Prateleiras

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Seriados baseados em Séries de Livros

Oi peolple!


Faz um tempinho que não posto, pois a correria não me permitia. Ainda bem que tinha este post meio engatilhado para publicar aqui no #Catalivros, apenas faltando alguns ajustes.


Então, vamos lá!


Outro dia fiz um levantamento “por alto” das séries que li/leio ou acompanhei/acompanho, e me dei conta que foram “algumas”....rs


Pesquisando no Google [Deus salve ele!], me deparei com várias opções de books. Dois deles descobri ao acaso, somente após conhecer o seriado de TV. Aí, buscando mais informações, cheguei aos livros. Ou seja, o caminho foi inverso, mas o importante é o resultado...rss


Os dois exemplos: Blood Books (Blood Ties) e Série Sookie Stackhouse (True Blood).


Pode conter spoillers!!



O primeiro, Blood Books de Tanya Huff (o seriado foi chamado de Blood Ties), tem um enredo muito bacana. A história é centrada em Vicki Nelson, uma detetive particular, que precisou abandonar a carreira de policial quando descobriu que possuía um problema degenerativo na visão - Retinitis Pigmentosa, conhecido popularmente como cegueira noturna.


Um dia, voltando tarde da noite para casa, ela topa com um crime e quem estava lá analisando a situação? Henry, vampiro, escritor de historias de romance, charmosão de 450 anos de idade e filho bastardo de Henrique VIII...coisa básica...rssss. A partir daí inicia a relação entre os dois, com Henry ajudando Vicki em suas investigações – que enveredam cada vez mais para o campo sobrenatural, com o objetivo de protegê-la. A história tem pique e a forma como Vicki e Henry investigam os crimes é muito interessante. Desconfio que a autora tivesse predileção por Sherlock Holmes, pela forma como conduziu o enredo em algumas das pesquisas que os personagens encabeçavam para desbaratar os mistérios. Fora que a relação entre Vicki e Henry é muito intrigante e sempre dá vontade de saber como ele vai se comportar no próximo encontro – charmoso galanteador ou bad boy.


Fiquei com pena quando o seriado não continuou depois da segunda temporada. Na minha opinião, os adaptadores/escritores dos episódios cometeram um erro Crasso. Ao contrário de True Blood que trabalha cada livro em uma temporada, os manés de Blood Ties estavam fazendo cada livro em um episódio... ou seja, tudo correndo e de repente, ploft... uma dó.


Ainda não parei para ler todos os livros, pois estou localizando-os antes, mas estão na fila de espera...kkkkkk


Blood Books da escritora Tanya Huff. (Blood Ties)

1. Blood Price (1991)

2. Blood Trail (1992)

3. Blood Lines (1992)

4. Blood Pact (1993)

5. Blood Debt (1997)

6. Blood Bank - a short story collection



O segundo, Série Sookie Stackhouse/Vampiro Sulista (True Blood foi o nome dado a série de TV) de Charlaine Harris. Na história, cientistas japoneses descobrem como fabricar sangue sintético, permitindo que os vampiros não se escondam mais e participem da comunidade como qualquer outro indivíduo... humano ou não.


Pode conter spoillers!!


A história é centrada em Sookie Stackhouse, uma garçonete telepata que vive em Bon Temps, cidade fictícia de Louisiana. Sookie, como telepata, constantemente é bombardeada pelos pensamentos das pessoas... pensamentos nem sempre amigáveis. Ela procura formas de não “escutá-los”, o que muitas vezes passa a impressão de que ela é uma loira-burra-sulista.


Quando Bill entra no Bar que ela trabalha, logo percebe que se trata de um vampiro. Ao atendê-lo fica pasma, pois não consegue ler seus pensamentos. Melhor ainda, quando estava perto de Bill, ele cala todas as vozes que a perturbam. Naturalmente, no transcorrer da historia eles se apaixonam e enfrentam vários problemas, pois nem todos gostaram dessa historia de vampiros se misturando com os humanos.


O que achei interessante na série é que trabalha muito a questão dos preconceitos, da necessidade de adaptação e de que nem tudo é o que parece. E que a maioria das pessoas ainda não evoluiu para tratar as diferenças com respeito, preferindo sempre o caminho da exclusão, da descriminação e da violência.


Se você assistir os episódios da série e for comprá-los com os livros perceberá que vários detalhes da trama original foram mantidos e as adaptações foram relativamente tranqüilas até agora (vai entrar na terceira temporada). O que me chamou muito a atenção é que na TV tem-se a impressão da história é extremamente mais sombria e sórdida do que nos livros.


Bom, li os livros, mas parei aproximadamente no 4°volume - se não me falha a memória (No Brasil foi publicado o 2° volume a pouco tempo. Os que li foram encontrados na internet). Sookie começou a cansar minha beleza com suas inseguranças e “vai-e-vem” e...bom, deixa prá lá, senão farei um spoiller muiiiito grande...rssss


Mesmo assim, até onde li, a história tem um ritmo bom, com suspense e adrenalina no ponto certo. Apenas a mocinha poderia ser mais decidida e...ahn...talvez menos... well...


Quem sabe não me animo e termino os demais quando não tiver mais nada para ler??


