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Mostrando postagens de Junho, 2010

Ensaio Sobre a Saudade

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Morreu hoje, em sua casa, aos 87 anos, o escritor português José Saramago. De acordo com Zeferino Coelho, seu editor, Saramago vinha sofrendo de problemas respiratórios já há algum tempo.
Autodidata - numa comprovação de que alguém não precisa necessariamente de um diploma para ser genial - Jose Saramago foi serralheiro, mecânico, desenhista industrial e gerente de produção em uma editora, antes de se dedicar definitivamente ao mundo das letras.
Eu poderia continuar escrevendo aqui sobre a história deste homem brilhante, gênio da prosa em Língua Portuguesa e responsável por torná-la visível ao resto do mundo. Mas eu confesso que me faltam palavras porque, como escritora, estou me sentindo órfã. Com a partida de Saramago para o mesmo panteão de deuses onde moram Eça, Machado e Camões, fica uma lacuna gigantesca na literatura. Quem irá agora nos brindar com ensaios instigantes, textos que revolvem a alma e os sentimentos e que inspiram tantas vidas? Quem irá transmutar o Jesus-Deus em J…

Gênero Lírico

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Por Anne MarieComo vimos AQUI, os Gêneros Literários foram classificados em três: Lírico, Épico ou Narrativo e Dramático. Neste post, veremos um pouco mais do Gênero Lírico. Sua representação é expressa, geralmente, por meio da poesia (versos) embora nem sempre um poema seja categorizado como lírico. Para fazer parte da panelinha, o poema precisa retratar a subjetividade do autor. Ou seja, sua melancolia, sua alegria, seu amor, seu sofrimento e assim por diante. Isto é chamado de eu-lírico (que butitinho).A poesia lírica teve varias denominações, mas a que colou foi a seguinte: Os gregos - para variar estilosos como só eles – costumavam compor usando a lira como apoio para inspiração. Este instrumento musical, quando tocado adequadamente, libera um som muito delicado e quase celestial (daí muitos filmes e imagens com anjos serem retratados usando a lira, entende?...rs). .Bom, com o tempo, toda forma de composição poética, no qual predominava os sentimentos do autor (alegria, tristeza,…

Crônicas – A degustação

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No post AQUI, comentei sobre o livro “A longa marcha dos grilos canibais e outras crônicas sobre a vida no planeta Terra”, de Fernando Reinach, e AQUI sobre a aquisição dele.Comecei a ler lentamente o livro. Digo lentamente, porque, sendo um conjunto de crônicas é o tipo de leitura de cabeceira que você vai degustando aos poucos. Cada dia uma crônica. Cada dia uma reflexão.Os textos são curtos – em torno de 2 páginas por crônica; um apanhado publicado pelo autor nas colunas semanais do jornal O Estado de S. Paulo, entre 2004 e 2009.O livro é dividido em onze capítulos ou, pode-se dizer, onze grandes temas: Ambiente; Florestas; Sexo; Comportamento; Mente; Humano; Passado; Arte; Alimentação; Tecnologia; e Política. Essa organização permite que o leitor escolha qual a temática deseja ler e, por consequência, qual a crônica com que vai se deleitar. Gostei desse formato, pois posso ler sem qualquer preocupação, a não ser o de aproveitar aquele momento de conhecimento e diversão.Digo isso …

Histórias de Sandro Moreyra - Sandro Moreyra

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Em tempo de Copa do Mundo, o Catalivros faz uma postagem especial ligada ao tema mais falado desse país: o futebol. E ainda que eu não seja uma expert no assunto, nem torcedora fanática - embora o Mengão more no meu coração - eu me diverti muito lendo este livro do jornalista e cronista Sandro Moreyra. Aliás, ainda me divirto, pois de vez em quando eu dou uma folheada nele só para dar risadas.
O livro é bem antigo, uma raridade de 1985 (uma edição especial de 12.000 exemplares), e eu não tenho a menor noção de como ele veio parar em minhas mãos. Foi escrito a partir das colunas que Sandro publicava desde 1981 na revista Placar e no Jornal do Brasil e é repleto de histórias da época do futebol arte. Uma coletânea de situações impagáveis envolvendo os personagens clássicos do mundo do futebol: o jogador interiorano e ingênuo, o técnico tacanho, o comentarista sem noção, o "cartola", o coronel, o juiz, a mãe do juiz...
"Jogavam o Tinguá e o Esperança, briosas equipes do in…

O Reino dos Céus no I Concurso de Literatura do Clube de Autores

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É isso aí, pessoal. meu livro, "O Reino dos Céus", está concorrendo ao I Prêmio de Literatura Contemporânea do Clube de Autores, editora pelo qual foi publicado. E eu, naturalmente, espero que vocês, leitores e leitoras assíduos do blog, deem seu voto a ele.
Como é que faz para votar? Fácil; clique AQUI e siga as intruções!

CONTO com VOCÊS!

BJS da Drica ;-)

les! entrevista Drica

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Pois é, acho que estou começando a ficar famosa, rsss.
Essa semana o site les! - Literatura é Show!, do professor Jose Ricardo Lima - especializado em Linguagens, Códigos e suas Tecnologias - me convidou para falar um pouco sobre meu trabalho como escritora e especialmente sobre a Saga Radegund. A entrevista na íntegra você lê AQUI.

Akelon: um novo mundo - Junior Menezes

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Fazia bastante tempo que eu não lia um livro de ficcção científica. Um genuíno, naquele estilão mesmo de viagens intergalácticas, batalhas espacias, planetas distantes e por aí afora. Então, quando o Junior Menezes mandou o livro dele (com um bilhete super-fofo!) eu meio que voltei para minha época de garota. Meu lado trekker de carteirinha berrou bem alto e eu me apeguei com a história.
O livro todo é um enorme exercício criativo. Nele o autor criou um novo mundo MESMO! Akelon, um planeta distante e habitado por raças humanóides, tem sua própria história, além de costumes, paisagens, tecnologias e tudo o mais que se possa imaginar. Tudo isso concebido pela mente do escritor. E como ele escreve numa linguagem acessível, voltada para o público mais jovem, fica bem fácil visualizar a cosmpolita Labinea - o coração de Akelon - e toda sua gente.
A história pode ser dividida em duas etapas. No início, onde praticamente não há diálogos, o leitor vai sendo apresentado a Akelon, a sua histór…

Gêneros Literários: Isso se come?*

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Por Anne MarieQuando um indíviduo descobre que determinada pessoa possui algum hábito de leitura, geralmente dispara a famigerada pergunta: o que você lê (quase como se não acreditasse)?Os que gostam de ler, citam alguns dos seus autores, e que são de conhecimento público, bem como alguns de clássicos, a exemplo de Shakespeare (adorooo A Megera Domada, escrita por ele rs). Há ainda quem responda coisas do tipo: “leio de tudo um pouco”, “leio o que cai em minhas mãos” ou “leio de tudo, até bula de remédio”. Realmente, há quem faça isso. Mas são poucos, pode acreditar...Bom, os reles mortais – leia-se a maioria de nós – desenvolvem afinidades por um ou mais gênero da literatura.Mas, que raio é isso de Gênero Literário? Se come? Se bebe?Para esclarecer um pouco, nada melhor do que o bom e velho amansa burro dicionário. Segundo o Michaelis, é possível encontrar a seguinte definição: “Maneira característica de expressão que distingue as obras de um autor ou dos autores de uma época. Assunt…