Prateleiras

sábado, 28 de janeiro de 2012

Lua Nova - Stephenie Meyer [#2]

"Lua Nova" foi o segundo livro do desafio "51 Livros em 2012". Terminei de ler há duas semanas, mas só agora pude fazer a resenha. Estava me mudando. O caos na Terra. Ai, ai.
Havia ficado curiosa para saber o rumo que a autora daria ao casal Bella e Edward. Peguei o livro e fui em busca de respostas para as minhas perguntas. Edward toparia tornar Bella imortal? A autora arranjaria outra solução para a dupla? Qual seria a história por trás da família Cullen? Edward é endotérmico ou exotérmico? Por que não existe McDonald´s em Forks? Enfim...
Continuei achando Edward maçante. Sei que ele tem inúmeras fãs, e respeito todas elas, mas ele não conseguiu me conquistar. Acho que faltou carisma, sei lá. Jacob, por sua vez... ai, ai... [suspira] O que é aquilo, hein? [suspira de novo]
Sim, o Jacob me conquistou e, durante a leitura, houve trechos em que tive vontade de sacudir Bella e dizer a ela "Acorda, minha filha!". Como Jacob preenche praticamente todo este livro, é natural que eu tenha realmente me afeiçoado mais a ele. A autora deu muito carisma ao personagem, além de uma fidelidade canina (sem trocadilhos, ok?) a Bella. Por mais que ele apanhe, ele não desiste dela. Linda relação.
O livro não me deu muito o que falar. Não impressionou muito, exceto pelos capítulos finais, que são realmente eletrizantes. Também gostei muito do recurso que a autora usou para enfatizar a passagem de tempo e o vazio. (sem detalhes, para não virar spoiller. Quem leu sabe do que estou falando.)
Em todos os aspectos - e talvez tenha sido isso mesmo o que Stephenie Meyer quis passar com esse volume - "Lua Nova" me pareceu um rito de passagem, uma preparação para o porvir. No fim dele, todos se tornaram, de um jeito ou de outro, adultos.
Na próxima resenha, vou falar das minhas impressões sobre "Eclipse", ainda no projeto 51 livros em 2012.
Beijos da Drica :-)

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Crepúsculo - Stephenie Meyer [#1]

"Crepúsculo" abre a maratona "51 livros em 2012", proposta pelo Alquimia dos Romances. Escolhi especificamente esta série porque ela estava encalhada na minha estante fazia mais de um ano. Eu havia folheado o primeiro livro, lido algumas páginas mas, como a narrativa não havia me prendido, eu deixei de lado. Pois bem, a proposta da Elimar veio para me ajudar a tirar o mofo de Bella, Edward e cia.
Muita gente já falou, leu, comentou e brigou por conta desta série. Neste primeiro livro eu me esforcei ao máximo para dissociar a imagem dos personagens dos atores que os interpretaram no cinema. Isso porque eu, particularmente, acho o casal um verdadeiro picolé de chuchu. Diet. Enfim, há quem goste.
O livro é bem escrito. O uso da primeira pessoa sempre dá um toque mais angustiado, uma sensação quase que claustrofóbica a trama. Ficar preso a uma só visão, sem aquela onisciência do narrador em terceira pessoa, captura a atenção do leitor com muita eficiência. Stephenie Meyer soube fazer excelente uso deste recurso.
A saga de Bella, a mais nova habitante - a contragosto - da chuvosa Forks, começa bem devagar. Eu confesso que custei a engrenar o ritmo da leitura, mas fui adiante. Achei muito frequentes as referências a falta de jeito da personagem, a sua inadequação e a sua total falta de traquejo social. Entendo que a autora quisesse demonstrar uma jovem comum, desajeitada e tímida, mas o reforço dessa "esquisitice" praticamente a cada duas páginas me irritou um pouco. Gostei da relação dela com o pai, um misto de estranheza, delimitação de território e camaradagem silenciosa. Vamos ver como evolui nos outros livros.
O aparecimento de Edward foi um dos pontos que também testou minha paciência. Até praticamente a metade do livro eu tive que fazer força para simpatizar com ele. De tão misterioso, ele começou a ficar cansativo. De tão reticente, ele parecia que não tinha mesmo nada a dizer. Somente quando um pouco da história dele, de sua família, e também dessa dinâmica familiar começaram a ser - enfim - revelados, foi que comecei a gostar do personagem. Falando na família Cullen, simpatizei muito com Alice!
Pelo que percebi, o livro deixou inúmeros ganchos nas entrelinhas, prontos para puxarem o resto da saga. A autora soube despertar a curiosidade dos leitores, com cenas cheias de suspense, embora de certa previsibilidade. 
Sei que o estardalhaço em torno da saga se deve mais a questões de marketing. Não é uma obra prima - e duvido que Stephenie Meyer tivesse esta pretensão - mas é um livro interessante para ler num dia de folga. Tem humor, mistério, suspense, romance, ação e deixa portas abertas para continuações - coisa que leitores a-do-ram!
Agora, vou pegar o segundo volume da série e ver no que dá.