Série Sookie Stackhouse (True Blood) books - Charlaine Harris

1. Dead Until Dark (no Brasil, Morto até o Anoitecer, pela Editora Arx)

2. Living Dead in Dallas (no Brasil, Vampiros em Dallas, pela Editora Arx)

3. Club Dead

4. Dead to the World

5. Dead as a Doornail

6. Definitely Dead

7. All Together Dead

8. Dead And Gone

9. A Touch of Dead

10. Dead in the family


Sinopse publicada no site da Submarino, pois não localizei o site da Editora:


Morto até o Anoitecer

Esqueça tudo o que você já ouviu sobre vampiros. Os mortos-vivos ganharam o direito de existir legalmente. O vampiro Bill Compton está disposto a tudo para se estabelecer em sua cidade natal. O que ele não contava era com uma série de assassinatos inexplicáveis, a desconfiança dos moradores locais e o envolvimento com uma bela - e teimosa - garçonete telepata.


Vampiros em Dallas

Mocinhas indefesas perderam o papel principal. Vampiros vestidos com capa preta, que dormem em caixões e vivem na Transilvânia foram descartados. Esses seres noturnos teriam uma vida quase normal se não fossem os crimes contra vampiros que acontecem no mundo todo. A causa? A descoberta de que o sangue de vampiro é o elixir da juventude e, quando consumido a dois, provoca sensações interessantíssimas...
A saga de Charlaine Harris, combina humor e suspense, envolve personagens simpáticos, diálogos e referências inteligentes - geralmente ligados à cultura pop. Sookie Stackhouse, garçonete bonita e solitária, vive na pacata cida
de Bon Temps e vê sua vida mudar de cabeça pra baixo ao encontrar o amor em Bill, um vampiro além dos clichês. Ao se envolver nesse novo mundo, Sookie descobre que é telepata e, recebe sua primeira missão oficial: em Dallas, deve solucionar o misterioso desaparecimento de um dos vampiros mais influentes da comunidade local! De volta a Bon Temps, descobre que pessoas comuns escondem segredos muito mais bizarros do que ser um vampiro...


E vocês? Conhecem essas séries? O que acharam?


Abraços carinhosos,

Lady Apfel

domingo, 23 de maio de 2010

Fogo Vermelho - Primeiro Capítulo

Olá todos!
Estamos a pouco mais de 30 dias do lançamento de "Fogo Vermelho", o segundo livro da saga Radegund, sequencia de "O Reino dos Céus" (ainda não tem o seu? CLIQUE AQUI).
A revisão está indo bem. Entrou na fase final, em que o texto, já diagramado, está sendo revisado num modelo impresso, a "boneca" do livro.
E enquanto ele não chega, que tal dar uma espiada em como vai ficar e, de quebra, ler o capitulo 1 inteirinho?
Espero que gostem! E não esqueçam de deixar seus comentários, ok?
BJS da Drica ;-)

Clique na imagem abaixo para ler:


terça-feira, 18 de maio de 2010

Todas as Estrelas do Céu - Enderson Rafael

Eu vou começar essa resenha ao contrário, falando do final do livro, mesmo que isso pareça meio estranho. Mas é que ele me surpreendeu de tal forma, que não tem como começar a falar de "Todas as Estrelas do Céu" sem tocar nisso. Então, antes de mais nada, eu peço ao leitor. NÃO espie a última página, nem o último capítulo, DE JEITO NENHUM! Mesmo que você morra de curiosidade, não faça isso, ou vai perder a "graça".
O livro é curto, escrito numa linguagem coloquial e bem acessível. Não tem muitas reflexões profundas, nem grandes divagações. Mas o enredo prende nossa atenção, pois queremos de qualquer forma saber no que vai dar o dilema dos irmãos adotivos Leandro e Caroline que, de repente, se vêem apaixonados um pelo outro.
Enquanto eu lia o texto do Enderson, ia me lembrando dos livros que li na adolescência, da famosa e querida coleção Vaga-Lume, e também das histórias de Lucília Junqueira de Almeida Prado e Marcos Rey (yes! saudade não tem idade!). E não é de se estranhar que seja assim, pois o autor escreveu essa história com apenas dezenove anos de idade. Portanto, há muito ainda de meninice no texto, de angústias típicas da adolescência nas entrelinhas. Coisas que me fizeram, ao longo da história, ir voltando no tempo.
Em algumas cenas, eu me vi de volta aos dezoito, dezenove anos, numa daquelas rodinhas de amigos, com um violão no meio e a lua no céu, ouvindo Guns'n Roses, me apaixonando ao som de Bon Jovi e curtindo intermináveis fossas com Extreme ao fundo.
O livro todo é muito doce. Os valores familliares estão muito presentes e o amor - intenso, poderoso e infinito - permeia tudo; para o bem, ou para o mal. A polêmica que o casal de "irmãos" levanta é algo verossímil, passível de acontecer com qualquer ser humano normal. Ao tratar dela, o Enderson conseguiu fugir do exagero, bem como da pieguice e do moralismo, tratando o tema com leveza e delicadeza. Foi tão feliz na forma como conduziu a trama, que eu me senti como se estivesse sentada ao lado de um amigo que me contava a história de um casal conhecido. E como o texto é leve, sem apelos sensuais, apenas insinuações muito delicadas e românticas, pode ser lido - e compreendido - por todas as idades.
Portanto, caríssimos, recomendo a história do Enderson. É uma daquelas totalmente despretensiosas, absolutamente honestas e fatalmente surpreendentes, que você vai guardar para sempre no coração!
BJS da Drica ;-)

FICHA TÉCNICA:
Título: Todas as Estrelas do Céu
Autor: Enderson Rafael
Publicação: Novas Idéias, 2010
160 páginas
PRE VENDA


RESUMO:
Podem dois irmãos adotivos se apaixonarem um pelo outro?

