchian - armênia, radicada nos EUA.

Pouco a pouco Elif vai tecendo um verdadeiro mosaico, entrelaçando as vidas dos personagens, até chegar ao clímax - totalmente ineperado - que, ironicamente, "une" as duas etnias.

Ao  fim do livro ainda é possível ler uma nota da autora, que conta que foi levada a julgamento pelo governo da Turquia, acusada de "denegrir os turcos", por conta das falas de alguns dos personagens armênios da história.

No fim das contas, leitura super recomendada, livro cinco estrelas!

BJS da Drca ;-)

quarta-feira, 17 de março de 2010

Adestrando Maridos

O post de hoje vem da colaboração, via email, da minha amiga Lady Apfel. Ela garimpou a pérola no Clic RBS. Eu, particularmente, achei a idéia da escitora o máximo (apesar de não ter mais marido, kkkk). Afinal, se o homo sapiens - apesar de sua mania de "se achar" - não passa de mais uma entre tantas espécies que habitam nosso planetinha azul, provavelmente deve responder à técnicas e estímulos semelhantes - ou análogos - aos que nossos companheiros cães, gatos e cavalos também respondem. (E quem nunca topou com um jumento de duas pernas na vida, que atire a primeira pedra!)

Amy Sutherland é a autora de "O que a baleia Shamu me ensinou sobre vida, amor e casamento.", lançado no Brasil pela editora BestSeller, com tradução de Alice Xavier.

No livro a autora conta que, cansada das atitudes do marido, resolveu adotar truques usados para adestrar cachorros, golfinhos e baleias. O resultado, segundo a autora, foi que em dois meses, seu marido ficou mais amoroso e menos briguento.

Então, se está difícil convencer seu marido de que o rolo de papel higiênico NÃO nasce no lugar e de que a roupa suja não levita até a máquina de lavar, que tal usar uma dessas dicas que a Amy dá no livro?



::: Pare de reclamar e gritar: Mulheres adoram reclamar, reclamar e reclamar mais um pouco. O truque, acredita Amy, é parar gritar e adotar o adestramento positivo, a base de carinho e compreensão. A maioria dos treinadores de animais não reclama nem critica, apenas finge que não viu o comportamento ruim. Para eles, as rclamações geram falta de comunicação e agressões.

::: Identifique a "raça" do seu parceiro: Entender como seu amor funciona é o primeiro passo do adestramento. Tentar entender o que ele gosta e o que o irrita é fundamental, diz Amy. Se ele precisa se exercitar diariamente, não atrapalhe sua rotina. Se o computador parece deixá-lo em transe, entenda. São coisas que você nunca vai conseguir mudar.

::: Ignore o comportamento ruim: Pare de reclamar da toalha em cima da cama, dos sapatos jogados pela casa ou da pilha de louça que fica na pia. Os homens, assim como os cachorros, são motivados pelos elogios. Que tal tentar ignorar o que seu parceiro faz de ruim e passar a elogiar o que ele faz de bom? Outra sugestão de Amy é não ajudá-lo a todo momento. Deixe que ele encontre as chaves ou passe aquela camisa.

::: Elogie, elogie e elogie: Não adianta apenas ignorar o comportamento ruim. Faça elogios - muitos, se possível - principalmente quando ele para de fazer algo irritante. Os elogios desarmam os homens, deixando-os mais receptivos e abertos a conversas sobre relacionamentos.

::: Ofereça brindes: Cachorros adoram petiscos, homens adoram recompensas. Simples assim. É sempre bom fazer trocas inteligentes. Você quer passar horas no shopping com seu marido? Combine de levá-lo para almoçar em seu restaurante favorito. Se ele está atolado de trabalho, que tal comprar umas guloseimas?

::: Tenha paciência: Um animal só aprende após muita repetição. Um filhote de cachorro, por exemplo, demora 10 semanas de prática diária para assimilar um novo comando. Demora mais ainda para aprender se as mensagens forem confusas ou contraditórias. O mesmo acontece com o homem. Simplifique os pedidos, fale de maneira clara e repita a mensagem sempre que precisar.
Depois, me contem os resultados!

