Prateleiras

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Ensaio Sobre a Saudade

Morreu hoje, em sua casa, aos 87 anos, o escritor português José Saramago. De acordo com Zeferino Coelho, seu editor, Saramago vinha sofrendo de problemas respiratórios já há algum tempo.
Autodidata - numa comprovação de que alguém não precisa necessariamente de um diploma para ser genial - Jose Saramago foi serralheiro, mecânico, desenhista industrial e gerente de produção em uma editora, antes de se dedicar definitivamente ao mundo das letras.
Eu poderia continuar escrevendo aqui sobre a história deste homem brilhante, gênio da prosa em Língua Portuguesa e responsável por torná-la visível ao resto do mundo. Mas eu confesso que me faltam palavras porque, como escritora, estou me sentindo órfã. Com a partida de Saramago para o mesmo panteão de deuses onde moram Eça, Machado e Camões, fica uma lacuna gigantesca na literatura. Quem irá agora nos brindar com ensaios instigantes, textos que revolvem a alma e os sentimentos e que inspiram tantas vidas? Quem irá transmutar o Jesus-Deus em Jesus-Homem, quem poderá nos enlouquecer com longos períodos sem nenuma pontuação e, ao mesmo tempo, nos estimular a devorar com avidez cada uma daquelas linhas?
Saramago, o homem que aos 87 anos planejava mais um romance porque achava que "ainda tinha algo a dizer", vai deixar um legado de mais de 30 obras, entre romances, ensaios, poesia e teatro. Deixa também seus leitores, admiradores e fãs com olhar perdido no horizonte, ainda meio sem quererem acreditar, numa última obra, a da partida, talvez o rascunho de um "Ensaio sobre a Saudade".

BJS da Drica :-(

terça-feira, 15 de junho de 2010

Gênero Lírico

Por Anne Marie

Como vimos AQUI, os Gêneros Literários foram classificados em três: Lírico, Épico ou Narrativo e Dramático.

Neste post, veremos um pouco mais do Gênero Lírico. generolirico

Sua representação é expressa, geralmente, por meio da poesia (versos) embora nem sempre um poema seja categorizado como lírico. Para fazer parte da panelinha, o poema precisa retratar a subjetividade do autor. Ou seja, sua melancolia, sua alegria, seu amor, seu sofrimento e assim por diante. Isto é chamado de eu-lírico (que butitinho).

 apollo1614

A poesia lírica teve varias denominações, mas a que colou foi a seguinte: Os gregos - para variar estilosos como só eles – costumavam compor usando a lira como apoio para inspiração. Este instrumento musical, quando tocado adequadamente, libera um som muito delicado e quase celestial (daí muitos filmes e imagens com anjos serem retratados usando a lira, entende?...rs).

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Bom, com o tempo, toda forma de composição poética, no qual 20070418klplyllic_11.Ies.SCOpredominava os sentimentos do autor (alegria, tristeza, amor,  esperança...eu-lírico, lembra?), acabou sendo chamada de lírica ou gênero lírico.

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barraflores

No post AQUI apresentamos também os exemplos atribuídos ao Gênero Lírico: Sonetos, Odes, Elegia, Madrigal, Sátira, Balada. Conheça, então, um soneto shakespeariano:

 

Soneto 18 - Shakespeare

Devo igualar-te a um dia de verão?
Mais afável e belo é o teu semblante:
O vento esfolha Maio inda em botão,
Dura o termo estival um breve instante.

Muitas vezes a luz do céu calcina,
Mas o áureo tom também perde a clareza:
De seu belo a beleza enfim declina,
Ao léu ou pelas leis da Natureza.


Só teu verão eterno não se acaba
Nem a posse de tua formosura;
De impor-te a sombra a Morte não se gaba
Pois que esta estrofe eterna ao Tempo dura.


    Enquanto houver viventes nesta lida,
    Há-de viver meu verso e te dar vida.

barraflores

Resumindo: segundo Schocair (s/d), o Gênero Lírico emprega emoção pessoal (lembrando, outra vez, eu-lírico); é subjetiva; sem ação; e não há personagens.