Caroline e Leandro são dois adolescentes de uma bem resolvida família de classe média, ele adotado, ela filha biológica do casal Marco e Lúcia. Diante dos conflitos da adolescência, do colégio, do vestibular, ambos se vêem diante de mais um dilema: um amor impossível e todas as consequências da busca pela felicidade ao lado da pessoa amada. O desafio dos dois em entenderem o que passa consigo mesmo, em enfrentar os pais, a sociedade e sua própia consciência é exposta neste romance honesto, ágil e de final surpreendente.
"Todas as estrelas do céu". Uma obra polêmica e doce ao mesmo tempo, com um tema inusitado, falado de igual para igual com os jovens ou mesmo para quem já passou da adolescência.

domingo, 16 de maio de 2010

Amante Eterno - J.R. Ward

Muito já se escreveu sobre o segundo livro da Irmandade da Adaga Negra, o que fala sobre o Rhage, o irmão que carrega a besta dentro de si.
Rhage é belíssimo, louro, alto, rosto perfeito, corpo idem. Um viking moderno. É também o mais forte e o mais sexual de todos os Irmãos. Amaldiçoado pela Virgem Escriba, ele precisa constantemente de sexo ou de uma boa luta, para manter o domínio sobre a besta, a criatura na qual se transforma quando perde o controle.
Num desses estranhos acasos do destino, Mary, uma mulher "comum" e portadora de uma grave leucemia, acaba cruzando o caminho do destemido guerreiro. E depois deste episódio, quando Rhage definitivamente se encanta com a doce e delicada Mary, as vidas de ambos sofrem uma grande reviravolta.
Bem, não vou falar aqui das cenas hot, de como o Rhage é sexy e amante full-time. Lógico que isso faz você suspirar ao longo do livro, mas o que me tocou na história e me fez achar que ela foi melhor do que o livro (bom) do Wrath foram a doçura e a profundidade das emoções que a J R Ward conseguiu transmitir com o texto. E não só nas cenas que envolvem o casal protagonista. Os personagens secundários estão com tudo neste livro,  principalmente John Matthew - o misterioso rapaz que se aproxima de Mary - e Bella, amiga da protagonista.
Aliás, John e Wellsie, a companheira de Tohrment, protagonizam uma das cenas mais lindas que já li, e que foi uma das que me fez chorar neste livro.
De alguma forma, o foco na exploração dos visuais dos Irmãos ficou menos evidente, passando mais para suas personalidades e para seus conflitos interiores. Apesar das cenas carregadas de sex appeal, é nas emoções que o livro se concentra.
A doença de Mary, que podia se tornar um grande apelo ao drama, com descrições lacrimogêneas do tratamento, cenas de quimioterapia, queda de cabelos e todo aquele blá-blá-blá no estilão "Love Story", acaba ficando mais no pensamento da heroína, como uma sombra, uma ameaça constante que habita dentro dela, assim como a besta habita o íntimo de Rhage. Sua luta maior não é contra o câncer que ameça consumi-la e matá-la e sim, contra a própria desesperança, o cansaço, a falta de auto estima e de fé.
E ao mesmo tempo em que Rhage luta para resgatar isso nela e convencê-la de seu amor, ela luta para fazê-lo vencer a besta que o atormenta.
Enfim, o livro é uma delícia. Li em dois dias, e teria lido mais rápido, se tivesse tido tempo. É mais um daqueles que te prende do início ao fim.
Saldo final: NOTA DEZ/MEGA HOT.

BJS da Drica ;-)

FICHA TÉCNICA:
Título: Amante Eterno
Autora: J R Ward
Título Original: Lover Eternal
Publicação Original: NAL Signet, 2006
Publicação no Brasil: Universo dos Livros, 2010
445 páginas.


RESUMO:
Nas sombras da noite em Caldwell, Nova York, desenrola-se uma sórdida e cruel guerra entre os vampiros e seus carrascos os redutores. Há uma irmandade secreta, sem igual, formada por seis vampiros defensores de sua raça. Possuído por uma besta letal, Rhage é o membro mais perigoso da Irmandade da Adaga Negra.

Dentro da Irmandade, Rhage é o vampiro de apetites mais vorazes. É o melhor lutador, o mais rápido a reagir, baseado em seus instintos, e o amante mais voraz, porque em seu interior arde uma feroz maldição lançada pela Virgem Escriba. Possuído por esse lado sombrio, Rhage teme constantemente que o dragão dentro de si seja liberado, convertendo-o num perigo letal para todos à sua volta.