CREPÚSCULO
Twilight
Stephenie Meyer
Intrínseca, 2008
416 páginas

domingo, 1 de janeiro de 2012

A literatura brasileira em busca de difusão mundial

Por Guilherme Freitas - Agência O Globo

RIO - Historicamente defasada, a difusão da literatura nacional no exterior ganhou um incentivo neste ano, com a reformulação do programa de estímulo à tradução da Fundação Biblioteca Nacional (FBN). Anunciado em julho, durante a nona edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), o novo programa prevê investimentos de R$ 12 milhões até 2020 na edição de obras brasileiras em outros países. Um dos objetivos imediatos do projeto é alavancar a participação do país em grandes eventos internacionais: nos próximos anos, o Brasil será convidado de honra das feiras de Bogotá, em 2012, Frankfurt, em 2013, e Bolonha (maior feira de livros infantis do mundo), em 2014.O primeiro edital do novo programa (com inscrições abertas no site www.bn.br) oferecerá R$ 2,7 milhões para a edição de obras nacionais no exterior até agosto de 2013, dois meses antes da presença do Brasil como país convidado no maior evento editorial do mundo, em Frankfurt.

Articulação entre instituições
Em entrevista ao GLOBO em julho, o presidente da feira, Juergen Boos, elogiou o programa de tradução, mas ressaltou que o sucesso da participação brasileira ainda exige mais articulação entre governo e editoras e intercâmbio com instituições culturais alemãs.
A internacionalização da literatura brasileira foi discutida também na 25 Bienal do Livro do Rio, quando a FBN organizou uma exposição sobre a tradução de clássicos como Guimarães Rosa e Clarice Lispector. Mas o tamanho do desafio foi ilustrado pela informação, divulgada durante o evento pela organização da Feira de Frankfurt, de que as editoras alemãs têm hoje apenas 61 títulos brasileiros em catálogo - 30 deles de Paulo Coelho.

Veja mais alguns destaques do meio editorial em 2011:
BIENAL NO LIMITE: Realizada em setembro, a 25 Bienal do Livro do Rio teve o maior público de sua história, 670 mil visitantes em 11 dias. A feira teve faturamento recorde de R$ 58 milhões (12% a mais que a anterior), mas a confusão e os problemas de infraestrutura nos dias mais movimentados levaram a organização a afirmar que o evento atingiu sua capacidade máxima.

PENGUIN NO BRASIL: Em dezembro, a Companhia das Letras anunciou que a britânica Penguin, com a qual é associada desde 2009, comprou 45% das ações da editora brasileira. O acordo segue uma tendência de participação crescente de grandes grupos editoriais estrangeiros no Brasil: nos últimos anos, aportaram no país as espanholas Planeta e Santillana e as portuguesas Leya e Babel. O impacto da parceria no mercado brasileiro poderá se fazer notar sobretudo nas áreas de e-books e didáticos, dois focos do conglomerado editorial Pearson, dono da Penguin.

RUBENS FIGUEIREDO: Um dos principais tradutores do país, Rubens Figueiredo obteve reconhecimento também como escritor neste ano. Seu romance "Passageiro do fim do dia" (Companhia das Letras) recebeu duas das maiores distinções literárias nacionais: o Prêmio São Paulo de Literatura e o Portugal Telecom. Além disso, Figueiredo publicou em dezembro, pela Cosac Naify, a primeira tradução brasileira feita diretamente do russo de "Guerra e Paz", de Tolstói.

CECÍLIA MEIRELES: Com reedições paralisadas há anos por uma disputa judicial entre herdeiros, a obra de Cecília Meireles pode voltar às livrarias em 2012. A editora Global anunciou em dezembro a compra de parte do catálogo da poeta - e ainda dos de Manuel Bandeira e Orígenes Lessa. Depois do anúncio, porém, o advogado de uma das filhas de Cecília contestou o acordo e afirmou que a questão não está resolvida nos tribunais.