 

Referencial

KAVORKA. Soneto 18, Shakespeare. In Blog Obscured By Clouds. 06/01/2007. Disponível em:  http://kavorka.wordpress.com/2007/01/06/154-sonetos-soneto-18 . Acessado em 14 jun 2010.

SCHOCAIR. Nelson Maia. Gêneros Literários. s/d. Disponível em: static.recantodasletras.com.br/arquivos/392840.doc. Acessado em 12 out 2009.

Wikipédia: Gêneros literários. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/G%C3%AAnero_liter%C3%A1rio . Acessado em 12 out 2009.

 

domingo, 13 de junho de 2010

Crônicas – A degustação

No post AQUI, comentei sobre o livro “A longa marcha dos grilos canibais e outras crônicas sobre a vida no planeta Terra”, de Fernando Reinach, e AQUI sobre a aquisição dele.

Comecei a ler lentamente o livro. Digo lentamente, porque, LongaMarcha sendo um conjunto de crônicas é o tipo de leitura de cabeceira que você vai degustando aos poucos. Cada dia uma crônica. Cada dia uma reflexão.

Os textos são curtos – em torno de 2 páginas por crônica; um apanhado publicado pelo autor nas colunas semanais do jornal O Estado de S. Paulo, entre 2004 e 2009.

O livro é dividido em onze capítulos ou, pode-se dizer, onze grandes temas: Ambiente; Florestas; Sexo; Comportamento; Mente; Humano; Passado; Arte; Alimentação; Tecnologia; e Política.

Essa organização permite que o leitor escolha qual a temática deseja ler e, por consequência, qual a crônica com que vai se deleitar. Gostei desse formato, pois posso ler sem qualquer preocupação, a não ser o de aproveitar aquele momento de conhecimento e diversão.

Digo isso porque os textos são curiosos, com informações científicas na medida certa para dar aquele quero-saber-muito-mais-então-vou-procurar. Seu formato não tem nada de pedante, típico dos textos excessivamente técnicos, nos quais somente os que estudam/trabalham na área conseguem desvendar.  Quem é acostumado e ler artigos científicos perceberá que as crônicas possuem o mesmo “corpo”, mas sua linguagem é legível a todas as pessoas. Desse modo, Fernando Reinach oportuniza ao grande público entender a ciência num contexto rico, interessante e acessível.

Mesmo com textos curtos, Reinach consegue apresentar os experimentos e seus resultados (inclusive citando a fonte no final de cada crônica para maiores informações) e as conclusões de seu prório raciocínio (na apresentação do book, o autor se refere aos seus “delírios da imaginação”…rs). 

Dois exemplos desses delírios que considerei muito racionais:

“É a prepotência do bicho-homem, que descobriu a ética, a ecologia e sofre da culpa de estar alterando os ambientes em que vive. Nossas tentativas de manipular ecossitemas complexos são provavelmente inúteis. Assim como os furacões, o instinto de reprodução e a competição entre as espécies são forças poderosoas demais para ser controladas. Se desejamos restingir nosso impacto no planeta, o melhor é controlar o número de humanos  suas atividades predatórias. O erro é acreditar que nossa capacidade de destruir ecossistemas nos habilita a controlar a interação entre os seres vivos e o meio ambiente.” (Tema: Ambiente - Crônica: Extermínio em curso no Pacífico, pg 17)

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“Ao contrário dos computadores, que a cada ano ficam melhores e mais baratos, os medicamentos, a cada ano, se tornam melhores e mais caros. Enquanto a sociedade acreditar que uma vida não tem preço, as companhias farmacêuticas vão continuar a sustentar que um remédio novo, potencialmente melhor, também não tem preço.

Quanto você acha que a Intel cobraria por uma nova versão de seus processadores se a sociedade acreditasse que um aumento na velocidade do computador, por menor que fosse, não tivesse preço?”(Tema: Política - Crônica: Dar valor à vida, em reais, pg 372)

São abordagens que você pode concordar ou não, mas com certeza fará você dar aquela parada para pensar no assunto.