Mary Luce, uma sobrevivente de muitas adversidades, entra de maneira involuntária no universo dos vampiros, contando apenas com a proteção de Rhage. Concentrada em combater sua própria maldição, potencialmente mortal, Mary não está em busca de amor e perdeu sua fé em milagres tempos atrás. Mas quando a intensa atração animal de Rhage se transforma em algo mais emocional, ele sabe que Mary precisa ser sua e de mais ninguém. E enquanto os inimigos fecham o cerco, Mary luta desesperadamente para alcançar a vida eterna com aquele que ama...

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Books - Aquisições

Oi peolple!



Eu quase surtei de alegria quando vi carteiro hoje. Meu sorriso era tão grande, mas tão grande que quase não dava para ver minhas orelhas...rs. E quando ele me entregou a caixa de sedex contendo nada mais do que meus cinco...isso mesmo CINCO novos livros, fui ao delírio!


Foi uma compra perfeita que fiz pelo site da Saraiva. Alguns dos livros estavam com valor promocional e com a compra dos cinco não paguei frete, ganhei desconto de 30% e mais um abatimento de R$ 15,00 devido aos pontos que tenho acumulado pelo programa Saraiva Plus. Não podia deixar passar essa, já que só assim para comprar ainda no site da Saraiva. Gente, depois que eles juntaram com a Siciliano, o frete para Chucruteland está um a.b.s.u.r.d.o, beirando ao obsceno!


Bom, vamos às aquisições.


1. Comprei A Longa Marcha dos Grilos Canibais – E outras crônicas sobre a vida no planeta Terra, do Fernando Reinach, Editora Cia das Letras. Comentei sobre esse livro (e meu desejo em adquiri-lo) neste post aqui. Fora que ele integrará a minha lista de livros de autores brasileiros que quero ler esse ano por causa – e também - do #DesafioNacional! Vamos aderir povo!


2. A maioria de vocês sabe que sou fã da Nora Roberts, bem como da Série Mortal, Editora Bertrand. Então, não poderia deixar de comprar o seu último lançamento Sedução Mortal. Óbvio ;)




“Neste mais recente caso, a tenente Eve Dallas está em busca de um Casanova cruel com um nefasto apetite para seduzir suas vítimas antes de assassiná-las.
Dante já cortejava sua presa pela internet havia várias semanas quando foi encontrá-la pessoalmente pela primeira vez. Alguns goles de vinho e algumas horas depois, a sua pobre acompanhante estava morta. A arma do crime: a dose de uma droga rara e indetectável, do tipo “boa-noite, Cinderela”, com assustador valor de mercado.
A tenente Dallas passa e repassa em pensamento todas as pistas que descobriu: luz de velas, música romântica e pétalas de rosas espalhadas sobre os lençóis. Um clima de encantamento montado para agradar o sedutor, e não a vítima. Na verdade, ele não pretendia matá-la. Agora, porém, só lhe restavam duas escolhas: fugir e se esconder ou sair novamente em campo para uma nova caçada.”



3.Outro livro que simplesmente não podia deixar passar, e que descobri ao acaso na internet (Deus salve ela!), foi O Historiador, de Elizabeth Kostova, publicado pela Ponto de Leitura (selo lançado pela Editora Objetiva). E, melhor ainda, o texto é integral! Oh my God! Vou ter 902 páginas de alegria e diversão garantida, se o livro for tudo aquilo que imagino depois de ler a sinopse!




“Certa noite bem tarde, ao explorar a biblioteca do pai, uma jovem encontra um livro antigo e um maço de cartas amareladas que a fazem se envolver em um mundo com o qual ela nunca sonhou - um labirinto onde os segredos do passado de seu pai e o misterioso destino de sua mãe encaminham para um mal inconcebível escondido nas profundezas da história. As cartas dizem respeito a um dos poderes mais maléficos que a humanidade jamais conheceu, e a uma busca secular pela origem desse mal e sua erradicação. É uma caça à verdade sobre Vlad, o Empalador, o governante medieval cujo bárbaro reinado gerou a lenda de Drácula. A partir daí decorre a trama repleta de aventura, suspense, fantasia e diversão. "O Historiador" foi feito para leitores que procuram livros para serem devorados e que esperam de um livro o mesmo impacto de uma superprodução de cinema!”


4. "Pulou" para o carrinho de compras o livro Emma, de Jane Austin, Editora Best Seller, que era muiiiito desejado! Acredito que o texto esteja na integra, pois tem 460 páginas! E, vamos combinar, Jane Austin é Jane Austin...precisa dizer algo mais?




“Emma, uma jovem aristocrata, vive entediada em uma localidade perto de Londres, em companhia de seu pai. Depois que sua governanta e confidente se casa, sua vida torna-se mais enfadonha. Até esquece seus anseios amorosos. Mas quando menos espera surge um amor...”