BJS da Drica ;-)

terça-feira, 9 de março de 2010

Um Clube Muito Diferente

"Clube sm.(...) 4 - associação de pessoas que tem por objetivo a consecução de determinado propósto ou fim comum(...)" Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa.
Em setembro do ano passado, num bate-papo com minhas amigas no MSN, comentei minha frustração com relação a possibilidade de publicar meus livros aqui no Brasil.
Dias antes eu havia publicado - mais por realização de um sonho do que por qualquer outra coisa - no Lulu, site internacional de self-publishing. No entanto, apesar das ferramentas muito práticas e do layout bacana do site, o custo para imprimir e adquirir um exemplar que fosse, apenas para mim, era bastante alto. Sendo assim, disse a elas o quanto ficava chateada com isso, pois eu sequer poderia encomendar cópias para mim, ou para as pessoas que gostaria de presentear.
No dia seguinte, ao abrir minha caixa de emails, uma de minhas amigas - lady Val, também colaboradora deste blog - mandou uma mensagem, da qual me lembro da seguinte frase: "Drica, você já viu isso daqui? http://clubedeautores.com.br/"
A partir deste dia, começou minha aventura. Entrei no site e logo comecei a usar as ferramentas - que na época ainda eram um pouco mais limitadas - e em pouco tempo estava com meu livro pronto, na prateleira virtual da livraria.
Fou um momento de grande realização, pois eu sabia que meus livros - seis ao todo, só na saga Radegund - dificilmente seriam publicados logo de cara por uma editora de grande porte. E uma tiragem sob demanda estava fora de cogitação: como são livros grandes - mais de 400 páginas cada um - os orçamentos ficavam estre astronômicos e estratosféricos! Sem falar que, a maioria das editoras costuma editar (mutilar) os textos de novos autores (e até mesmo dos consagrados) e dificilmente seu trabalho sai como você quer. E como sou detalhista, uma vírgula sequer que fosse mudada nas minhas histórias acabaria influenciando no resto. Enfim...
Hoje estou com dois livros publicados pelo site, o épico medieval "O Reino dos Céus", primeiro volume da saga Radegund, e "Oportunidade", romance de suspense publicado sob o pseudônimo de Zelda Howard Zee (a moça que mora do lado do avesso do meu cérebro, rsss).


Planos para o futuro? Lançar ainda nesse semestre o segundo volume da saga Radegund, pelo Clube. E, ainda este ano, finalizar e publicar a sequência de Oportunidade. Tudo pelo Clube, é claro!
BJS da Drica ;-)

segunda-feira, 8 de março de 2010

Ubi Gaius, tu Gaia

Garotas,
hoje é o dia Internacional da Mulher. Nos meus scraps do Orkut recebi vários recadinhos, comemorando a data e me desejando felicidades pelo dia. Eu agradeço a todos, pois sei que foram enviados com sinceridade. Mas, nesta data, sempre me pego a pensar: porque apenas no dia 8 de março, nós mulheres nos congratulamos mutuamente, e não em todos os dias de nossas existências?
Porque apenas no dia 8 de março de cada ano recebemos uma rosa no trabalho, ao invés de recebermos, ao longo de todo ano, o salário justo e digno, igual aos dos nossos colegas do sexo masculino que ocupam as mesmas posições que nos ocupamos? Porque ao invés de confraternizações ao fim do expediente, - com um bolo fatalmente decorado com glacê cor-de-rosa, como se todas nós tivéssemos nascido com essa cor grudada em nossos genes - nós não recebemos o reconhecimento pelos nossos esforços de mantermos em dia nossas metas e tarefas, apesar da dupla jornada a que a maioria de nós é submetida? Francamente, apesar de saber que a coisa é feita com a melhor das intenções, tanta balela enche meu inexistente saco.
É como se, num laivo de condescendência, o universo masculino em que vivemos nos dedicasse um diazinho ao ano para dizer: olhem, elas também são gente! E depois disso, deveríamos estampar um sorriso no rosto, agradecidas e comovidas pela lembrança, colocando embaixo do braço nossas rosas, nossos bombons e uma fatia de bolo.
Ouvi hoje uma historinha interessante, que ilustra bem o que quero dizer com esse post.
Contou uma colega de trabalho que o marido a chamou pela manhã, quando já saía apressada para desempenhar as "milhões de tarefas do dia". Ela, atrasada "como sempre" (pois esposa,-mãe-dona-de-casa-abastecedora-oficial-de-despensa-trabalhadora está sempre atrasada), voltou da porta e perguntou: "o que foi?"
O marido, sorrindo, se aproximou dela e disse: "deixa eu te dar um beijo, pelo menos hoje." E a minha colega, inocentemente, perdida nas datas, perguntou: "por que hoje?" E o cínico marido (deveria ser pendurado de cabeça para baixo pelas "partes") respondeu: "Ah, porque hoje é o seu dia, o resto do ano é meu!"
Bem, infelizmente o marido da minha colega tem razão. Nos outros 364 dias do ano os dias são dos homens, por assim dizer.
Nesses outros dias, os que vieram antes, e os que virão depois de hoje, continuaremos a trabalhar mais ganhando menos. Cabelereiras continuarão a ser assassinadas no trabalho por ex-maridos encrenqueiros. Garotas continuarão a sofrer mutilação genital na Somália, e em outros países da África. Meninas continuarão a ser aliciadas no Norte e no Nordeste do Brasil - principalmente - por exploradores sexuais. Adolescentes ainda serão escravizadas por padrões de beleza anoréxicos e surreais. Mulheres acima dos quarenta, livres e independentes, ainda serão olhadas com desconfiança quando saírem com um rapaz bem mais jovem, ao passo que seus pares do sexo oposto, na mesma situação, receberão tapinhas nas costas, sorrisos maliciosos e o título de "tios" e "garanhões".
Ou seja, a menos que a própria mentalidade feminina evolua, parando de replicar em seus filhos os padrões aprendidos pelas avós de nossas avós, perpetuando a visão androcêntrica do mundo, a maioria de nós continuará restrita a um dia no calendário. Nos outros, ou nos contentamos com o segundo lugar, ou trabalhamos o dobro para provarmos que somos capazes.
Ah, o que quer dizer o título do post?
"Ubi gaius, tu Gaia" é um princípio romano, uma forma de estabelecer a igualdade jurídica entre marido e mulher. A frase era o encerramento do rito do matrimônio e mostrava que, a partir dali, homem e mulher se estabeleciam como pares e iguais, como os dois lados de uma mesma moeda: Onde eu sou Gaio, tu és Gaia.