Finalizando. Quem deseja um livro interessante, curioso, versátil – afinal, ele trata desde ambiente até política – para ler, precisa olhar mais de perto a edição de “A longa marcha dos grilos canibais e outras crônicas sobre a vida no planeta Terra”, Fernando Reinach. #ficadica

Abraços carinhosos,

Lady Apfel

Histórias de Sandro Moreyra - Sandro Moreyra

Em tempo de Copa do Mundo, o Catalivros faz uma postagem especial ligada ao tema mais falado desse país: o futebol. E ainda que eu não seja uma expert no assunto, nem torcedora fanática - embora o Mengão more no meu coração - eu me diverti muito lendo este livro do jornalista e cronista Sandro Moreyra. Aliás, ainda me divirto, pois de vez em quando eu dou uma folheada nele só para dar risadas.
O livro é bem antigo, uma raridade de 1985 (uma edição especial de 12.000 exemplares), e eu não tenho a menor noção de como ele veio parar em minhas mãos. Foi escrito a partir das colunas que Sandro publicava desde 1981 na revista Placar e no Jornal do Brasil e é repleto de histórias da época do futebol arte. Uma coletânea de situações impagáveis envolvendo os personagens clássicos do mundo do futebol: o jogador interiorano e ingênuo, o técnico tacanho, o comentarista sem noção, o "cartola", o coronel, o juiz, a mãe do juiz...
"Jogavam o Tinguá e o Esperança, briosas equipes do interior cearense. Soprando o apito o presidente do Tinguá, coronel Fagundes, aliás promotor do amistoso, parte das festanças comemorativas de seus 60 anos. Jogo duro, igual até a meia hora do segundo tempo. Aí o Esperança tomou conta do campo, obrigando o coronel a usar e abusar de uma parcialidade escandalosa.
E eis que, aos 42 minutos, o centroavante visitante dribla os zagueiros e parte veloz para o gol. Silva o apito do coronel.
- O que foi ? - perguntam os do Esperança.
- Excesso de velocidade.
- Mas isto não existe!
- Passa a existir. Vocês são bestas? Então pensam que eu convido, pago o ônibus, dou almoço, cachaça e cerveja para depois deixar saírem daqui calmamente com a taça comprada também com o meu dinheiro? Ora sebo!"

Muitas das histórias são verídicas, outras realmente deixam dúvidas se são fatos ou apenas causos. Uma das personalidades mais citadas no livro é Mané Garrincha. Além dele, Sandro faz a gente matar as saudades de figuras antológicas como Pelé, Feola, Marinho e Manga, os radialistas Mário Vianna e Waldir Amaral e Ari Barroso que, além de compositor e Flamenguista doente, também foi locutor esportivo.
Sandro Moreyra era filho do poeta e jornalista Álvaro Moreyra e de Eugênia Moreyra, uma das primeiras militantes do feminismo no Brasil. O cronista era pai da jornalista da Rede Globo, Sandra Moreyra, e morreu em 1987. No filme Garrincha, A Estrela Solitária, seu personagem foi interpretado pelo ator Henrique Pires.

FICHA TÉCNICA:
Histórias de Sandro Moreyra
Editora JB, 1985

127 páginas

SINOPSE:
Sandro Moreyra foi um brilhante jornalista esportivo carioca.
Sandro escrevia uma coluna diária muito lida no Jornal do Brasil. Jornalista divertido e irreverente, ficou famoso escrevendo histórias, onde seus personagens favoritos eram dirigentes, treinadores e jogadores de futebol.
A ignorância do goleiro Manguinha e a ingenuidade de Mané Garrincha eram assuntos quase que diários em suas crônicas.
Amigo íntimo de Nelson Rodrigues e João Saldanha, fazia parte da resenha esportiva Facit, a mais famosa mesa redonda da TV
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segunda-feira, 7 de junho de 2010

O Reino dos Céus no I Concurso de Literatura do Clube de Autores

É isso aí, pessoal. meu livro, "O Reino dos Céus", está concorrendo ao I Prêmio de Literatura Contemporânea do Clube de Autores, editora pelo qual foi publicado. E eu, naturalmente, espero que vocês, leitores e leitoras assíduos do blog, deem seu voto a ele.
Como é que faz para votar? Fácil; clique AQUI e siga as intruções!