5. E por último, mas não menos importante o livro A Mão Esquerda de Deus, de Paul Hoffman, Suma de Letras (selo da Editora Objetiva). Lembro desse livro com carinho, pois eu e as meninas o vimos em Veneza, quando visitamos uma livraria (claroooo que a gente não perderia a oportunidade de ir a uma livraria no exterior!). Até comentei rapidamente com elas sobre a diferença entre os livros lá e os de cá. Na Europa eles são enormes....muiiiiiiitas, milhares de páginas a mais do que os livros publicados aqui no Brasil. Aí, sempre penso no quanto foi cortado/adaptado/massacrado e no quanto de história perdemos neste processo :(

A sinopse também me deixou prá lá de intrigada e curiosa, então... ele "pulou" no carinho de compras também!




“É com esse alerta que o inglês Paul Hoffman começa A Mão Esquerda de Deus, um livro sombrio e cheio de mistério. Estréia do autor no romance aventura, a obra vem sendo divulgada no exterior como um "novo Harry Potter", muito embora o autor não recorra a elementos sobrenaturais nem raças não- humanas em sua narrativa.
O cenário da trama é desolador. Habitado por meninos que foram levados para lá muito novos e geralmente contra a sua vontade, o Santuário dos Redentores é uma mistura de prisão, monastério e campo de treinamento militar. Lá, esses milhares de garotos são submetidos a uma sádica preparação para lutar contra hereges que vivem nas redondezas. A intenção dos Lordes Opressores, os monges que protegem o lugar, é fortalecer os internos tanto física quanto emocionalmente, preparando-os para uma monstruosa guerra entre o bem e o mal.
Entre os jovens está Thomas Cale. Não se sabe ao certo se ele tem 14 ou 15 anos ou como foi parar ali. O que se sabe é que Thomas tem uma capacidade incomum de matar pessoas e organizar estratégias de combate. Essas poderosas habilidades serão colocadas à prova quando ele e dois amigos testemunham um brutal assassinato entre os corredores labirínticos da prisão. A visão do crime dá início a uma perseguição desesperadora e, finalmente fora dos muros do monastério, Cale irá compreender a extensão da crueldade dos lordes e a verdadeira origem de seu poder.”


Então, o que acharam? Diversão garantida ou não?


Contem se vocês já leram alguns destes livros!


Abraços carinhosos,

Lady Apfel



Desafio Nacional: O Coração do Desafio

O Desafio Nacional não tem nem uma semana de vida, mas já está com tudo!

Visite o blog oficial do Desafio e leia o que tem sido feito, e o que você pode fazer, para participar!

Desafio Nacional: O Coração do Desafio

BJS da Drica ;-)

terça-feira, 11 de maio de 2010

Desafio Nacional - o poder da Internet a favor dos autores brasileiros.

Imagine um lago tranquilo, um espelho d'água. Agora, imagine uma pedra sendo atirada no centro desse mesmo lago. Imaginou? Ondas se propagarão em todas as direções, não é mesmo? E quando tocarem as margens, se tornarão novas ondas, se propagando no sentido inverso, gerando outras ondas, e assim sucessivamente.
Quem jogou a pedra no lago hoje, e com uma pontaria certeira, foi nosso colega escritor, o homem dos ares e de Todas as Estrelas do Céu, o Enderson Rafael.
Com algumas twittadas, o Enderson conseguiu uma mobilização ímpar entre escritores, blogueiros e leitores, expandindo uma iniciativa baseada em duas simples perguntas:


Quantos autores brasileiros você conhece?
Quantos livros de autores brasileiros você tem lido?

Eu acrescentaria mais uma pergunta a esta lista, dirigida especialmente às editoras de grande e médio porte:

Quantos novos autores brasileiros vocês tem publicado?

Fica claro quando entramos nas grandes livrarias do país que, apesar de novos autores nacionais estarem brilhando, ainda é absurdamente pequena a proporção de mercado e de espaço que eles (nós) desfrutam(os) comparados aos autores estrangeiros.
Ouvimos as velhas justificativas, tais como: livros consagrados lá fora são garantia de venda certa e retorno financeiro, autores desconhecidos são um risco grande e publicar é caro.
Bem, tudo isso não deixa de ser verdade mas, como eu costumo dizer, quem não morre não vê Deus!
Deixar de apostar no mercado nacional, em autores BONS que temos hoje, publicando como independentes e suando a camisa para divulgar, pode ser garantia de arrependimento no futuro. Talentos como o próprio Enderson, Leila Rego, Fernanda França, Simone Marques, Roberta Polito, Vivianne Fair, Paula Pimenta, Raphael Draccon, Felipe Pan, Laura Elias, Thalita Rebouças, Bruna Longobucco, Ana Cristina Melo, Kamila Denlescki, Fabricio Carpinejar, entre outros, estão sendo difundidos rapidamente através da propaganda boca-a-boca e conseguindo resultados significativos SEM grandes estruturas de marketing. Agora, eu pergunto: já imaginaram se por trás de cada um deles houvesse uma BOA editora?
Minha expectativa é de que, daqui a algum tempo - meses talvez - estejamos vivendo uma revolução das letras no Brasil. Um verdadeiro boom, que começou devagarzinho, - nas comunidades da Internet dedicadas a Literatura, nos fóruns e Orkuts da vida - e que vai ganhar um espaço tão grande e tão poderoso que vai ser praticamente impossível resitir a ele.
E daí, eu pergunto: quem vai ficar fora dessa?