BJS da Drica ;-)

domingo, 7 de março de 2010

Escreva ou morra!

É isso mesmo, você leu certo aí em cima! O site "Write or Die", de autoria de um certo Dr Wicked, oferece um programinha que promete fazer qualquer escritor hesitante, empacado, desestimulado e até mesmo bloqueado, entrar no prumo e escrever!
Eu mesma experimentei e achei a coisa toda uma diversão. Bem, pode até ser que o cara tenha criado o programa com intenções sérias, mas o máximo que conseguiu tirar de mim foram boas risadas! E olhem que eu coloquei o nível de sensibilidade do programa em "Evil" e as consequências em "Kamikaze Mode"!
Ele funciona da seguinte forma: você preenche um formulário na página inicial do site onde informa quantas palavras quer que tenha o seu texto e em que prazo deverá terminá-lo. Daí, ajusta a sensibilidade do programa, ou seja, o nível de "estímulo" que ele vai lhe dar quando achar que está fazendo corpo-mole. Prepare-se para telas que mudam de cor, sons estapafúrdios e outras coisitas mais.
No fim das contas, é uma brincadeira divertida. E você ainda pode conhecer o site do Dr Wicked, repleto de idéias que flutuam entre o estapafúrdio e o bizarro!
BJS da Drica ;-)

Mais de Istambul

Achei este trecho de 'De Volta a Istambul" tão bonito, tão delicado, que não resiti a compartilhar com vocês:

"Petite-Ma nasceu em Tessalônica. Era ainda menina quando emigrou com a mãe viíva para Istambul em 1923. A época em que chegara à cidade era inconfundível, pois coincidira com a proclamação da república turca moderna.
- Você a república chegaram juntas a esta cidade. Eu estava esperando desesperadamente pelas duas - disse-lhe amorosamente seu marido Rıza Kazancı anos depois - Vocês acabaram com o velho regime para sempre, o do país e o da minha casa. Quando você chegou, minha vida ficou iluminada.
- Quando eu cheguei você era triste, mas forte. Eu lhe trouxe alegria, e você me deu força. - devolveu Petite-Ma."
Daí para frente, a autora conta a linda história de amor entre Petite-Ma e Rıza, um homem 33 anos mais velho do que ela. Não tem o tom dos romances mais açucarados, do estilo chick-lit. A doçura é mais insinuada, mais delicada, mas nem por isso menos profunda.

O livro tem me surpreendido a cada página. Eu não conhecia a autora, então, comecei a ler completamente no escuro. Recomendo totalmente, pois cada linha vale a pena.

BJS da Drica ;-)

sábado, 6 de março de 2010

Sorteio no Menina da Bahia: A dieta das chocólatras - Carole Matthews

O post da Nat já começa assim:
Duas observações antes de você iniciar esse livro: 1 - você corre o risco de engordar mentalmente, no mínimo, 05 quilos, isso se você não resistir e comer realmente chocolate; 2- serão os quilos ganhos mais felizes de sua vida. - Natália Alexandre, dona deste blog."
 Bem, nem tem como não se interessar pelo livro! Eu já estou participando do sorteio. E vocês?