CONTO com VOCÊS!

BJS da Drica ;-)

domingo, 6 de junho de 2010

les! entrevista Drica

Pois é, acho que estou começando a ficar famosa, rsss.
Essa semana o site les! - Literatura é Show!, do professor Jose Ricardo Lima - especializado em Linguagens, Códigos e suas Tecnologias - me convidou para falar um pouco sobre meu trabalho como escritora e especialmente sobre a Saga Radegund. A entrevista na íntegra você lê AQUI.

sábado, 5 de junho de 2010

Akelon: um novo mundo - Junior Menezes

Fazia bastante tempo que eu não lia um livro de ficcção científica. Um genuíno, naquele estilão mesmo de viagens intergalácticas, batalhas espacias, planetas distantes e por aí afora. Então, quando o Junior Menezes mandou o livro dele (com um bilhete super-fofo!) eu meio que voltei para minha época de garota. Meu lado trekker de carteirinha berrou bem alto e eu me apeguei com a história.
O livro todo é um enorme exercício criativo. Nele o autor criou um novo mundo MESMO! Akelon, um planeta distante e habitado por raças humanóides, tem sua própria história, além de costumes, paisagens, tecnologias e tudo o mais que se possa imaginar. Tudo isso concebido pela mente do escritor. E como ele escreve numa linguagem acessível, voltada para o público mais jovem, fica bem fácil visualizar a cosmpolita Labinea - o coração de Akelon - e toda sua gente.
A história pode ser dividida em duas etapas. No início, onde praticamente não há diálogos, o leitor vai sendo apresentado a Akelon, a sua história e a eterna disputa entre as duas principais raças que o habitam - os humanitons e os kechanianos. Nessa primeira fase é onde o autor fez toda a contextualização que leva ao conflito definitivo onde, em alguns parágrafos, podemos ler algumas metáforas que remetem aos conflitos atuais em nosso mundo, como o que se desenrola há séculos na Palestina.
Na história também temos o romance entre Sarah e Nicky, os protagonistas da "segunda fase". E um final que surpreende.
Além das ilustrações feitas pelo próprio autor, no final do livro o leitor ainda encontra um glossário, que o ajuda a entrar no clima de Akelon e de seus conflitos.
No fim das contas, uma leitura bem gostosa para quem curte variar o gênero.

FICHA TÉCNICA:
Akelon: um novo mundo
Autor: Junior Menezes
Publicação: Clube de Autores
162 páginas
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SINOPSE:
As Profecias...
E cumpriu-se assim o que estava escrito nas antigas profecias dos Deuses Sagardos de Akalanuss; o santuário galáctico. São palavras de Niremóides, o deus supremo da galáxia, que a paz e a liberdade em Akelon viriam por meio das mãos de uma jovem de cabelos negros e olhar profundo; uma paz que duraria três mil anos. Após isso, as profecias não dizem mais nada"

Sobre o Autor:
Natural de Natal-RN, Junior Menezes mora atualmente em Santa Cruz, no mesmo estado. Além de escritor e desenhista, ele também é baterista. Fã de fantasia e sci-fi, ele adora ler e (felizardo) tem quase todos os livros da série Vaga Lume (Drica cai morta de inveja), além de ser fã de Júlio Verne. Como influências em sua primeira obra ele cita - além dos livros que leu - a série Star Wars, da qual é fã.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Gêneros Literários: Isso se come?*

Por Anne Marie

Quando um indíviduo descobre que determinada pessoa possui algum hábito de leitura, geralmente dispara a famigerada pergunta: o que você lê (quase como se não acreditasse)?