O DESAFIO NACIONAL é um projeto que conta com a parceria de diversos blogs e autores. Por enquanto temos o twitter do projeto. Em breve, um blog será criado para reunir todos os links com resenhas, entrevistas, promoções e divulgações dos autores. O banner do projeto foi criado pela Iris Figueiredo. Para participar, faça uma postagem com o tema e o banner em seu blog e envie o link para o twitter.

 

Apenas Uma Lembrança - Jan McKee

Este é um daqueles livrinhos pouco conhecidos, que você acha por acaso na prateleira do sebo e resolve levar por levar. Daí, quando vai ler, tem uma grata surpresa.
A história começa com um crime covarde e com a fuga da jovem e miserável Jéssica Cameron do lugar onde mora. Tola, carente e apaixonada por um cretino, ela acaba se envolvendo sem saber no assassinato de um homem.
Os anos passam. Morgan Rossiter, irmão do homem que foi assassinado pelo namorado de Jéssica, está numa busca obstinada pela mulher que foi vista ao lado do assassino, Cole Hardim, na fatídica noite. Só ela poderá levar à condenação de Hardim.
Porém, ao seguir sua mais nova pista, ele se depara com a respeitável viúva Jessica Miller, modelo de virtude da cidadezinha de Moonshadow, tão distante da filha do beberrão de Scragtown como o diabo de uma santa.
Apesar das dúvidas e desconfianças mútuas, os dois acabam se envolvendo. Porém, quando Morgan descobre quem ela é de verdade... ai, sai de baixo! Dá pena da pobre Jéssica, que come o pão que o diabo amassou com o rabo por conta do cara!
O livro todo é muito intenso. Em boa parte do tempo eu quis matar o Morgan, de tão toupeira, tão cego, tão anta que o cara era! E a pobre da Jéssica, como se não bastasse tudo o que sofreu com o bandidão do seu ex, tem que aturar as desconfianças e insultos do Morgan até que ele, finalmente, resolva acordar.
Apesar de parecer que estou falando de mais um livro desses em que a "mocinha" é uma tonta frágil e indefesa e o cara é "macho-alfa" da parada, a coisa não se desenrola bem assim.
Jéssica é forte, destemida, brava e tem uma língua afiadíssima. Sua ironia é uma espécie de casca, com a aqul ela se revestiu para se proteger das agruras da vida. E pouco a pouco esse seu temperamento e sua dignidade vão sacudindo Morgan. No fim, prevalece a força moral de Jéssica.
O livro é antigo, portanto, vocês só vão achar em sebos. E se acharem, não deixem de levar. É apaixonante!

BJS da Drica ;-)

FICHA TÉCNICA:
Clássicos da Literatura Romântica, s/n
Autora: Jan McKee
Título Original: Sweet Justice
Publicação Original: Harlequin Books, 1991
Publicação No Brasil: Nova Cultural, 1992



RESUMO: Uma história em que o amor e o ódio caminham juntos até o duelo final.
Escondida naquela pacata cidade da Califórnia, a "viúva Miller" não despertava suspeitas. Sua vida simples e discreta afastava qualquer curiosidade sobre seu passado sombrio como Jéssica Cameron.
Havia oito anos Morgan Rossiter procurava por essa mulher! Oito anos de busca incansável para que a cúmplice do assassinato de seu irmão pagasse por seu pecado.
Depois de receber as descrições sobre o caráter sórdido de Jéssica, achava-se preparado para enfrentá-la. Perigosa presunção...
Quando a conheceu, ele se enredou em seu doce e suave feitiço. Nem em sonhos pederia supor-se diante de uma foragida de justiça, a quem havia jurado vingança!"

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Por dentro do Clube de Autores

Aqui no blog já citamos várias vezes o trabalho do site "Clube de Autores". Falamos sobre o self-publishing, sobre publicação on-demand e sobre como isso abriu novas portas para autores desconhecidos do grande público. A maioria dos leitores também já sabe que publiquei meus livros através desse sistema, e que venho conseguindo boa aceitação e uma visibilidade ímpar no mercado com investimento praticamente zero.
Mas, de quem foi a brilhante idéia de criar o Clube e tornar mais acessível no Brasil um sistema que já se consolidou no exterior através de sites como o Lulu.com? Como surgiu o Clube de Autores?
Para saciar nossa curiosidade, fui atrás do pessoal do Clube. Cara de pau como sempre (daquelas que usa óleo de peroba como hidratante todos os dias), mandei um e-mail pro pessoal e disse que queria fazer uma matéria com eles aqui  no blog. Nem imaginam o tamanho de meu sorriso quando eles disseram sim!
Aliás, foram todos uns amores. O Ricardo Almeida, diretor-geral da empresa, foi extremamente atencioso e respondeu com muita paciência todas as solicitações que fiz, incluindo uma entrevista via email, que agora reproduzo para vocês na íntegra:

Catalivros - A primeira coisa que todos nós queremos saber é: como foi a "gênese" do Clube de Autores?
Ricardo Almeida: O Clube de Autores nasceu da nossa própria dificuldade, enquanto autores, para conseguir uma editora. Todos aqui temos livros escritos e publicados e passamos por experiências que incluíram conseguir editoras que nos patrocinassem até pagar pela publicação. Em ambos os casos, o desagste é grande - tanto em negociações quanto em desembolsos e até em recebimentos - pois os direitos autorais costumam vir de maneira atrasada e sem nenhuma comprovação efetiva de sua veracidade.
Nós nunca fomos do mercado editorial - as duas empresas que fazem o Clube, o I-Group e a A2C, são empresas de planejamento estratégico e desenvolvimento Web, respectivamente. Na prática, isso nos facilitou muito o processo de concepção ao nos despir de vícios naturais em qualquer mercado. O que fizemos foi unir a tecnologia que já estava disponível para fazer o que nos parecia óbvio: permitir que todos pudessem contar as suas histórias para o mundo sem precisar, necessariamente, pagar por isso.


Catalivros: - Pesquisando em matérias sobre o Clube, antigas e recentes, vemos a frequente comparação com o site Lulu.com, que já está no ramo há alguns anos. Incomoda esta comparação? Ou serve para estimulá-los a criar novas soluções
Ricardo Almeida: Nós conhecemos o Lulu quando estávamos na fase de planejamento do Clube. Para nós, foi uma excelente oportunidade de ver que o que pensávamos já estava aplicado em outros países. Vimos o que funcionava para eles e o que não funcionava, pesquisamos os modelos e assim por diante. Ou seja: o Lulu - assim como o Bubok e o Blurb, outras empresas do gênero - nos deram boas referências. Por estarmos, de certa maneira, no mesmo negócio, as comparações são inevitáveis - e não nos incomodam em absolutamente nada.
Só que a essência de um projeto como o Clube não é livro - é autor. E autor brasileiro pensa de uma forma diferente do que autor americano ou europeu. O brasileiro tem necessidades diferentes e um modo de pensar diferente - o que faz com que os projetos caminhem em ritmos e direções diferentes.



Catalivros - O que mudou para o Clube desde aquela reportagem da revista Isto É, de 10/06/2009? Ricardo Almeida: Na verdade, tudo começou a mudar para nós depois de uma matéria que saiu na revista Época, em 15/05. Foi a nossa primeira aparição na mídia, seguida pela IstoÉ, G1, Jornal da Globo etc. Consideramos a data de 15/05 como o nosso lançamento oficial, a data em que deixamos de ser "beta" e passamos a ser "alfa". De lá para cá, tudo mudou. Os acessos se multiplicaram, a quantidade de livros tomou uma ascendente acima das nossas expectativas e as vendas decolaram.
Catalivros - E o que mudou para o Ricardo Almeida?
Ricardo Almeida: Em toda a minha vida profissional, eu sempre tive um papel de fornecedor. Ou seja: com o I-Group, nós planejamos projetos para bancos, empresas de telecom, campanhas eleitorais, varejistas e uma vasta gama de corporações de todos os portes. O Clube me colocou do outro lado do balcão, por assim dizer. Além de planejar, me colocou no papel de gestor geral de uma empresa voltada para o público.
Quando isso ocorre, tudo muda. Você sente o pulso do público de uma maneira íntima, trasnparente.
Do lado pessoal, eu diria que o mais importante foi ver nascer e crescer um filho. O Clube de Autores é um sonho que se realiza mais a cada dia, uma operação que se mostra útil, clara. Recebemos mensagens de autores todos os dias dizendo que mudamos as suas vidas, que viabilizamos a realização de seus sonhos e assim por diante. Pessoalmente, não nos coloco em um patamar assim tão elevado - a responsabilidade por um livro estar publicado é sempre do autor, que o escreveu, e não nossa. Temos um papel de coadjuvante - mas, ainda assim, em um ciclo incrivelmente gratificante.

Catalivros - E a AgBook? Ela pertence ao Clube ou é independente, apesar do layout e dos recursos semelhantes? Existem planos de fundir os dois sites num só?
Ricardo Almeida: O AGBook é uma empresa terceira, parceira do Clube, e nunca devemos nos fundir. Nós fornecemos a plataforma tecnológica para eles, que conduzem a operação de maneira própria.
Essa multiplicidade de opções é importante para o autor. Um certo dia um autor nos mandou um email dizendo se estava em dúvida se publicava pelo Clube, pelo AGBook ou pelo Lulu. A minha resposta para ele foi: por que a dúvida? Para que fazer uma escolha quando se pode estar simultaneamente em todos - o que, no mínimo, aumenta a visibilidade da obra pela Web?
Sob este aspecto, sempre aconselhamos os autores a publicar em absolutamente todas as plataformas que ele conseguir - desde que ele possa manter a exclusividade dos direitos sobre a sua obra, como ocorre aqui no Clube. Assim, quanto mais opções existirem, melhor para todos.


Catalivros - O Clube já fez um levantamento dos gêneros literários que são mais publicados pelo site? E dos mais vendidos? Qual foi o resultado?
Ricardo Almeida: Os mais publicados estão no próprio site - sempre mantemos esses números abertos. Os com mais livros são o classificados como "Literatura Nacional", seguidos de "ficção" e "poesia". Não há como dizer um gênero que venda mais - em geral, os livros que mais vendem são os que mais contam com o esforço de divulgação do autor.