BJS da Drica ;-)

quinta-feira, 4 de março de 2010

Estou lendo: "De Volta A Istambul"

"De Volta a Istambul", de Elif Shafak, conta a história de Asya e Armanoush, duas jovens unidas por raízes étnicas em comum, buscando as próprias identidades. O livro é construído em pequenos pedaços, como se fosse um mosaico, recheado de filosofia e temperado com a mais fina ironia. Hoje cheguei a um trecho em que Asya conversa com seus conhecidos do café Kundera (a parte em que a autora aborda as inúmeras e estaáfurdias razões de o café ter este nome é muito divertida). Numa parte da conversa, em que um dos personagens fala sobre a liberação do consumo de álcool na Turquia (que é um pais essencialmente muçulmano), a autora saiu-se com esta pérola.  

"É graças ao álcool que há algo parecido com democracia na Turquia!".

O contexto? leia para saber, rsss. E agora, na página 99, acabo de me reconhecer na personagem Armanoush:
"Armanoush Tchakhmakhchian observou o caixa da livraria 'A Clean Well-Lighted Place for Books' colocar, um por um, os 12 romances que acabara de comprar numa bolsa de lona, enquanto esperavam o cartão de crédito ser processado. Quando finalmente o recibo lhe foi entregue, ela assinou, tentando não olhar para o total. Mais uma vez gastara todas as economias mensais com livros! Era uma verdadeira rata de biblioteca"
E quem aí não se reconheceu, que atire o primeiro livro!!!!!!
Bem, vou continuar lendo. E com certeza, vou voltar aqui para comentar sobre ele mais uma vez.

BJS da Drica!

terça-feira, 2 de março de 2010

Garotas Plus-size são mais felizes: será que o mundo está descobrindo o que você já sabia?

Depois de ler três reportagens, publicadas em datas diferentes no blog 7x7 e no Globo On Line, eu comecei a acreditar que estou diante mesmo de uma tendência - e não de um surto de "politicamente correto", como twittou minha amiguinha Na Muniz.

A primeira reportagem falava da repercurssão da mulher da página 194. Eu explico.

Na edição de stembro de 2009, da revista americana Glamour, ilustrando uma reportagem sobre auto imagem, estava a foto (linda) da modelo plus-size Lizzi Miller.

Sorridente, vestindo uma calcinha ínfima e ostentando uma barriguinha normal, daquelas que eu, você e a torcida do Flamengo também temos, ela se tornou uma verdadeira sensação. Isso porque nós NUNCA vemos mulheres normais nas páginas de uma revista de moda.

Nada contra a bela Giselle e outras tops de suas estirpe. Mas, convenhamos. Quem COMPRA moda e SUSTENTA a indústria não são os ínfimos e inexpressivos 0,000-qualquer-nano-quantidade-por-cento de sílfides da população mundial e sim, NÓS, poderosas, absolutas e dignas representantes do sexo feminino. Nós, com nossas TPMs, nossas celulites, estrias, gordurinhas, gramas e outras redundâncias que nos fazem sermos nós mesmas.

Depois da Lizzie, topei com a reportagem - também no 7x7, já de uns meses atrás - que falava sobre o livro de outra top plus size, a Crystal Renn.

Crystal era uma garota do interior que foi descoberta por um olheiro. O cara sugeriu que se a moça emagrecesse 30kg (!!!) faria sucesso como modelo em NY.

Nem preciso dizer que a partir daí a Crystal comeu (ou melhor, não comeu) o pão-que-o-diabo-amassou-com-o rabo. Depois de ser esculachada pelo povo do mundamoda, a modelo deu a volta por cima, assumiu suas curvas e, voilá, ganhou até um Jean Paul Gaultier ex-clu-si-vo!

Bem, e depois dessas duas histórias muito bacanas, hoje me deparei com mais uma reportagem, falando sobre o novo romance da Danielle Steel, a rainha das lágrimas.

E, quem diria, Mrs Steel se rendeu à tendência - e a "fome" mundial (sorry, mas não resisti ao trocadilho) - de heroínas normais.

No livro intitulado "Big Girl", a protagonista tem problemas com o peso. E, segundo a entrevista que a Danielle deu para o jornal USA Today, a protagonista NÃO vai emagrcer-para-ser-feliz-para-sempre. Ah, essa eu quero ver!

BJS da Drica!!!