Os que gostam de ler, citam alguns dos seus autores, e que são de conhecimento público, bem como alguns de clássicos, a exemplo de Shakespeare (adorooo A Megera Domada, escrita por ele rs). Há ainda quem responda coisas do tipo: “leio de tudo um pouco”, “leio o que cai em minhas mãos” ou “leio de tudo, até bula de remédio”. Realmente, há quem faça isso. Mas são poucos, pode acreditar...

Bom, os reles mortais – leia-se a maioria de nós – desenvolvem afinidades por um ou mais gênero da literatura.

Mas, que raio é isso de Gênero Literário? Se come? Se bebe?

Para esclarecer um pouco, nada melhor do que o bom e velho amansa burro dicionário.

Segundo o Michaelis, é possível encontrar a seguinte definição:

“Maneira característica de expressão que distingue as obras de um autor ou dos autores de uma época. Assunto ou natureza comum a diversas produções artísticas ou literárias.”

A procura pela definição de Gênero Literário vem do tempo dos afonsinos[1] (ok, o período é outro, mas deu para entender), quando tio Aristóteles e tio Platão usaram suas respectivas massas cinzentas tentando entender o que seria esse tal de literário e como representá-lo.

Ao final, chegaram a três classificações básicas:

lirico

 

Gênero Lírico: Geralmente são textos compostos por versos.

Exemplos: Sonetos, Odes, Elegia, Madrigal, Sátira, Balada. (Imagem reprodução)

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Gênero Épico ou Narrativo: Épico é um gênero essencialmente narrado em verso, exaltando grandes feitos. Posteriormente os textos narrativos tomaram a forma de prosa, principalmente no final do Século XVIII, no período do Romantismo. Surge, daí, o Romance.

Os_Lusíadas

Exemplos de Épicos: Ilíada e Odisséia, de Homero; Eneida, de Virgílio; Os Lusíadas, de Camões. (Ao lado, Capa de Os Lusíadas, edição de 1572)

 

KafkaMetamorfose

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Exemplos de Narrativos: Romance, Novela, Conto, Crônica.  (ao lado, Metamophosis, de Kafka - Primeira edição: 1915 - Ilustração: Ottomar Starke)

 

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teatroGênero Dramático: Basicamente são textos para serem encenados em teatros, onde a movimentação dos atores e os diálogos dispensam o narrador.

Exemplos: Tragédia, Comédia, Tragicomédia, Drama, Autos. (Imagem reprodução)

 

Finalmente, independente do gênero literário que você aprecie-identifique-ame, o gênero em si não é o diferencial (embora tenha sua relevância). O grande lance é quando alguém lê um livro com o desejo de aprender e, de quebra, se divertir. Então, agarre aquele livro ma-ra-vi-lho-so que você comprou depois de juntar suadamente o valor que a livraria cobra, sente-se com um delicioso café ou chocolate quentinho (afinal, estamos no inverno aqui em Chucrutland!) e deguste ambos.
Bon appétit!

Referencial

CONSOLARO, Hélio. Gêneros literários. Disponível em: http://www.portrasdasletras.com.br/pdtl2/sub.php?op=literatura/docs/generos. Acessado em 12 out 09.

Dicionário Michaelis. Editora Melhoramentos. Disponível em:  http://michaelis.uol.com.br . Acessado em 12 out 2009.

SCHOCAIR. Nelson Maia. Gêneros Literários. Disponível em:  static.recantodasletras.com.br/arquivos/392840.doc. Acessado em 12 out 2009.

Wikipédia: Gêneros literários. Disponível em:  http://pt.wikipedia.org/wiki/G%C3%AAnero_liter%C3%A1rio. Acessado em 12 out 2009.

*Texto publicado pela primeira vez em 2009, no site Autoras Brasileiras de Romance. Revisado e adaptado para publicar no #Catalivros


[1] Afonso é um nome que remota aos primeiros tempos de Portugal. Assim, a expressão “no tempo dos afonsinos” significa algo bemmmm antigo.