Catalivros: - Uma das maiores reclamações/reinvindicações dos autores que publicam pelo Clube - e também dos leitores que querem comprar os livros - é com relação ao preço final do produto. Sabemos que muito já foi foi feito para reduzi-los. E agora, o que o Clube pode fazer para tornar sua publicações mais competitivas, sem comprometer a própria viabilidade? Teremos novos formatos, descontos, prazos, publicações em e-books?
Ricardo Almeida: Tudo o que pode ser feito já foi e está sendo feito - o que inclui, basicamente, uma constante renegociação com fornecedores. Imprimir uma tiragem de milhões de exemplares é diferente de se imprimir um único exemplar, que tem custo muito maior. Na primeira vez que fizemos um orçamento gráfica, para se ter idéia, o preço de 1 livro com 151 páginas ficava em torno de R$ 172! Hoje, o preço de custo é de R$ 28, aproximadamente. É claro que não é tão baixo quanto queremos - mas é o que conseguimos para o momento e está exatamente na mesma média de livros com iguais características em livrarias tradicionais, por pesquisas que fazemos todos os meses em livrarias como Cultura, Vila, Saraiva, Submarino.
Há um outro ponto curioso também: em quase 100% dos casos, os livros que mais vendem são os que os autores colocaram as suas margens de diretos autorais de forma mais elevada. Quase sempre, são os mesmos autores que mais se empenham na divulgação - mas isso nos comprova que preço não é o único componente de venda. Ele é importante, claro - mas há ainda vários outros que, se bem trabalhados, fazem toda a diferença.


Catalivros - Qual a maior dificuldade que vocês já enfrentaram desde que o CA foi lançado? E qual a que vocês ainda enfrentam?
Ricardo Almeida: Fazer a tecnologia andar com a mesma velocidade que as idéias ;-)

Catalivros - Quem faz o Clube?
Ricardo Almeida: Os autores fazem o Clube. Todas as idéias e planos saem deles, expostas no nosso blog, na nossa comunidade do Orkut, no Twitter, Facebook etc. Nós apenas executamos as idéias.

Catalivros - Qual a situação mais estapafúrdia que vocês já enfrentaram nos canais de Atendimento do Clube?
Ricardo Almeida: Nossa..... são muitas. Uma das coisas que sempre brincamos internamente é que os usuários parecem ser teleguiados para o botão "fale conosco" - apesar de tudo já estar descrito no site. Para você ter uma idéia, recebemos cerca de 100 mensagens por mês perguntando onde se deve clicar para se publicar um livro - sendo que há um item no menu principal chamado "Publique seu Livro", um outro explicando isso e chamado "Como Funciona" e dois banners grandes na página principal com textos como "clique aqui para publicar o seu livro".
Mas olha... se eu pudesse isolar uma ocorrência, houve uma senhora que colocou na cabeça que nós éramos o suporte técnico oficial do Orkut. E, sempre que ela tinha dificuldade em criar uma comunidade, ficar amiga de alguem ou coisa parecida, nos mandava emails, posts no nosso blog etc. foram mais de 30 emails dela - que ignorava, solenemente, as nossas respostas dizendo que não tínhamos nada  a ver com o Orkut ;-)


Catalivros - Como é a relação do Clube com as editoras convencionais? Como vocês são vistos por elas? Já sofreram algum tipo de discriminação ou depreciação por não haver uma triagem do que ou de quem publica pelo Clube?
Ricardo Almeida: Nenhuma discriminação ou coisa do gênero. Ao contrário, temos recebido contatos de algumas editoras querendo utilizar o nosso modelo e plataforma para imprimir os livros delas que estiverem com tiragens esgotadas. Estamos negociando com algumas.

Catalivros - Projetos para o futuro: o que o Clube reserva para seus autores e leitores?
Ricardo Almeida: Tudo, absolutamente tudo o que os autores e leitores quiserem. Como disse, é da comunidade que sai as nossas implementações, os nossos planos. Teremos um concurso literário saindo no final do mês, mais possibilidades de customização dos livros, novos formatos, novos preços, mais unidades de retirada (para que os próprios autores peguem os seus pedidos sem precisar pagar frete) e assim por diante. Isso sem falar em ebook, que é um projeto à parte que estamos desenvolvendo aqui.

Catalivros - O que é o Clube para o Ricardo Almeida?
Ricardo Almeida: Um sonho se realizando diariamente.

Catalivros - Gostaria de deixar um recado para os novos escritores e para nossos leitores?
Ricardo Almeida: Sim: escrevam! O maior legado que podemos deixar para as futuras gerações é o nosso conhecimento - e todos temos algo relevante para compartilhar. Deixar isso trancado em uma gaveta quando se pode publicar gratuitamente, hoje, é quase que um crime!

Bem, nós aqui do CataLivros só temos a agradecer ao Ricardo pela entrevista, e ao Clube de Autores por ter aberto uma porta enorme no mercado editorial, que sempre pareceu inacessível para novos - e bons - escritores.
Sucesso!